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sábado, 25 de maio de 2013

Dor da alma



Extravasais as dores da alma negra que chora calada,
Soluça pensamentos inconstantes que dilaceram o sentir!
Questões empíricas voam sem resposta, adormecidas na apatia das palavras ditas que percorrem as feridas humanas.
Trilham-se caminhos curvos, contornando destinos que se buscam, ainda que não se procurem.
As dores da alma, quem não as sente?
Que tormentos naquelas verdades que trespassam a carne já de si demente!
Uma réstia de racionalidade faz acordar esta alma adormecida, mas que sente os impulsos dos sentimentos alheios que o golpeiam de alegria ou de tristeza.
Sentis que nada tendes, sentis névoas do passado, fantasmas que rasgam o céu, inundando-vos o pensamento de devaneios loucos, memórias que quereis apagar!
Acordes de violino percorrem o horizonte, tocando melodias que arrepiam todo o ser, alimentando-o dos mais variados pensamentos … prazer, ódio, revolta, tristeza, amor … impotência em ajudar … ajudar-se!
Não procurem entender, o que não é entendível. Vós próprios, no mais recôndito e longínquo canto da vossa alma, desconheceis quem sois e o que sentis realmente … assim o sente o poeta!

João Salvador – 25/05/2013


segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Primaveras de um filho



As primaveras sucedem-se
O tempo decorre despreocupado
Aproximou-se novamente o dia
A alegria contagiou-me de felicidade

As memórias do teu nascimento afloram
Eras um ser tão frágil, mas tão belo!
O meu mundo irradiou com o teu nascer
Uma nova esperança fruto do amor

A imensidão daquele dia alimenta-me
Vivo diariamente com o teu sorriso
A tua presença meu filho … faz-me viver!

Labuto hoje inquieto, por um futuro incerto
Uma sombra que se avizinha
Dissipada pela luta de teu pai!


João Salvador – 21/10/2012

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Rosto de vida



Rosto distante
Vejo nas tuas rugas os anos
Os sentimentos que dai brotaram
As mágoas por ti sofridas,
As alegria vividas,
As paixões acaloradas,
As desilusões da vida …

Por ti escorreram lágrimas
Experimentadas nos sentimentos idos

Olhas-lhos agora distantes
Enquanto o impiedoso tempo
Badala as horas sem regresso
Tempo que passa e deixa marcas
Marcas vincadas pela vida
Que te chora amargurada na saudade!

João Salvador – 26/12/2012

sábado, 22 de setembro de 2012

Recordar-te amiga



Meu coração divaga
Minha alma chora …
As saudades apertam
O sentimento aflora

A tua presença sinto-a,
Nas memórias que guardo
No teu sorriso rasgado
O contágio da tua alegria

Serias hoje felicitada
Para sempre serás lembrada
Meu coração é grande
A amizade perdurará!

Certo estou que me vês
Que zelas pelos amigos
No paraíso que te levou
Onde aguardas por nós …

Parabéns amiga e até sempre!

João Salvador - 21/09/2012

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Sondo a alma do amor!



Sondas-te as almas dos homens.
Em todos viste desilusão,
no mero apelo frígido pela luxúria,
um sentimento morto de afetos!

Num momento ínfimo de pausa,
nessa busca interminável,
encontras-te finalmente uma alma
que ilumina quem verdadeiramente ama.

Foi nos seus braços que encontras-te
a essência da pureza no amor.
Descobriste sentimentos límpidos
em alguém que ama sem nada pedir em troca.

Havias-te já resignado, submissa a um mundo de dor.
Vivias rodeada de mágoas que te polvilhavam a mente.
Os sentimentos que guardavas no coração, tão castigado,
viviam amargurados e poluídos pela mágoa.

Finalmente uma fresta de luz inundou o teu mundo,
arrancando-te do túmulo frio em que te havias sepultado.
És agora um rasgo de alegria que ilumina o próprio sol,
Contagiando; espalhando; libertando o amor encarcerado.

Vives despreocupada como uma jovem adolescente.
Lanças teus longos cabelos ao vento, gritando o bem-querer.
Tens em ti os mais belos sentimentos …
Corres agora feliz em direção aos braços do teu amor!

João Salvador – 12/09/2012

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Anjo caído




Irradiavas uma alegria contagiante
Eras uma explosão de vida
Uma estrela amiga
Que cessou de brilhar
Uma flor de vida
Que parou de brotar


A estrada fria e impiedosa
Não te perdoou
A vida te ceifou
A tua luz apagou

Resta-me a memória
Do teu belo sorriso
Uma amiga que perdi
Em tão injusto episódio da vida


João Salvador – 13/07/2012

Nota: Uma sentida homenagem a uma amiga (Lucília Afonso) falecida num acidente de viação no famigerado troço da IP4/A4 (paz à tua alma).

domingo, 18 de dezembro de 2011

O Natal na minha aldeia



Regressei à tradição, ao Natal que tanto queria.
Regressei à minha terra, numa noite muito fria
Regressei à consoada, a umas mesas recheadas
Nesse banquete faustoso, tinha filhós e rabanadas

Com o azeite cristalino, regava a refeição.
Comia Polvo e batatas; couves e nabo cozido,
Não faltava o bacalhau e todas as iguarias,
Na companhia da família, em parlatório animado.

Logo passavam as horas, numa felicidade plena,
não é engano nem tema, era mesmo alegria,
na pureza de amor, de uma família querida!

Neste quadro transmontano, na minha terra Sanfins,
no quadro que emoldurei e para sempre guardei,
nesse quadro; nessa rua, no local onde cresci.

Tinha sentido o Natal, não tinha futilidades.
Nos brinquedos que fabricava,
Nos sentimentos que buscava
Na amizade que alcançava!

Era assim o meu Natal, tão belo!
Um Natal de amor, de sorrisos e de verdade!
Tenho saudades, dos Natais que ali vivi!


João Salvador – 13/12/2011

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Seja um doido alegre


Seja um doido alegre,
espalhe alegria onde estiver.
O mundo dos homens anda triste.
Olhe e veja em seu redor.
Quantas tristezas, reclamações, desenganos, indiferença?
Os rostos das pessoas anda com semblantes carregados,
como se nada mais houvesse de bom sobre a terra.
Procura alegrar com a tua força interior; o teu sorriso, o ambiente em que te encontras.
Contagia o mundo com a tua alegria.
Oferece uma rosa a alguém especial,
verás uma luz a refletir-se no seu rosto, um sorriso iluminado!
Seja amigo, ou namorado, seja o teu ser iluminado.
Faz feliz e sê feliz!

João Salvador

sexta-feira, 15 de julho de 2011

A minha herança, meu filho



Foste gerado com amor.
Germinas-te, num lugar onde reinava a paz, a quietude.
Um período de alegria, tamanha felicidade.
És o fruto do amor, da paixão … do desejo carnal,
Foste a decisão de um Deus, que te deu a vida.
Nasces-te! Pequeno ser iluminado, rasgo da minha alegria.
Dei-te colo e carinho,
Meu filho … minha luz!
Afastas-te as trevas de mim,
És resultado de uma chama irracional … mas maravilhosa!
Deste-me alento; esperança; força; determinação …
Mas, ao mesmo tempo responsabilidade.
Não tenho teorias para te criar,
Olho ao espelho …
Serás uma imagem do eu?
Não, serás sempre tu … o meu filho!
Perco horas a admirar o teu sorriso, inocente …
Nascido para um mundo cruel, que não conheces!
Protegido numa redoma de amor, ladeado de dois seres,
Teus anjos protetores, tua mãe e teu pai …
O teu colo, o teu conforto … amo-te meu filho!


João Salvador