A poesia é um bálsamo para a alma. Neste cantinho eu navego por um mundo que construi e que me transmite paz. É para mim um refúgio onde o imaginário e o gosto pelas palavras me inundam e me fazem sonhar. Quem não precisa de sonhar, num mundo cada vez mais cinzento? Sejam bem-vindos! Visite ainda o meu blog: http://joaogomesalvador.blogspot.pt/
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quinta-feira, 15 de março de 2012
Grito de revolta!
Por vezes levanta-se a velha questão: vale a pena ser um homem dedicado?
Tanta injustiça que se vê na vida profissional (que é o que aqui se retrata), vinda de indivíduos que apesar da alegada experiência que pavoneiam pelos corredores, (não inata nem adquirida de um verdadeiro líder) mais parecem garotos. Mostram-se ora frustrados com eles próprios ora de bem com o mundo, mudando ao sabor do estado de espírito, demonstrando uma personalidade inconstante e imatura.
O esforço não ser reconhecido é duro, apesar de suportável. São até anedóticas as palavras que são sonorizadas pela deslealdade de quem vê trabalho de qualidade, feito por pessoas que se esmeram e mesmo assim o não reconhece, apesar de na máscara que veste o fazer (quando tal lhe aprouver), não o fazendo.
Questiono-me, valerá a pena tanta abnegação de pessoas dedicadas? Tantas horas, tanta privação da família; dos amigos …
Merda! (desculpem o impropério) Apetece gritar de revolta, ao ver estes seres desnorteados; energúmenos com uma falta de humildade gritante, que não conseguindo impor-se pela fundamentação acabam por ser presunçosos, arrogantes e enervantes até!
Pergunto, os honorários não são os mesmos? Poder-se-ia baixar os braços e ter-se um dia-a-dia mais sadio e sem aborrecimentos. Mas o raio do profissionalismo não deixa baixar os braços a quem se pauta pela retidão e competência.
Pois, que se lixe o reconhecimento, pelo menos vale o sorriso e o agradecimento de quem vê os seus problemas resolvidos, sendo estes que alimentam a nossa auto-estima que outros procuram desvanecer.
Reconhecimento dá-lo-á Deus (assim o espera o vulgar humano que nele acreditar) se assim o achar por bem, ainda que no leito da morte!
João Salvador - 15/03/2012
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Mar de sentimentos
Alimentas lágrimas salgadas, na vastidão de ti.
Chicoteias as rochas, que atormentas sem descanso,
desgastando sentimentos perdidos nos corações empedrados,
num ritmar tormentoso; incessante; tresloucado e irado.
Em dias tumultuosos, a ira de Posídon assola-te.
Deus que cavalga as tuas ondas em cristas altivas.
Dominador dos seres do oceano que engoles no teu ventre,
numa vastidão furiosa, tempestuosa mas bela!
Nem o tridente dos deuses controla as tuas marés.
És senhor de ti próprio, és supremo... és o adamastor,
que apenas a alma Lusa conseguiu apaziguar!
Vencido por teu próprio jeito, mas senhor de ti.
Por graça, banhas-te camões, poeta luso, herói da nação.
Que imbuíste de inspiração, na redenção da sua própria paixão!
João Gomes Salvador – 01/01/2011
Local: Aveiro - Portugal
Porto, Portugal
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Fruto de Deus ou do acaso?
Fui ensinado a acreditar num Deus.
Um Deus que nunca conheci,
Um ser omnipresente, alguém que tudo observa.
Alguém que nos deu a existência.
Aprendi que esse Deus,
quer que não viva no pecado.
Que tenha normas de conduta e de amor!
Um amor puro e cristalino,
Uma forma de meditação;
Uma forma de partilha,
de sofrimento ….
Será que me deveria questionar?
Qual a verdadeira necessidade de um Deus?
Afinal, sou fruto do acaso?
Do nada, nascido de um vazio no universo?
Ou serei fruto de um Deus supremo?
Será Deus fruto da mente dos homens?
De mentes que nos primórdios,
domesticaram a humanidade?
Será uma criação da necessidade do homem,
De tentar explicar o inexplicável?
De estabelecer padrões de moral?
No fundo, nada disso importa!
Importa, que no meu íntimo seja quem sou.
Que procure valores que me realizem,
Condutas existenciais de paz; partilha e amor!
O restante, nada mais importa!
João Salvador
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Diz o sonhador ...
Diz o sonhador, que o bom da vida é ser feliz.
Como alcançar a felicidade que toda a gente quer?
Não se iluda, pois a felicidade plena pode ser utópica.
Para se ser feliz é preciso saber aproveitar,
As pequenas coisas da vida …
Um sorriso verdadeiro,
O carinho de um (verdadeiro) amigo,
o amor pelo próximo,
as maravilhas da natureza …
o ar puro da floresta!
Essa beleza das criaturas de Deus,
Que foram colocadas no nosso caminho,
Que muitos não alcançam e não sentem!
Belezas que estão logo ali,
Só é preciso olhar e abrir a alma para elas …
Sinta-as!
Mas, se mesmo assim não encontrares a felicidade,
então, não desistas nunca, tenta até à exaustão!
Olha em volta,
abre o teu espírito,
reforça a tua ânsia pela vida.
Sê feliz!
João Salvador
Que foram colocadas no nosso caminho,
Que muitos não alcançam e não sentem!
Belezas que estão logo ali,
Só é preciso olhar e abrir a alma para elas …
Sinta-as!
Mas, se mesmo assim não encontrares a felicidade,
então, não desistas nunca, tenta até à exaustão!
Olha em volta,
abre o teu espírito,
reforça a tua ânsia pela vida.
Sê feliz!
João Salvador
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Ínfimo instante - Um pensamento
Todos os dias o ser supremo a quem chama-mos Deus nos olha do seu púlpito.
Dá-nos um momento em que é possível mudar tudo que nos deixa infelizes.
Esse ínfimo instante que muitas vezes atemoriza, perante o conforto do ter.
O medo da busca pela incerteza, do que há-de vir ...
A chama! Um hímen que clama pela chama do desejo,
O eterno pecado da mudança, um caminho para um doce abismo.
Um rumo desnorteado, mal calculado ... um caminho sem retorno.
Um pensar racional ou emocional, uma problemática do ser, do eu!
Esse ínfimo instante que muitas vezes atemoriza, perante o conforto do ter.
O medo da busca pela incerteza, do que há-de vir ...
A chama! Um hímen que clama pela chama do desejo,
O eterno pecado da mudança, um caminho para um doce abismo.
Um rumo desnorteado, mal calculado ... um caminho sem retorno.
Um pensar racional ou emocional, uma problemática do ser, do eu!
Uma ténue linha entre a cobardia ou a coragem do desejo e do sonho.
Um instante que é só meu ... um fardo pesado,
Onde não existe o TALVEZ,
O instante mágico é o momento em que um SIM ou um NÃO pode mudar toda a nossa vida.
Depois, nada será como era ...
Um instante que é só meu ... um fardo pesado,
Onde não existe o TALVEZ,
O instante mágico é o momento em que um SIM ou um NÃO pode mudar toda a nossa vida.
Depois, nada será como era ...
Na certeza da mudança!
João Salvador
João Salvador
quinta-feira, 21 de julho de 2011
O meu berço - minha terra
Num recôndito cantinho da pátria de camões, nestas terras lusas
Atrás dos montes agrestes, salpicados de sumptuosas oliveiras
Surgem no vale, os terrenos cultivados pelo suor do camponês
Na formosa aldeia de Sanfins, meu berço, minha criação
Ali, nasci eu, nessa ditosa e amada aldeia Nordestina
Ser inocente que percorreu aqueles vales, desde o raiar do Deus sol
Banhava a minha face com a sua luz, uma chama de esperança
Percorria alegremente os campos de cultivo, povoados de vida!
Polvilhados de uma imensidão de pureza, onde não entrava a maldade
Assim era a minha aldeia, um berço de gentes com faces de labuta … mas serenas!
Nos intermináveis episódios de memória, que guardo, sinto o cheiro das hortas frescas
Do suculento melão amadurecido pelo tempo, que colhia com prazer.
Aquele néctar dos deuses, com o qual me deleitava e saciava!
Tudo era pureza, apesar da rudeza das vidas das gentes do interior
As suas almas eram límpidas numa transparência que cegava
O tempo – carrasco, passou e não perdoou. A aldeia mudou … tudo mudou,
Foram gentes que se sumiram com o seu radioso sorriso, recheado de humildade!
As coisas não são agora tão clarividentes e puras aos olhos de um adulto.
Foram-no é certo, outrora aos olhos de uma criança órfã e pura
Criança … agora homem, que vê a crua realidade do agora!
João Salvador
terça-feira, 19 de julho de 2011
Perfeição Imperfeita - Ser mortal
Busco no eu, a imperfeição de um ser perfeito.
Busco, um elo de sabedoria e de pureza.
Algo que me guie no incompleto processo da criação.
Pois, tu deus és soberano ... mas imperfeito!
O homem à tua imagem, senhor!
Um pecador mortal ... perfeito, mas ...
Cheio de desejos de vida, de luxúria.
Alguém que busca o pecado pela carne!
Uma busca incessante do eterno feminino.
Afinal, o pecado, não é pecado ... ou será?
Sim a luxúria, mas não o desejo ...
Afinal ó deus sou um ser perfeito, ainda que imperfeito.
Sou a tua criação ...
Sou a tua obra,
Não a perfeição,
Mas a imperfeição?
João Salvador
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Procuro a sabedoria nos Deuses
Sou um simples mortal que aspira alcançar a felicidade,
Recorri incansavelmente aos deuses,
Procurei o favor de Atena, deusa da sabedoria, da justiça e das batalhas
Procurei nesta deusa, nascida das têmporas de Zeus a beleza do meu ser;
Procurei a sabedoria,
Abandonas-me Atena, ser tão gracioso mas hipócrita,
Mesmo assim alcanço o Olimpo,
Procuro na penumbra dos tempos, a explicação para a minha existência.
Rendido á minha sorte, deleito-me com as sevícias de Baco ...
Navego no seu harém de vícios pecaminosos,
Perco-me em prazeres carnais, prazeres sem sentimento enfraquecidos de amor,
Embriago-me no vinho celestial,
Procuro enganar a minha alma, enveneno-a …
Sinto-me abandonado pelos Deuses, seres injustos e malévolos,
Deambulo perdido pelo Olimpo,
Tento encontrar a sabedoria que me foi negada que Atena me recusou ...
Procuro no caos da minha mente, e deparo-me com Tifão e revejo-me nele,
Toco com a cabeça perdida o céu, estendo os braços ...
Subjugo o mundo à minha vontade,
Numa demonstração pérfida de poder, para justificar o meu ser; a minha frustração,
Fui gerado por Gaia, para subjugar Zeus e alcançar a sua glória,
Vi-me numa luta titânica e inglória, votada ao fracasso,
Afinal o monstro era eu, entrei num pesadelo do qual quero acordar ...
Era Tifão, um ser abominável e desprezível.
Um ser repugnante, com os meus dedos de dragão; ser alado e cintura coberta de víboras
Apelei a Zeus que me desse sabedoria,
Encontrava-me numa luta que não poderia ganhar,
Fui repudiado e abandonado á minha sorte,
Nem a grandiosidade dos Deuses me salvou, apenas Baco me acudiu,
Não sou um deus, apesar de o ter almejado,
Caminho por uma terra sem sonhos sem futuro,
Onde o verde se tornou cinzento,
Onde a escuridão envolveu as almas dos humanos, que caminham sem ver …
Mas não desisto, hei-de encontrar a sabedoria, hei-de ver a luz … um sinal
Irei encontrar a explicação para a minha própria existência,
Sei que não sou um deus, apesar de ter procurado os seus favores,
Sou apenas um simples humano que vive e sonha …
João Salvador
A minha herança, meu filho
Foste gerado com amor.
Germinas-te, num lugar onde reinava a paz, a quietude.
Um período de alegria, tamanha felicidade.
És o fruto do amor, da paixão … do desejo carnal,
Foste a decisão de um Deus, que te deu a vida.
Nasces-te! Pequeno ser iluminado, rasgo da minha alegria.
Dei-te colo e carinho,
Meu filho … minha luz!
Afastas-te as trevas de mim,
És resultado de uma chama irracional … mas maravilhosa!
Deste-me alento; esperança; força; determinação …
Mas, ao mesmo tempo responsabilidade.
Não tenho teorias para te criar,
Olho ao espelho …
Serás uma imagem do eu?
Não, serás sempre tu … o meu filho!
Perco horas a admirar o teu sorriso, inocente …
Nascido para um mundo cruel, que não conheces!
Protegido numa redoma de amor, ladeado de dois seres,
Teus anjos protetores, tua mãe e teu pai …
O teu colo, o teu conforto … amo-te meu filho!
João Salvador
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