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terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Saberá um dia a razão?


Tu, ó mulher, não perguntas o porquê?
Despreza teu orgulho a explicação
Saberás algum dia a razão
Da frígida palavra pronunciada?
Nunca saberá ele próprio a razão
Apenas que algo levou a amar-te
Sentimento hospedeiro que não extingue
Amor … memórias, palavras e dor!
Hoje a razão impera sobre os desejos da alma
Ali, escondido pela capa da desilusão,
o coração não tem lugar,
Afinal essas mesmas palavras que vos uniram
Foram as mesmas que vos separaram!
  

João Salvador – 29/12/2013

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Vagueias perdida


Perscrutas a escuridão
Caminhas em silêncio
Vagueias nos pensamentos
Procurando a razão!

Olhas com olhar felino
Com sentido apurado
Tudo que o amor te tragou
Vigiando quem te amou

Quem te amou não te vê
Mas quem te vê te amou
Vivendo na penúria do pensar!

Sofres amargurada o destino
Tragédia que a vida armou
Vidas que o amor matou!

João Salvador – 28/07/2013

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Laboriosa labuta




Caminhas-te sempre firme, observando, indagando.
Procuravas uma confiança que te ofuscava a razão.
Uma intensidade, uma corrente que te cegava.
Seguias o trilho da vida … numa interminável procura!

Laboriosa e orgulhosa canseira, desempenhada no momento …
Do sentimento que havias cumprido a meta … sem tortura.
Labuta que te consumia mas te realizava.
Um sorriso; um agradecimento … uma lágrima vertida.

Uma gratidão de alento que se esfumou no momento.
Naquele dia de hoje, em que o sol não brilhou,
no dia em que o céu relampejou e gritou!

Acordas-te caminhando num pântano, castigado pela chuva.
Voaram palavras de apreço que não esqueces e não desprezas,
mas, num ápice … tudo mudou, o teu ser cobriu-se de nada,
caminhando pesadamente, rumo ao contágio do mundo!


31/08/2011 - João Salvador

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Desatinos da inocência perdida


O Sol banha os corpos sedentos de luz
Cujos raios absorve a inocência do colegial
Metamorfoseando-o,
Tornando-o homem
Cedente aos desejos
Apelativos
Da carne

Descobre o que não teve
Procura saciar a fome!
De amor
Na paixão

Perde-se
Nas emoções
Que lhe toldam
A visão
E lhe ofuscam a razão

Que lhe importa
Seja
Ilusão
Paixão
Ou não

Perdeu a inocência
Descobriu a paixão
Simplesmente …
Quer viver …
Antes de morrer!

João Salvador – 25/06/2012


sábado, 15 de outubro de 2011

Página em branco


És uma página em branco
Sem vida, triste e sem cor
Buscas uma razão
Algo que justifique o viver


Alimento-te com palavras
Escrevo-as com devoção
Liberto-as com paixão
Preencho o teu rosto de cor


Acabo por escrever sobre amor
Já tens razão de existir
Lê-te agora a ti próprio
Já não és um rosto inexpressivo


Agora tornaste-te num soneto
No qual sussurrei belas palavras
Verti para ti os sentimentos
Libertei a minha alma
O meu amor … o meu desejo
Deixei em ti um pouco de mim!


João Salvador – 15/10/2011