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domingo, 16 de março de 2014

A noite vigia o sonho

(Imagem retirada da Internet)

A noite vigia o sonho, envolvida numa névoa cadente
Um sepulcral silêncio rasga a noite angustiada
Guardando pensamentos silenciados, agora castrados,
Interrompidos pelo sussurro, das águas cristalinas

Torrentes adormecidas seguem caladas,
Beijando o leito das almas perdidas …
Purgando-as de devaneios irracionais
Refrescando paixões, refreando ilusões!

Segue assim a noite abraçada à imponência
Vestida pelo manto da escuridão, insensível …
Senhora dos sonhos, dona dos pesadelos

Dita o desalento do amor humano,
Escreve o sonho e o seu rumo, senhora de si
Sem que a mente lhe faça frente!



João Salvador – 05/02/2014

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Sonhos versus realidade


Quando perseguimos um sonho devemos busca-lo com afinco e paixão, sem receio de acontecimentos vindouros ou simplesmente devemos abandona-los?
Diriam os ditos sábios que em tempos a renúncia era a maior prova de amor que se daria aquela a quem entregamos a nossa alma. Hoje após sentirmos o veneno dessa atitude pensada friamente, interrogamo-nos se a dita renúncia de amor, cujo suposto propósito é proteger quem se ama, não será proteger outros de uma dor sobre a qual não buscaram? Não será a renúncia mais do que cobardia camuflada de um alguém que matou os seus sentimentos por medo, capricho ou mesmo comodismo?
Que resta agora ao renunciante e sua musa senão vidas em dimensões que caminham paralelas, mas que se entrecruzam ocasionalmente nas ciladas da vida?
Tais encontros fortuitos ainda que não presentes no mundo real apenas aprofundam as mágoas dos seus corações já de si debilitados por um amor que implora por acontecer, mas que jaz trancado a sete chaves guardado nos confins da alma!
Não se aconselha a dor que sente quem ama verdadeiramente, antes pelo contrário não se percam em deambulações empíricas que esbarrem nos vossos sentimentos; não permitam que os matem!
Aos que vivem ainda a jovialidade e inocência de um amor puro, ainda que não se venha a revelar duradouro, vivam-no e guardem as melhores memórias desse amor tresloucado, pois serão esses retalhos de vida que alimentarão as almas carentes nos dias de melancolia, nos dias em que as lágrimas se desprendem do olhar vazio e acariciam a face esbatida; ou até nos dias de revolta!
Ainda que as dilacerantes e profundas feridas provoquem uma dor constante e intolerável; ainda que jamais sejam saradas pela substituição de outro coração; ainda que as palavras lançadas hajam sido tão poderosas e aguçadas como o gume de uma espada talhada pelo melhor ferreiro do reino da desilusão; por mais que tenhas sido premiado pelo derrubar do teu castelo encantado; ainda que nada possa ser feito para anemizar a crueldade do mundo real que te impede a felicidade … tens em ti todo um mundo por descobrir, ainda que amorfo de vida!
É nessa vida que o fantasma de ti vive e sente, ou procura sentir, ainda que sinta apenas os elementos naturais que te fustigam. Podes sempre amar o sol, o mar, o vento, a chuva, os rios, as criaturas que habitam a terra … podes sempre amar o próximo, ser solidário, amigo, camarada, podes tentar ser tu sem o ser ainda que o sejas mas com a dor escondida no teu peito cuja renúncia te cravou no peito e ali guardas no dito cofre como se de um rubi se trata-se.
Pode o coração incauto já de si maduro pela experiência da vida continuar a viver em paz? Não! Mas pode sempre viver na paz possível e no mundo que tem agora ao seu dispor, visto que a barreira que colocou a si próprio é agora inultrapassável por opção da realidade!
Aqueles que ainda não mataram os seus sonhos, procurem não o fazer, busquem a loucura, a paixão de um amor, vivam-no intensamente, vivam-no hoje e não amanhã, pois agora é tempo, logo é tarde!
Alimentem o sonho com verdade, com sinais mas sempre acompanhados por gestos e acima de tudo atitudes concretas, sentidas e vividas por quem amam, ou então viverão eternamente o dilema da renúncia ao sonho, um fantasma que corre vestido pela escuridão (carregando no seu semblante o amargo sabor da desilusão), nos pantanosos caminhos que pode tornar-se o sonho de um amor tumular.
Não matem o amor … deixem viver tão nobre sentimento e acima de tudo matem a renúncia, sentimento agridoce (ainda que mortal) mas amargo como fel!


João Salvador – 26/12/2013

sábado, 2 de novembro de 2013

Fechado no quarto dos sonhos


Fechado no quarto dos sonhos
Preso entre quatro paredes,
Fluem pensamentos perdidos,
Outrora guiados por jovens corações!

Certeza longínqua,
Resignação,
Renúncia de um amor
Ilusórias promessas

Esfumado horizonte …
Sonegação de sonhos,
Tragados pela existência
Marcados pela crueldade da vida!

Questiona-se o poeta:
De que lhe valem os sonhos sonhados,
se não realizados?

És cruel ó realidade!
Apesar da dor que provocas
O sonho vale pelo instante
Pelo prazer da ilusão
Ou tão só pelo amor
Sonhado …
Ainda que não realizado!


João Salvador – 1/09/2013

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Juntos somos caminho


Juntos somos destino num só caminho!
… somos sonho
… somos sol e somos chuva!
… somos um só, somos lua
… somos harmonia
… somos amor puro
somos uno!

Tudo o somos, mas nada o somos
Só o seremos se formos um!

O romper do elo que nos une,
Ditará o desabar do mundo perfeito
O errante caminho para a perdição
O desastre de dois corações carentes

Pois …
Quando o amor cessa, a paixão desvanece
A alma enlouquece … tudo padece!

Resta a dor …
A morte dos sonhos … do que fomos!


João Salvador – 2/09/2013

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Rosto da inocência perdida


Rosto de criança ferida
Rosto de sonho sumido
Rosto de inocência roubada
Rosto de uma lágrima contida
Rosto de uma menina perdida

Choram os corações
Perdem-se as ilusões
Castiguem-se os homens
Causadores de tanta dor
Crianças sofrem a incúria
Crianças gritam a injustiça

Mundo que não as protege
Mundo cão
Mundo sem salvação!


João Salvador – 12/07/2013

quinta-feira, 28 de março de 2013

Hoje sonhei-te



Hoje sonhei-te
Um sonho transpirado
Um sonho que me consumiu
Um sonho inflamado!

Hoje sonhei-te
Vi-te bela apelando que te amasse
Vi-te formosa, apelando que te beija-se
Vi-te sensual, apelando que te tocasse

Hoje sonhei-te
Estavas ali mas não estavas
Estavas presente mas ausente
Estavas onde não estavas

Afinal que sonhei?
Afastaste-te do meu sonho
Resgatada pela sombra da vida
Pelo infortúnio e pela cobiça

Afinal vi-te e não te vi
Uma névoa tragou-te
Privou-me da tua visão
Acordei transpirando de dor!

Aquele vislumbre de ti
Um efémero instante
Nos segundos do meu pensamento
Foram roubados pelo meu acordar

Porquê?
Queria dormir eternamente!
Ver-te …
Ter-te …
Tocar-te …
Sentir-te …
Desfaleço por ti amor!

João Salvador – 12/02/2013


terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Visão do passado presente



Surgiu nas névoas do tempo, um vulto do passado
A sua silhueta esbelta, dissipou-te a escuridão
Um sonho longínquo entorpecido, agora presente
Inacreditável visão que cega de amor quem te contempla

Teu rosto premeia com aquele sorriso rasgado
Teus cabelos ondulam ao vento, soltos de vida
Teus seios desenhados em teu corpo sedento
Tuas ancas torneadas, enlouquecedoras

O relógio do tempo regrediu ao passado
Agora presente na visão de ti, misteriosa!
A visão acalentou o desejo adormecido

Revives agora o passado no presente
O presente no passado, a paixão ausente
Consomes agora seu corpo ardente!

João Salvador – 22/01/2013

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Mais velho um dia




Caminho rumo ao além-mundo,
agora que a luz me banha.
Uma porta abre-se em mim
espreitando-me do passado.

Passam os anos sem perdão
Persegue-me sem contemplação
Vincando-me o corpo com rugas
Absorvo a sabedoria do então!

Rumino a data que passa
Chegado a mais um dia
Cujo ciclo se completa
Não sei de chore ou se ria

Sou hoje melancolia
Penso na vida vivida
No sonho e na coisa perdida
Sinto-me mais velho um dia!

João Salvador – 21/10/2012

terça-feira, 3 de julho de 2012

Desejo urgente




Olha nos olhos de quem te cobiça
Pensas e almejas o mesmo …
Temes em dizê-lo, morres de ânsia
O teu coração grita-te, perdes a sanidade

Diz-lhe que o queres urgentemente
Não o escondas da tua alma demente
Estás sequiosa, louca por tê-lo no teu leito
Sentir o seu corpo quente …

Realiza o teu sonho
Sacia a tua vontade
Impregna-te nele …

Se o desejas fá-lo sentir
Fá-lo querer-te
Seduz o homem que te quer

Vive intensamente o momento
O Amanhã pode esperar
Mas o hoje é o agora

O relógio move-se velozmente
A Vida passa descompassada
O momento perde-se!

Ama e deixa-te amar
Sê quem quiseres ser
Sacia o teu querer!

João Salvador – 03/04/2012

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Escravo dos sonhos - Reflexão


Sentes uma escravidão nos sonhos das palavras ditas, mas não sentidas …
Ficam os escritos das memórias que exalam do pensamento sonhado de um poeta …
Dos momentos que eternizam a vivência do seu ser; de alguém que busca sem cessar a felicidade e o amor, mas que esbarra numa barreira invisível de realidade!

Crueldade? 
O que visualiza nos seres cujos sentimentos aflorados se encontram esquecidos no tempo e mortos para o amor.
Adormecidos, alertados apenas para a autossustentação do eu, para uma busca prazenteira banal, desprovida de conteúdos.

Que pode querer o sonhador senão buscar o paraíso ainda que inexistente, que apenas reside no imaginário profundo da sua mente?
Divagações pontuais de amores eternizados nas idealizações de um ínfimo pensamento que aos olhos de um coração receoso parecem delírios de um qualquer demente, que se sente gente!

Louco? Sim! Sou louco e depois? 
Que graça tem a vida sem um raio de luz. Sem os seus raios o sol morre e o sonho definha.
Quem não busca o sonho tão cobiçado, morre lentamente, provando a pedra fria da sepultura ainda que em vida. 
Quem não sonha não nutre a alma, nem a liberta do limbo de uma qualquer triste realidade.
São os sonhos meras divagações?

São palavras pensadas, libertadas ao sabor de uma ventosa tempestade de sentimentos. 
São alimentadas pelo estado de espírito de todo o ser, que extravasa da boca as palavras proferidas por um mero sonhador que procura sentido para a vida … a sua!


02/03/2012 – João Salvador

domingo, 4 de março de 2012

Palavras tuas


Palavras tuas que me enfeitiçam.
Sonoridades que nos transportam,
presenteando os sentidos de quem ama,
adocicando-os num sonho longínquo!


Gracejos saem da tua boca … num sorriso.
Nas palavras melosas que me fascinam,
Em promessas de amor perpétuo, que prendem,
num eterno entorpecimento que paralisa a alma!


João Salvador - 04/03/2012

Imagem: http://2.bp.blogspot.com/_jahnjSsFIf0/TMdHCQk7MsI/AAAAAAAAAxU/2VztxtAlY8M/s400/palavras_nuas.jpg