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sábado, 5 de outubro de 2013

Viver nas memórias


Nasceste de um sol esperançoso
Iluminado pelo calor humano
Cresceste entre a amargura e a tristeza
Afogas-te mágoas, alimentaste o amor!

Tempos houve em que a beijaste
Lábios que tocaram os teus
Desejos ocultos, pelos dois sonhados
Idealizados, mas nunca realizados

Perdidos esses momentos
Cuja beleza foi abençoada
Pela intensidade vivida
Repousam tresmalhados

Ainda que a alma se apague
Ainda que o corpo feneça
Ainda que o espírito padeça
As memórias vivem em ti!

João Salvador – 10/09/2013

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Sentir na saudade



Sentir na saudade
É um misto de vontade
Mas ao mesmo tempo
Um sentimento de perda
Que nos consome,
Lenta e impiedosamente.

O coração sente a tua falta
A alma chora a tua saudade
Brota lágrimas de amor sentido
Apela à tua presença

A mera visão de ver-te
O bálsamo emana de ti
Embrenhando o ar
Com uma subtil fragância
Que guardo na memória
Enlouquece os sentidos

Poderá não ser suficiente
Para apaziguar a tristeza
Que tenho de não te ter.

Mas …
Aplacará a dor
Deixada pelo vazio
Que me provoca a saudade.

João Salvador – 5/07/2012

domingo, 1 de abril de 2012

Rio que sublimo


Rio que sublimo
Nasces nas alturas
Chorado pela tristeza dos céus
Engrossado pelas lágrimas
Dos tormentos humanos
Que te regam e veneram
Numa vénia, num trejeito
Com todo o seu enfeito!
Corres no teu leito
Senhoril e altaneiro
Banhas as tuas margens
Nutres as tuas flores
Sustentas quem te consome

Percorres tortuosos caminhos
Imbuído no teu ventre de vida
Numa pureza cristalina
Num esplendor sublimado

Aproximas-te do clímax
Dum horizonte de glória
Impregnado de momentos
Eternizada por tormentos …
Paixão; Morte; Ilusão; Desilusão
Regados por devaneios de amor!

Ali, perdes a tua pureza
Mas ganhas toda uma beleza
Dada pela natureza
Numa doce virgindade
Banhada pela verdade!


João Salvador – 18/10/2011