A poesia é um bálsamo para a alma. Neste cantinho eu navego por um mundo que construi e que me transmite paz. É para mim um refúgio onde o imaginário e o gosto pelas palavras me inundam e me fazem sonhar. Quem não precisa de sonhar, num mundo cada vez mais cinzento? Sejam bem-vindos! Visite ainda o meu blog: http://joaogomesalvador.blogspot.pt/
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Partiste meu amigo
Chora o céu
Gotejando lágrimas sofridas
Saraivadas ventosas de saudade
Tormentos na vida que deixas-te
Partiste meu amigo
Num final tormentoso
Na doença batalhada
Mas que te venceu
Não verto lágrimas
Pois lágrimas não tenho
As amarguras secaram o choro
A vida calejou o meu sofrer
A dor da amizade
O tempo nunca irá curar
Descansa meu irmão
Amigo do coração!
João Salvador – 26/10/2011
(Poema dedicado a um amigo, a um homem bom, com sentimentos puros e que foi vencido por uma doença do foro oncológico)
domingo, 23 de outubro de 2011
Verdadeiro amigo
Amigo não dizes palavra
Nos teus olhos vejo mágoa
Na tua voz inquietação
Uma dor no coração!
Uma apreensão desnudada
Na vida nunca descorada
Nos projectos traídos
Nos teus sonhos sofridos
Por ti sinto dor …
Sofro, num castigo partilhado
No caminho por ti trilhado
Vagueias pelo pensamento
Perdido qual ser demente
Em compromissos da mente
Na palavra dada que não teve volta
Certo é porém,
Que apesar do desdém
Dos amigos do interesse
Me terás como amigo!
Na vida, nos momentos em que tropeças
Na miséria da desonestidade
Nos amigos da falsidade
Na hipocrisia que te ladeia
No abutre que te rodeia
A mais pura amizade prevalece
Nos momentos de quem não esquece!
João Salvador – 10/10/2011
sábado, 22 de outubro de 2011
Destruidor de sonhos
Asqueroso ser de vivência ilusória
Putrefacto cheiro a vida horrenda
Abominável ser que não o é
Transpiras culpa, sem remorso
Desculpas-te através do indesculpável
Refugias-te na doença que não existe
Filosofas, lindas palavras venenosas
Enganas, atormentas e dilaceras vidas
És um ser energúmeno e nojento!
Destróis sonhos de crianças
Matas sorrisos …
Acabas com a sua pureza
Sim, tu … predador de vidas
Apagas sonhos
Matas ilusões
Crias desilusões
O ódio grassa na minha mente
Não sou deus,
Mas afogar-te-ei na tua própria depravação
Afundar-te-ei no limbo do inferno
Onde arderão as tuas entranhas imundas
Numa eternidade de dor
Aquela dor e angústia
Que sentirás e te consumirá
Ser diabólico
Não vês?
Não tens lugar neste mundo!
És um ser imundo.
João Salvador – 27/09/2011
Nota: A luta contra a pedófilia deve ser uma luta de toda a sociedade. É um quadro muito duro ver uma criança com os seus sonhos desfeitos. Sei tratar-se de um poema muito efusivo, mas é aquilo que sinto!
sábado, 15 de outubro de 2011
Página em branco
És uma página em branco
Sem vida, triste e sem cor
Buscas uma razão
Algo que justifique o viver
Alimento-te com palavras
Escrevo-as com devoção
Liberto-as com paixão
Preencho o teu rosto de cor
Acabo por escrever sobre amor
Já tens razão de existir
Lê-te agora a ti próprio
Já não és um rosto inexpressivo
Agora tornaste-te num soneto
No qual sussurrei belas palavras
Verti para ti os sentimentos
Libertei a minha alma
O meu amor … o meu desejo
Deixei em ti um pouco de mim!
João Salvador – 15/10/2011
sábado, 8 de outubro de 2011
Amo a Vida
A mor, é um …
M omento, são
O lhares que me alimentam!
A mor é …
V ida! Existência sem tormento,
I usões, paixões, abstrações
D eleites da alma, é um …
A rdor, um alimento que acalento!
João Salvador
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Movimento adormecido
Navego pelas dubiedades da vida
Voo por pensamentos intermináveis
Caminho rumo a um horizonte que não conheço
Movo-me nessa busca que não termina
Sinto-me num vazio sem sentido, perdido …
Direi que tenho tudo e nada tenho!
Mas, que quero eu afinal?
Procuro uma resposta em mim.
Uma contestação que urge, mas que não surge
Vivo numa existência sonâmbula …
Sou um fantasma de mim mesmo
Vivo em sorrisos chorados e sonhos recalcados
Move-se o meu corpo por mover, mecanicamente
Deambulando pelos segundos do tempo
Guiado pelo tic-tac, pelo badalar de um relógio
Automatizado, mas … adormecido na vida!
João Salvador – 04/10/2011
Voo por pensamentos intermináveis
Caminho rumo a um horizonte que não conheço
Movo-me nessa busca que não termina
Sinto-me num vazio sem sentido, perdido …
Direi que tenho tudo e nada tenho!
Mas, que quero eu afinal?
Procuro uma resposta em mim.
Uma contestação que urge, mas que não surge
Vivo numa existência sonâmbula …
Sou um fantasma de mim mesmo
Vivo em sorrisos chorados e sonhos recalcados
Move-se o meu corpo por mover, mecanicamente
Deambulando pelos segundos do tempo
Guiado pelo tic-tac, pelo badalar de um relógio
Automatizado, mas … adormecido na vida!
João Salvador – 04/10/2011
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Voo Alado
Que rasgam os céus,
Acariciados pelo vento
Livres e sem tormento
Graciosos voos
Movimentos perfeitos
Asas brilhantes
São seres livres
E livres serão
Perscrutam os céus
O azul celeste
Numa imensidão de prazer
Realizam os sonhos
E vivem livres
Pois livres o são!
Quero ser um ser alado
Quero ser livre e livre ser
Rasgar os céus
Voar sem tino
Anestesiado,
E sem destino!
João Salvador - 28/09/2011
domingo, 18 de setembro de 2011
Sono profundo
Dormia o sono dos justos; profundo, deitado num mundo instável
Sonhava com o amanhecer sereno, numa acalmia plena de vida …
Queria um amanhecer feliz; deslumbrante; soalheiro e belo
Queria um novo dia a nascer … para te ver, lavrada pela luz
No meu sono vi-te. Pensava nas tuas palavras gravadas
Sonhava com os teus desejos, a tua ânsia de vida, os teus ensejos
Afastava com beijos ternos, os teus fantasmas que se esfumavam
No meu peito descansavas Afrodite, por mim venerada e amada
Sentia-te numa paz contagiante, uma respiração tranquila
Dormiam os corpos entrelaçados, aconchegados e quentes
Esperançados no sentimento puro do amor … o nosso amor!
O sonho passou célere, saboreado; apreciado a cada segundo
Sentido pela beleza deslumbrante de luz que nos envolveu
Acordei em paz na esperança de viver um novo dia … feliz!
João Salvador – 14/09/2011
Afastava com beijos ternos, os teus fantasmas que se esfumavam
No meu peito descansavas Afrodite, por mim venerada e amada
Sentia-te numa paz contagiante, uma respiração tranquila
Dormiam os corpos entrelaçados, aconchegados e quentes
Esperançados no sentimento puro do amor … o nosso amor!
O sonho passou célere, saboreado; apreciado a cada segundo
Sentido pela beleza deslumbrante de luz que nos envolveu
Acordei em paz na esperança de viver um novo dia … feliz!
João Salvador – 14/09/2011
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Estava cego eu sei!
Estava cego eu sei
Estavas aqui ao meu lado
Enxugando as minhas lágrimas
Limpando as minhas feridas
Dilacerado pela autocomiseração
Cheio de pena de mim próprio
Não entendi os sinais
Que agora reconheço
Fui egoísta e distante
Preocupado com futilidades inúteis
Enquanto tu,
num canto choravas …
banhada no sofrimento,
do teu pensamento!
Estavas rodeada de mágoa,
Procuravas apenas um carinho
uma palavra de apreço
um acto de amor
um contentamento
Apenas te dei dor.
Desculpa meu amor!
Sim! Agora reconheço
Todo o teu tormento.
Olhei-me ao espelho
Não me reconheci,
vi … um ser egoísta, egocêntrico …
Até frio e distante
Tive medo do que vislumbrei!
Não me reconheci
Todo o teu tormento.
Olhei-me ao espelho
Não me reconheci,
vi … um ser egoísta, egocêntrico …
Até frio e distante
Tive medo do que vislumbrei!
Não me reconheci
Quem vi afinal?
Quando tu precisavas de mim
Apesar de viver no presente
Não estava ali
Mas agora vi
Mulher …
Estou aqui!
João Salvador - 15/09/2011
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Soldados
Nas trincheiras enlameadas
Nos buracos cavados pela morte
Na trajetória de uma bala
Ali está o soldado
Com o suor sulcado
Na face vincada de dor
O sofrimento contido
No pesar do seu espírito!
Morte que o procura
Na remissão da loucura
Tendo como última morada
Uma lápide moldada
Numa sepultura irada
Às portas de Portugal
João Salvador – 27/08/2011
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