Apago-te a dor
Num movimento de arte
Com um pincel delicado
No quadro que fazes parte
Cores vivas que cativam
Amores e dissabores que cultivam
Vidas jubilosas que sublimam
Sobre tudo isso eu pinto
Sem rumo e sem razão
Numa clara alusão
Ao quadro do teu destino
João Salvador – 01/11/2011
A poesia é um bálsamo para a alma. Neste cantinho eu navego por um mundo que construi e que me transmite paz. É para mim um refúgio onde o imaginário e o gosto pelas palavras me inundam e me fazem sonhar. Quem não precisa de sonhar, num mundo cada vez mais cinzento? Sejam bem-vindos! Visite ainda o meu blog: http://joaogomesalvador.blogspot.pt/
sábado, 12 de novembro de 2011
Arte da vida
Local: Aveiro - Portugal
Porto, Portugal
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Universo do querer
Tudo se perde no universo do querer
Num mundo vasto, de poder e não ter
Numa bastidão interminável,
Quiçá inalcançável … num sofrer!
Mas ainda assim,
Num querer sentido e desejado
Ainda que eternamente aguardado
Mas sempre esperançado
No ressurgir dum novo amanhã!
João Salvador – 30/10/2011
sábado, 5 de novembro de 2011
São Palavras
São palavras ...
simples palavras.
Sentidas é certo!
Mas ainda assim, meras palavras.
O ciclo completa-se,
O cerco aperta-se,
O sentimento aflora
O impulso é forte
O desejo grita
Palavras já não bastam
O corpo exige ...
O calar dos teus lábios
Quentes e molhados
O sabor da tua boca
O contacto puro
O amor divino!
João Salvador - 21/10/2011
simples palavras.
Sentidas é certo!
Mas ainda assim, meras palavras.
O ciclo completa-se,
O cerco aperta-se,
O sentimento aflora
O impulso é forte
O desejo grita
Palavras já não bastam
O corpo exige ...
O calar dos teus lábios
Quentes e molhados
O sabor da tua boca
O contacto puro
O amor divino!
João Salvador - 21/10/2011
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Tens uma vida
Tens uma vida. A vida que escolhes-te!
Tens sentimentos que acalentas-te
Não és um ser empedrado, isento de vida
Não és um ser inanimado
Não és uma boneca sem vida
Nem tão pouco uma lágrima vertida
Não és minha, nem és tua
Nem sequer és de ti própria
Estás refém dos sentimentos
Pelos quais nunca lutas-te
Estás presa a uma existência inexistente
Agarrada a promessas verdadeiras … mas vãs
Eventuais promessas fruto de devaneios
Vês-te, num eterno combate titânico
Onde a razão e o coração esgrimem armas
São alimentos ilusórios da nossa mente
Refletidos num coração recheado de sentimento
Num esperar eterno do amor que tiveste
Mas quando acordas-te havia-lo perdido
Na desumana realidade do viver …
João Salvador – 16/09/2010
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Partiste meu amigo
Chora o céu
Gotejando lágrimas sofridas
Saraivadas ventosas de saudade
Tormentos na vida que deixas-te
Partiste meu amigo
Num final tormentoso
Na doença batalhada
Mas que te venceu
Não verto lágrimas
Pois lágrimas não tenho
As amarguras secaram o choro
A vida calejou o meu sofrer
A dor da amizade
O tempo nunca irá curar
Descansa meu irmão
Amigo do coração!
João Salvador – 26/10/2011
(Poema dedicado a um amigo, a um homem bom, com sentimentos puros e que foi vencido por uma doença do foro oncológico)
domingo, 23 de outubro de 2011
Verdadeiro amigo
Amigo não dizes palavra
Nos teus olhos vejo mágoa
Na tua voz inquietação
Uma dor no coração!
Uma apreensão desnudada
Na vida nunca descorada
Nos projectos traídos
Nos teus sonhos sofridos
Por ti sinto dor …
Sofro, num castigo partilhado
No caminho por ti trilhado
Vagueias pelo pensamento
Perdido qual ser demente
Em compromissos da mente
Na palavra dada que não teve volta
Certo é porém,
Que apesar do desdém
Dos amigos do interesse
Me terás como amigo!
Na vida, nos momentos em que tropeças
Na miséria da desonestidade
Nos amigos da falsidade
Na hipocrisia que te ladeia
No abutre que te rodeia
A mais pura amizade prevalece
Nos momentos de quem não esquece!
João Salvador – 10/10/2011
sábado, 22 de outubro de 2011
Destruidor de sonhos
Asqueroso ser de vivência ilusória
Putrefacto cheiro a vida horrenda
Abominável ser que não o é
Transpiras culpa, sem remorso
Desculpas-te através do indesculpável
Refugias-te na doença que não existe
Filosofas, lindas palavras venenosas
Enganas, atormentas e dilaceras vidas
És um ser energúmeno e nojento!
Destróis sonhos de crianças
Matas sorrisos …
Acabas com a sua pureza
Sim, tu … predador de vidas
Apagas sonhos
Matas ilusões
Crias desilusões
O ódio grassa na minha mente
Não sou deus,
Mas afogar-te-ei na tua própria depravação
Afundar-te-ei no limbo do inferno
Onde arderão as tuas entranhas imundas
Numa eternidade de dor
Aquela dor e angústia
Que sentirás e te consumirá
Ser diabólico
Não vês?
Não tens lugar neste mundo!
És um ser imundo.
João Salvador – 27/09/2011
Nota: A luta contra a pedófilia deve ser uma luta de toda a sociedade. É um quadro muito duro ver uma criança com os seus sonhos desfeitos. Sei tratar-se de um poema muito efusivo, mas é aquilo que sinto!
sábado, 15 de outubro de 2011
Página em branco
És uma página em branco
Sem vida, triste e sem cor
Buscas uma razão
Algo que justifique o viver
Alimento-te com palavras
Escrevo-as com devoção
Liberto-as com paixão
Preencho o teu rosto de cor
Acabo por escrever sobre amor
Já tens razão de existir
Lê-te agora a ti próprio
Já não és um rosto inexpressivo
Agora tornaste-te num soneto
No qual sussurrei belas palavras
Verti para ti os sentimentos
Libertei a minha alma
O meu amor … o meu desejo
Deixei em ti um pouco de mim!
João Salvador – 15/10/2011
sábado, 8 de outubro de 2011
Amo a Vida
A mor, é um …
M omento, são
O lhares que me alimentam!
A mor é …
V ida! Existência sem tormento,
I usões, paixões, abstrações
D eleites da alma, é um …
A rdor, um alimento que acalento!
João Salvador
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Movimento adormecido
Navego pelas dubiedades da vida
Voo por pensamentos intermináveis
Caminho rumo a um horizonte que não conheço
Movo-me nessa busca que não termina
Sinto-me num vazio sem sentido, perdido …
Direi que tenho tudo e nada tenho!
Mas, que quero eu afinal?
Procuro uma resposta em mim.
Uma contestação que urge, mas que não surge
Vivo numa existência sonâmbula …
Sou um fantasma de mim mesmo
Vivo em sorrisos chorados e sonhos recalcados
Move-se o meu corpo por mover, mecanicamente
Deambulando pelos segundos do tempo
Guiado pelo tic-tac, pelo badalar de um relógio
Automatizado, mas … adormecido na vida!
João Salvador – 04/10/2011
Voo por pensamentos intermináveis
Caminho rumo a um horizonte que não conheço
Movo-me nessa busca que não termina
Sinto-me num vazio sem sentido, perdido …
Direi que tenho tudo e nada tenho!
Mas, que quero eu afinal?
Procuro uma resposta em mim.
Uma contestação que urge, mas que não surge
Vivo numa existência sonâmbula …
Sou um fantasma de mim mesmo
Vivo em sorrisos chorados e sonhos recalcados
Move-se o meu corpo por mover, mecanicamente
Deambulando pelos segundos do tempo
Guiado pelo tic-tac, pelo badalar de um relógio
Automatizado, mas … adormecido na vida!
João Salvador – 04/10/2011
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