terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Pensamento - A prepotência e a arrogância

A prepotência e a arrogância de quem se diz superior, corrompe a pouca humildade que lhe habita na alma, lancando-o no ridículo.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Mágoa de mulher


Questiona-te ó trovador
Quanto valerá a mágoa de uma mulher?
Valerá apenas a satisfação do prazer?
Valerá apenas um fútil desejo?
Valerá a visão de seus olhos banhados em lágrimas?
Valerá a sua face irrigada de dor?
Valerá um sentimento de rejeição?


Não …
Homem não iluda o amor de uma mulher
Tens intenção de a amar?
Não a arrastes então em vãs esperanças.
Não a leves para a perdição de um amor estéril!


Sim …
Vale uma cultura de sinceridade
Vale uma verdadeira amizade
Vale um carinho, uma palavra …

Poeta e homem …
Sê verdadeiro

Não alimentes juras de amor eterno
Só assim, verás um rosto sem mágoa
Verás um rosto sorridente

Um rosto que emana na esperança
Um rosto que busca o verdadeiro amor
Não uma ilusão … de dor,
Mas a busca de um verdadeiro amor!


João Salvador – 06/09/2011


Imagem: http://static.desktopnexus.com/thumbnails/18564-bigthumbnail.jpg

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Paz espiritual


Buscas incessantemente a paz
Estás exausto; cansado; saturado
Queres refugiar-te em ti
Foges dum quadro deprimente

Procuras uma fonte de vida
Algo que te traga paz ao espirito
Envelhecido pelo tempo
Apunhalado pela incompreensão

Buscas um mundo só teu
Um paraíso terrestre de vida
Onde alcances o nirvana
Tão almejado pela alma

Pedes apenas um retiro
Não procuras o perdão
Queres um local de quietude
Queres viver em acalmia

Sentir o silêncio da alma
Escutar o teu ser
Viver um novo amanhecer
Renunciar ao sofrer!

Liberta-te dessas correntes,
Que te amordaçam e fustigam,
Que te consomem num fio de vida.

Apenas buscas a pacificação da alma
O descanso de ti próprio
Apenas isso. Procuras … a PAZ!



João Salvador – 01/11/2011

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Mar de sentimentos


Alimentas lágrimas salgadas, na vastidão de ti.
Chicoteias as rochas, que atormentas sem descanso,
desgastando sentimentos perdidos nos corações empedrados,
num ritmar tormentoso; incessante; tresloucado e irado.

Em dias tumultuosos, a ira de Posídon assola-te.
Deus que cavalga as tuas ondas em cristas altivas.
Dominador dos seres do oceano que engoles no teu ventre,
numa vastidão furiosa, tempestuosa mas bela!

Nem o tridente dos deuses controla as tuas marés.
És senhor de ti próprio, és supremo... és o adamastor,
que apenas a alma Lusa conseguiu apaziguar!

Vencido por teu próprio jeito, mas senhor de ti.
Por graça, banhas-te camões, poeta luso, herói da nação.
Que imbuíste de inspiração, na redenção da sua própria paixão!


João Gomes Salvador – 01/01/2011

domingo, 1 de janeiro de 2012

Penso, reflito mas não entendo …



Busco a felicidade … que já tenho, mas nunca estou satisfeito. Caminho em busca de mais felicidade, que afinal não o é. Sou um ser em constante interrogação!
Sou apenas uma forma camuflada e drogada de me sentir realizado, num mundo que não conheço, apesar de o olhar e ver. Na verdade vejo mas não vejo!
Tal visão é na verdade dispensável. Bom! Será mesmo ou apenas o desejo assim?


Esse caminho de dúvida, é um vai e bem como as ondas do mar. Um sentimento cheio mas ao mesmo tempo vazio onde nada se encontra. Dias tenho em que o espirito se encontra em plena paz e sereno, numa perfeita harmonia com o mundo; deus e os homens. Outros dias o espírito grita, exige … mudança. Busca satisfação, em futilidades, em instrumentos mundanos e sentimentos que não alimento, mas no fundo que acho que não desejo, mas que por ínfimos instantes me aprisionam nas suas correntes de aço.


Um remoinho de pensamentos, de sentimentos, onde estou atolado e de onde não é fácil sair. Uma satisfação ainda que insatisfeita, um querer ter algo e não poder ou um puder ter e não querer. Já mergulhei na minha mente à procura de respostas, mas apenas me surgem lembranças nublosas, que se desprendem em pequenos farrapos de felicidade e infelicidade.


Já fui escravo da minha mente … da vida! Serei agora um ser liberto mas preso ao meu próprio entendimento? Não me entendo, na verdade! Mas procuro a compreensão. Na realidade não deveria preocupar-me em entender-me, pois afinal o ser humano entende os seus próprios sentimentos e devaneios?


Afinal sou feliz ou infeliz? Pois, alguém é feliz na plenitude? Que raio de dilema, que o ser humano apresenta, ser sempre insatisfeito e inconstante.
Nunca me vou entender a mim próprio, no meu mais profundo sentir … no meu mais íntimo ser. Almejo deveras descobrir a minha essência?


Mas afinal que quero? Vivesse eu noutra realidade, numa realidade privada de condições exigíveis à minha própria vivência; à condição humana. Porque razão sou tão egoísta?
Alcancei muito do que o comum dos mortais almeja! Deveria então deixar o egoísmo ao ponto de pensar na felicidade plena? Felicidade que será apenas fantasmagórica e utópica, ou talvez não!


Uma constatação da alegria e realização que ninguém alcança na totalidade. A verdade é que não acredito que nenhum ser humano se sinta completamente feliz, por mais felicidade que possa ter. Penso estar certo no meu pensamento. Quem não acreditar que busque dentro de si próprio!


No meu eu, tenho dito, sou o que sou … mas quem sou? Afinal alguém sabe? Quem se conhece completamente? Será sempre uma busca introspetiva e incessante do eu; da felicidade … do ser!
Que me importa isso? Que centelha de pensamento!
Não sei e nunca terei resposta para tal.


João Salvador – 01/01/2010

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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Pinto o meu mundo


Pinto o meu mundo como belo
Dou-lhe pinceladas de cor
Curo-lhe as feridas que gritam
Apago os cinzentos da dor

Mergulho no azul do oceano
Extraindo-lhe todo o encanto
Enquadro-o numa tela
Rodeio-o à luz da vela
Com toda a delicadeza
Procuro a sua beleza

Busco no deserto das gentes
O sentimento acabado
Procuro nele uma réstia de amor
Para revigorar numa flor

Corro incansavelmente. Entro numa floresta de vida
Procuro a sua mestria, na magia que emana
Respiro com fulgência o seu aroma
Sinto-me livre e vivo para viver
Neste planeta de amor

Este é o meu mundo
É aqui que eu vivo
E dele eu faço parte
Foi aqui que eu cresci
E até agora vivi!

Este é o meu mundo
Belo e gracioso
Maltratado pelas gentes
Tantas vezes inconscientes!


João Salvador – 01/11/2011

domingo, 18 de dezembro de 2011

O Natal na minha aldeia



Regressei à tradição, ao Natal que tanto queria.
Regressei à minha terra, numa noite muito fria
Regressei à consoada, a umas mesas recheadas
Nesse banquete faustoso, tinha filhós e rabanadas

Com o azeite cristalino, regava a refeição.
Comia Polvo e batatas; couves e nabo cozido,
Não faltava o bacalhau e todas as iguarias,
Na companhia da família, em parlatório animado.

Logo passavam as horas, numa felicidade plena,
não é engano nem tema, era mesmo alegria,
na pureza de amor, de uma família querida!

Neste quadro transmontano, na minha terra Sanfins,
no quadro que emoldurei e para sempre guardei,
nesse quadro; nessa rua, no local onde cresci.

Tinha sentido o Natal, não tinha futilidades.
Nos brinquedos que fabricava,
Nos sentimentos que buscava
Na amizade que alcançava!

Era assim o meu Natal, tão belo!
Um Natal de amor, de sorrisos e de verdade!
Tenho saudades, dos Natais que ali vivi!


João Salvador – 13/12/2011

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Descobri



Descobri que o amor esteve sempre aqui
Descobri que nunca fugiu de ti
Descobri que sofres-te e que choras-te
Descobri que sempre me amas-te!

Belos momentos promissores e ilusórios
Passados debaixo de uma ténue teia de palavras
Locuções belas, sentidas; marcadas e ansiadas
Saborosas, mas amargas que azedaram como fel

Um tempo de adolescência sonhadora, mas adulta,
Regredida pelo tempo, banhado por lembranças.
Esperança de um amor eterno e de uma vida …

Sumida nas vidas perdidas,
Nas vidas crescidas,
Nas dores sofridas!


João Salvador – 15/09/2010


sábado, 10 de dezembro de 2011

Felicidade? (Acróstico)



F elicidade, terás que ter
E mbalada no teu amanhecer
L ágrimas que derramas
I ndignas e me enganas
C ompreendia o teu querer
I ndecente instrumento que usas
D antes que buscavas?
A mor e felicidade
D or ou realidade?
E nfim … dou-te a verdade!


João Salvador - 06/06/2011








domingo, 4 de dezembro de 2011

Anjo do tormento



Foi nas tuas asas de anjo que o poeta se perdeu
Nos teus braços longe daqui, ele endoideceu
A tua auréola ofuscou-lhe os sentidos, entorpeceu-o
Enviou-o para um longínquo amor inalcançável


Anjo que lhe iluminou a tristeza, por momentos
Rápidos que passaram, mas acalorados e sentidos
Sonhos perdidos, recuperados por ínfimos instantes
Sonhados, sentidos e aproveitados até à exaustão

Anjo alado do tormento, que apaziguou o sofrimento
Não evitaram as lágrimas que escorreram da tua face
Lágrimas corrosivas que te apagaram a alma e te sugou a vida


De todos os sentimentos que alimentou o teu anjo
Guardas aquele miserável instante de prazer numa fantasia perdida
Um sonho dolorido, atormentado, golpeante mas desejado …



João Salvador – 01/12/2011