quinta-feira, 22 de março de 2012

Rumos


Barcos que rumais de um porto seguro,
Em ritmado balanço que ostentais,
Assim, navegais ao sabor do vento,
guiados pelas ondas do mar.

Rumais em direções distintas do destino,
Impelidos que sois pelas intrigas da vida,
Não vos voltareis a cruzar,
na imensidão de tão basto oceano.

Evitais dolorosas colisões de sentimento.
Procurais guardar belas histórias de amor,
Naqueles sublimes momentos que vivestes.

Tomais assim rumos diferentes,
Procurando guardar as imaculadas memórias,
Dos belos momentos que passastes.

Assim foi o vosso amor, curto …
Mas tão imensuravelmente belo e intenso!


João Salvador - 22/03/2012

quinta-feira, 15 de março de 2012

Grito de revolta!




Por vezes levanta-se a velha questão: vale a pena ser um homem dedicado?

Tanta injustiça que se vê na vida profissional (que é o que aqui se retrata), vinda de indivíduos que apesar da alegada experiência que pavoneiam pelos corredores, (não inata nem adquirida de um verdadeiro líder) mais parecem garotos. Mostram-se ora frustrados com eles próprios ora de bem com o mundo, mudando ao sabor do estado de espírito, demonstrando uma personalidade inconstante e imatura.

O esforço não ser reconhecido é duro, apesar de suportável. São até anedóticas as palavras que são sonorizadas pela deslealdade de quem vê trabalho de qualidade, feito por pessoas que se esmeram e mesmo assim o não reconhece, apesar de na máscara que veste o fazer (quando tal lhe aprouver), não o fazendo.

Questiono-me, valerá a pena tanta abnegação de pessoas dedicadas? Tantas horas, tanta privação da família; dos amigos …

Merda! (desculpem o impropério) Apetece gritar de revolta, ao ver estes seres desnorteados; energúmenos com uma falta de humildade gritante, que não conseguindo impor-se pela fundamentação acabam por ser presunçosos, arrogantes e enervantes até!

Pergunto, os honorários não são os mesmos? Poder-se-ia baixar os braços e ter-se um dia-a-dia mais sadio e sem aborrecimentos. Mas o raio do profissionalismo não deixa baixar os braços a quem se pauta pela retidão e competência.

Pois, que se lixe o reconhecimento, pelo menos vale o sorriso e o agradecimento de quem vê os seus problemas resolvidos, sendo estes que alimentam a nossa auto-estima que outros procuram desvanecer.

Reconhecimento dá-lo-á Deus (assim o espera o vulgar humano que nele acreditar) se assim o achar por bem, ainda que no leito da morte!

João Salvador - 15/03/2012

domingo, 11 de março de 2012

Lágrimas que secaram


As lágrimas secaram no universo do sentimento,
Apagadas no deserto, que fustiga a alma,
cuja transparência se perdeu na dor sentida.


João Salvador - 11/03/2012

terça-feira, 6 de março de 2012

Ferida que consome




Ferida que surges desenfreada,
fulminante, rápida, atroz e impiedosa,
sem perdão ou intenção de apaziguar a dor,
Dilaceras a alma do homem que chora o amor!

João Salvador

05/03/2012

domingo, 4 de março de 2012

Palavras tuas


Palavras tuas que me enfeitiçam.
Sonoridades que nos transportam,
presenteando os sentidos de quem ama,
adocicando-os num sonho longínquo!


Gracejos saem da tua boca … num sorriso.
Nas palavras melosas que me fascinam,
Em promessas de amor perpétuo, que prendem,
num eterno entorpecimento que paralisa a alma!


João Salvador - 04/03/2012

Imagem: http://2.bp.blogspot.com/_jahnjSsFIf0/TMdHCQk7MsI/AAAAAAAAAxU/2VztxtAlY8M/s400/palavras_nuas.jpg

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Perdão



Houve tempos em que o amor era só teu
Era visto com olhos cristalinos
O teu corpo era venerado …

Os teus beijos eram desejados.

Tempos que já não o são!
Tempos longínquos e fantasmagóricos,
Apenas uma névoa de recordação.


Num momento em que te perdi
Traindo os sonhos que havia em ti!
Sim! Deixei fugir o amor que era teu,
Perdi-me num mundo só meu!


Nunca te pedi perdão,
Nem sequer tive compaixão,
Pois … afoguei-me na paixão,
No leito perfumado, de outra mulher.


O remorso percorreu-me a alma
Envenenou-me a consciência.
Não por te venerar,
Mas por te magoar!


João Salvador – 29/08/2011

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Pensamentos - Desabafos de uma formiga



O ‘pequeno’ será sempre alvo de tentativa de espezinhamento do ‘grande’. Principalmente quando este não assume as responsabilidades dos atos que ele próprio comete, preocupando-se em denegrir o trabalho da formiga obreira, para espiar a sua própria culpa.
No entanto a boa obra, construída com tanto esforço pela obreira, será sempre aos olhos do ‘grande’, um projeto apenas seu que serve para lhe alimentar o ego. Já a formiga será sempre um ser desprezível que serve apenas para lhe nutrir os vícios do egocentrismo.

João Salvador – 19/02/2012

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Lágrimas esquecidas



Choras lágrimas esquecidas,
num penoso silêncio que grita.
São lágrimas que já não vejo,
afogadas num retalho do tempo.


Não as vejo! No entanto sinto-as.
São tão tuas, mas logo as faço minhas,
numa dilacerante dor que te afoga a alma.
Dor só tua, que guardas mas que não posso curar!


João Salvador – 31/01/2012

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Recordações



No meu berço adormeço,
Por ti já não ensandeço.
Na minha terra mergulho,
Afogado no orgulho!


Purifico-me num banho,
onde apago o teu perfume.
Elimino as réstias de ti,
enraizadas em mim!


Nos sonhos harmoniosos que tenho,
Alimento-me das recordações,
Mas não vivo de ilusões.


João Salvador – 18/11/2010

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Pensamento - A prepotência e a arrogância

A prepotência e a arrogância de quem se diz superior, corrompe a pouca humildade que lhe habita na alma, lancando-o no ridículo.