A poesia é um bálsamo para a alma. Neste cantinho eu navego por um mundo que construi e que me transmite paz.
É para mim um refúgio onde o imaginário e o gosto pelas palavras me inundam e me fazem sonhar. Quem não precisa de sonhar, num mundo cada vez mais cinzento?
Sejam bem-vindos!
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Rio que sublimo Nasces nas alturas Chorado pela tristeza dos céus Engrossado pelas lágrimas Dos tormentos humanos Que te regam e veneram Numa vénia, num trejeito Com todo o seu enfeito! Corres no teu leito Senhoril e altaneiro Banhas as tuas margens Nutres as tuas flores Sustentas quem te consome
Percorres tortuosos caminhos Imbuído no teu ventre de vida Numa pureza cristalina Num esplendor sublimado
Aproximas-te do clímax Dum horizonte de glória Impregnado de momentos Eternizada por tormentos … Paixão; Morte; Ilusão; Desilusão Regados por devaneios de amor!
Ali, perdes a tua pureza Mas ganhas toda uma beleza Dada pela natureza Numa doce virgindade Banhada pela verdade!
Não te iludas! A verdade é que tens saudades do amor. Querias tanto ouvir a sua voz, ainda que uma última vez! Querias deveras, sentir a sua presença em ti, mesmo que longínqua, inalcançável ou ilusória.
Olhar nos seus olhos, e dizer “AMO-TE”, Deixares-te envolver nesse olhar … perder-te! Sentir o toque da sua pele, quente e apelativa, num arrepio contagiante que queres libertar.
Sentes tanta dor na saudade, que te doí sem doer! A ausência dilacera a alma de quem ama! Quanto não darias para tê-la por momentos? Um ínfimo instante apenas, juntos … sós, num universo uno. Urge, apaziguar a saudade … da tua alma!
Não censures as atitudes de quem te ama (existe sempre algo que desconheces), sem as pensares primeiro, pois por vezes o silêncio é apenas o espelho do próprio amor.
Refugia-te dentro de ti. Busca o verdadeiro significado para as palavras que brotam do teu pensamento. Estas são apenas e tão só reflexo do teu sentimento.
Por vezes levanta-se a velha questão: vale a pena ser um homem dedicado?
Tanta injustiça que se vê na vida profissional (que é o que aqui se retrata), vinda de indivíduos que apesar da alegada experiência que pavoneiam pelos corredores, (não inata nem adquirida de um verdadeiro líder) mais parecem garotos. Mostram-se ora frustrados com eles próprios ora de bem com o mundo, mudando ao sabor do estado de espírito, demonstrando uma personalidade inconstante e imatura.
O esforço não ser reconhecido é duro, apesar de suportável. São até anedóticas as palavras que são sonorizadas pela deslealdade de quem vê trabalho de qualidade, feito por pessoas que se esmeram e mesmo assim o não reconhece, apesar de na máscara que veste o fazer (quando tal lhe aprouver), não o fazendo.
Questiono-me, valerá a pena tanta abnegação de pessoas dedicadas? Tantas horas, tanta privação da família; dos amigos …
Merda! (desculpem o impropério) Apetece gritar de revolta, ao ver estes seres desnorteados; energúmenos com uma falta de humildade gritante, que não conseguindo impor-se pela fundamentação acabam por ser presunçosos, arrogantes e enervantes até!
Pergunto, os honorários não são os mesmos? Poder-se-ia baixar os braços e ter-se um dia-a-dia mais sadio e sem aborrecimentos. Mas o raio do profissionalismo não deixa baixar os braços a quem se pauta pela retidão e competência.
Pois, que se lixe o reconhecimento, pelo menos vale o sorriso e o agradecimento de quem vê os seus problemas resolvidos, sendo estes que alimentam a nossa auto-estima que outros procuram desvanecer.
Reconhecimento dá-lo-á Deus (assim o espera o vulgar humano que nele acreditar) se assim o achar por bem, ainda que no leito da morte!