A poesia é um bálsamo para a alma. Neste cantinho eu navego por um mundo que construi e que me transmite paz.
É para mim um refúgio onde o imaginário e o gosto pelas palavras me inundam e me fazem sonhar. Quem não precisa de sonhar, num mundo cada vez mais cinzento?
Sejam bem-vindos!
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D or de amor que me consome O lhada pelo tempo que não passa R ecordações belas e dolorosas
E ternos instantes T rasnparentes e puros E squecidos por momentos R ecordados no silêncio, num sufoco N o meu leio eu reflito A mor se não te tive, porque sofro? João Salvador – 18/09/2011
Penso tristemente, nas mágoas que te perseguem Ficas envolta em nublosas névoas que rasgam as trevas. Sentimentos amordaçados que extravasas de ti, em estéreis sonhos que sepultas na alma!
Palavras que não dizes, que te são vedadas. Vives muda. Numa eternidade que não passa. Palavras aprisionadas que vivem no pensar, em sentimentos que não podes mostrar.
Uma dor eterna que te atormenta, vagueando só, num coração vazio, que não preenches do amor que desejas, mas que te alimenta a ilusão de ser feliz!
Olhas para o interior da alma da mulher que te cativa. Desejas o pecado original. Assim o sabem os amantes! Queres refugiar-te no seu leito, envolvido por lençóis de seda. Enlouqueces com a sua visão, que te cega … de paixão!
Torneia as ancas de modo sensual, prende-te nesse enredo, Chamando-te através do seu corpo. Queres perder-te? Transpiras desatino e paixão desenfreada, que queres aplacar! Uma incessante sensação de loucura, percorre-te a mente.
És possuído pela sua presença subtil, mas poderosa! És hipnotizado pelas suas formas delineadas no horizonte, Pelo seu corpo escultural que exala sensualidade, O qual banhou numa fonte perfumada pelo amor!
Sentes-te impotente para combater tão intenso desejo, Aprisionado na visão do seu corpo, enfeitiçado pela luz do luar, Acorrentado a um olhar selvático, enérgico, vigoroso e felino. Olhar, com o qual te brinda e te chama nessa teia de amor.
O sangue ferve; sobe descompassado e descontrolado, Num coração palpitante, demente …um vulcão em erupção. O pensamento já não existe … apenas a vontade de tê-la! Um desejo intenso e diabólico que te mata de tentação.
Um desejo que não desejas apaziguar … apenas saciar!
Rio que sublimo Nasces nas alturas Chorado pela tristeza dos céus Engrossado pelas lágrimas Dos tormentos humanos Que te regam e veneram Numa vénia, num trejeito Com todo o seu enfeito! Corres no teu leito Senhoril e altaneiro Banhas as tuas margens Nutres as tuas flores Sustentas quem te consome
Percorres tortuosos caminhos Imbuído no teu ventre de vida Numa pureza cristalina Num esplendor sublimado
Aproximas-te do clímax Dum horizonte de glória Impregnado de momentos Eternizada por tormentos … Paixão; Morte; Ilusão; Desilusão Regados por devaneios de amor!
Ali, perdes a tua pureza Mas ganhas toda uma beleza Dada pela natureza Numa doce virgindade Banhada pela verdade!
Não te iludas! A verdade é que tens saudades do amor. Querias tanto ouvir a sua voz, ainda que uma última vez! Querias deveras, sentir a sua presença em ti, mesmo que longínqua, inalcançável ou ilusória.
Olhar nos seus olhos, e dizer “AMO-TE”, Deixares-te envolver nesse olhar … perder-te! Sentir o toque da sua pele, quente e apelativa, num arrepio contagiante que queres libertar.
Sentes tanta dor na saudade, que te doí sem doer! A ausência dilacera a alma de quem ama! Quanto não darias para tê-la por momentos? Um ínfimo instante apenas, juntos … sós, num universo uno. Urge, apaziguar a saudade … da tua alma!
Não censures as atitudes de quem te ama (existe sempre algo que desconheces), sem as pensares primeiro, pois por vezes o silêncio é apenas o espelho do próprio amor.
Refugia-te dentro de ti. Busca o verdadeiro significado para as palavras que brotam do teu pensamento. Estas são apenas e tão só reflexo do teu sentimento.