quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Sonhas acordada



Olhas errante o horizonte
Sonhas acordada o amor
Fazes da ausência presença
E da distância benquerença

Belos sonhos
Que brotam da mente
Apaziguam a alma que sente
Nesse pensar inocente

Percorres a ceara descalça
Gritas aos quatro ventos
Procurando alcança-lo
Abraça-lo e amá-lo

Sonhas com o momento
Com as palavras escolhidas
Insegura dos sentimentos
Afugentando os tormentos

João Salvador – 05/11/2012

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Espelho da vida traída



Espelho da vida traída para onde olhas?
Perdida navegas teus pensamentos
Vagueias errante, as esbatidas memórias
Absorvendo sentimentos contidos

Vislumbras num recanto da mente
O amor que te negaram …
Sentimentos protelados
Jazem agora enterrados!

Apesar da obscuridade
Apesar do que polvilha teu pensar
Foste heroína do amor
Levantaste-te do túmulo
Ao qual te rendeste por momentos
Expelindo tais memórias sepultadas

Olhas com esperança a luz espelhada nos céus
Arremetendo contra as visões da vida traída
Apaziguando a ira que te consome o coração

João Salvador - 04/02/2013


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Ciclo da vida



Passam os anos
No ciclo da vida
O tempo não volta
A memória aflora
O amor implora

Perdi a tua presença
Seis longos anos de saudade
Amor de mãe que me faz falta
Dor que me espicaça
Sinto a tua falta!

Sorriso que liberto
Das doces lembranças
Dos momentos
Dos carinhos
Tudo que me deste
Até sempre minha mãe
Na esperança do reencontro
Para que o adeus seja um até já!

João Salvador – 03/02/2013

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Rende-te ao amor



Os raios de sol iluminam-te, dançando em teu redor
Tua face irradia uma beleza que invejaria os deuses
Todo o céu faz uma vénia e se arrasta a teus pés
Acariciando-te o rosto com subtileza e ternura

Sentas-te no teu púlpito de mar
Onde as ondas amansam banhando teus pés
Teus cantos de sereia nutrem as almas
Sedentas de amor, adormecendo … saciadas!

O próprio vento rende-se a ti
Sussurra-te ao ouvido palavras doces
Acariciando-te a alma com a sua brisa!

Apesar de venerada pelos elementos sentes tristeza
Sentes falta do amor (puro, verdadeiro e arrasador)
Rende-te a ele. Ali sentir-te-ás completa … e desejada!

João Salvador - 26/12/2012

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Quando me questionas



Quando me questionas
Fujo assustado das respostas
Temo as suas consequências
Procuro abstrair-me do rumo do meu destino

Quando me questionas
Sinto-me perdido … uma criança!
Não encontro respostas para te dar
No meu íntimo desejo dar-te o que procuras
A resposta tão ansiada …

Quando me questionas
Não sei que dizer para aplacar
A dor deste silêncio tumular
Sentes o amor encarcerado,
no silêncio do meu olhar!

Queria tanto dizê-lo
Libertar a palavra
Aliviar a dor que me aflige no peito!
Não posso!

Não me questiones mais
Torturas-me com as tuas súplicas
Sofro por ti e por mim, por nós!
Saber que guardo o sentimento
Agrilhoado em meu peito … é dor!

Guardo-o. Sabes bem …
Para não alimentar ilusões
De dois seres perdidos
Que se amam calados!

João Salvador - 04/01/2013

Imagem: http://vilamulher.terra.com.br/os-olhos-nao-mentem-9-428339-4616-pf-beth15939.php

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Livro da vida



Prazerosa companhia
Acaricio tua capa dura
Ornamentada por letras profundas
Narrando mistérios da vida

Folheio as tuas páginas
Absorvo os teus escritos
Sinto o teu cheiro
Navego em ti

Passa o tempo relâmpago
Afasto-me da realidade
Afundo-me na tua verdade

Que prazer é ler-te e viver-te
Tantos sonhos vividos
Tanta vida que me dás!


João Salvador – 05/12/2012

domingo, 27 de janeiro de 2013

Tudo em ti é beleza



Não me canso de te olhar
Passo horas venerando-te …
Perco-me religiosamente
nos teus gestos delicados.
Danças cortando o ar,
acariciando os seres
dominando o sol,
subjugado à tua perfeição.
Teu corpo torneado
Teus lábios carnudos
que ouso desejar.
Tua voz harmoniosa
que ouso escutar.
Cativas-me …
Enfeitiças-me …
Prendes-me à tua visão.
Tudo em ti é beleza
Ai mulher …
Assim te desejo,
Tão pura
Tão tua …
Tão minha …

João Salvador – 05/11/2012

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Visão do passado presente



Surgiu nas névoas do tempo, um vulto do passado
A sua silhueta esbelta, dissipou-te a escuridão
Um sonho longínquo entorpecido, agora presente
Inacreditável visão que cega de amor quem te contempla

Teu rosto premeia com aquele sorriso rasgado
Teus cabelos ondulam ao vento, soltos de vida
Teus seios desenhados em teu corpo sedento
Tuas ancas torneadas, enlouquecedoras

O relógio do tempo regrediu ao passado
Agora presente na visão de ti, misteriosa!
A visão acalentou o desejo adormecido

Revives agora o passado no presente
O presente no passado, a paixão ausente
Consomes agora seu corpo ardente!

João Salvador – 22/01/2013

domingo, 20 de janeiro de 2013

Palavras vis



Perdoa-me amor!
Palavras voaram da minha boca
Sem sentido, sem conteúdo …
Disseram o que não sentia
Palavras vazias!

Lancei-as pensando proteger-te
Ou proteger-me?
Já não sei o que dizer …
Na verdade vis palavras, amarguradas
Que te afastaram de mim!

Minha alma vive agora mutilada,
Presa ao amor sentido, guardado num cofre
Onde se buscam memórias que dão chama
Para esta vida agora demente …
Desapaixonada mas que sente …

Sente a falta do teu amor
Do teu calor
De ti!
Lancei tão madrastas palavras
Arruinei-me …
Matei-me para o amor!
Que fazer para te voltar a ter?

João Salvador – 13/01/2013