sexta-feira, 8 de março de 2013

El rei D. Sebastião



Nas longínquas terras marroquinas
Nasce das trevas a salvação
Surge na batalha perdida, El rei Dom Sebastião
Caminha agora altivo para salvar a nação

Sepultado nas areias da mouraria
Ergueu-se agora do túmulo onde jazia
Vive sempre nas memórias
De um povo que o desejou

Surge das brumas da história
Navega na sua nau, garboso como o era
Esperança da pátria lusa, alimento de poetas
Faz-te ao caminho El Rei. Vem, salva a nação!

João Salvador – 07/03/2013
(Imagem retirada do Google)

domingo, 3 de março de 2013

Pátria ferida



Pátria lusa
Berço de Camões …
Porque choras?
Que te fizeram teus filhos?

Sangras extenuada de dor
Das feridas que te infligiram
Ingratos filhos que te habitam
Guiados por homem sem honra

Corrompidos pela cobiça
Entregam suas almas ao diabo!
Vendem-te a preço de salvo
Fazendo de todos escravos!

Deixa-me limpar-te as lágrimas
Sorver o sangue que te banha a face
Oferecer-te a minha vida
Por ti pátria que tanto amo!

Purga-te dos corruptos
Expele os hospedeiros
Ergue-te altiva como o foste outrora.
Acorda pátria lusa …não te deixes padecer!

João Salvador – 03/03/2013

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Como me sinto?



Como me sinto?
Uma questão que me coloco com frequência
Sou um ser inconstante que sente
Sente e não sente
Pensa que sente e não sente
Quem sabe o que a gente sente?

Como me sinto hoje?
Não sei!
Por vezes sinto que sou tudo
Outras que sou nada!
Por vezes será amor, outras será ódio!
Amor por quem eu amo;
Amor por quem o oferece … amor

Sinto ódio?
Também o sinto por quem nos maltrata.
Sinto ódio, pelos parasitas; 
pelos seres sem coração; 
pelos energúmenos, pelos hipócritas …
Por esses afinal nada sinto. 
Nem ódio … 
nem esse sentimento me merecem, 
apenas respiram o meu desprezo.

Como me sinto?
Por sinto-me vezes um louco, um sonhador …
Umas vezes rio, outras vezes choro!
Não me envergonho que as lágrimas caiam
Banhem minha face,
Lavem minha alma

Afinal sou humano
Procura apenas a simplicidade na existência!

Como me sinto hoje?
Não sei!
Afinal que sentem aqueles que não sentem o amor?
Que sente aquele cuja alma reside num corpo inócuo e que nela nada preenche?
Afinal o que sente o que nunca sentiu?
Digam-me o que sente aquele que sente?

E tu como te sentes afinal?
Questiona-te …
Que sentem hoje os homens espoliados de suas vidas?
Que sente um pai desempregado?
Que sente uma mãe que vê seu filho sem rumo?
Que sentimos todos quando o coração dos homens jazem apagados para a verdadeira essência humana?
Que sentes neste mundo selvático, cujo tempo passa apressado?
Dizei-me: afinal que sentis vós que me ledes?

João Salvador – 27/02/2013

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Campos


Passo pelas lezírias despenteadas
Nuas de suas culturas
Serpenteadas pelas aves
Que se alimentam despreocupadas

Tractores sulcam a terra
O homem lança as sementes
Esperançado em boas culturas

Os cheiros a terra fresca
Entorpecem os sentidos
Num agradável prazer
Ao renascer do dia

O verde veste-se num manto de rei
O agricultor, expressa alegria em pranto
Num contentamento, pela cifra
Da seara que brota fulgente
Que alimentará seus filhos!

É de ti mãe natureza
É de ti mãe dos homens
É de ti mãe de todos
Que brota a vida!


João Salvador – 17/10/2012

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Sonhas acordada



Olhas errante o horizonte
Sonhas acordada o amor
Fazes da ausência presença
E da distância benquerença

Belos sonhos
Que brotam da mente
Apaziguam a alma que sente
Nesse pensar inocente

Percorres a ceara descalça
Gritas aos quatro ventos
Procurando alcança-lo
Abraça-lo e amá-lo

Sonhas com o momento
Com as palavras escolhidas
Insegura dos sentimentos
Afugentando os tormentos

João Salvador – 05/11/2012

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Espelho da vida traída



Espelho da vida traída para onde olhas?
Perdida navegas teus pensamentos
Vagueias errante, as esbatidas memórias
Absorvendo sentimentos contidos

Vislumbras num recanto da mente
O amor que te negaram …
Sentimentos protelados
Jazem agora enterrados!

Apesar da obscuridade
Apesar do que polvilha teu pensar
Foste heroína do amor
Levantaste-te do túmulo
Ao qual te rendeste por momentos
Expelindo tais memórias sepultadas

Olhas com esperança a luz espelhada nos céus
Arremetendo contra as visões da vida traída
Apaziguando a ira que te consome o coração

João Salvador - 04/02/2013


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Ciclo da vida



Passam os anos
No ciclo da vida
O tempo não volta
A memória aflora
O amor implora

Perdi a tua presença
Seis longos anos de saudade
Amor de mãe que me faz falta
Dor que me espicaça
Sinto a tua falta!

Sorriso que liberto
Das doces lembranças
Dos momentos
Dos carinhos
Tudo que me deste
Até sempre minha mãe
Na esperança do reencontro
Para que o adeus seja um até já!

João Salvador – 03/02/2013

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Rende-te ao amor



Os raios de sol iluminam-te, dançando em teu redor
Tua face irradia uma beleza que invejaria os deuses
Todo o céu faz uma vénia e se arrasta a teus pés
Acariciando-te o rosto com subtileza e ternura

Sentas-te no teu púlpito de mar
Onde as ondas amansam banhando teus pés
Teus cantos de sereia nutrem as almas
Sedentas de amor, adormecendo … saciadas!

O próprio vento rende-se a ti
Sussurra-te ao ouvido palavras doces
Acariciando-te a alma com a sua brisa!

Apesar de venerada pelos elementos sentes tristeza
Sentes falta do amor (puro, verdadeiro e arrasador)
Rende-te a ele. Ali sentir-te-ás completa … e desejada!

João Salvador - 26/12/2012

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Quando me questionas



Quando me questionas
Fujo assustado das respostas
Temo as suas consequências
Procuro abstrair-me do rumo do meu destino

Quando me questionas
Sinto-me perdido … uma criança!
Não encontro respostas para te dar
No meu íntimo desejo dar-te o que procuras
A resposta tão ansiada …

Quando me questionas
Não sei que dizer para aplacar
A dor deste silêncio tumular
Sentes o amor encarcerado,
no silêncio do meu olhar!

Queria tanto dizê-lo
Libertar a palavra
Aliviar a dor que me aflige no peito!
Não posso!

Não me questiones mais
Torturas-me com as tuas súplicas
Sofro por ti e por mim, por nós!
Saber que guardo o sentimento
Agrilhoado em meu peito … é dor!

Guardo-o. Sabes bem …
Para não alimentar ilusões
De dois seres perdidos
Que se amam calados!

João Salvador - 04/01/2013

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