sexta-feira, 15 de março de 2013

Grandeza do homem (frases)



A grandeza do homem não reside na aparência ou na postura senhorial que adopta (pois pode tratar-se apenas de aparente petulância), mas tão só nos actos que pratica!
A aparência vê-se e os actos sentem-se!

João Salvador – 15/03/2013


Profissionalismo (frases)



O profissionalismo não nasce com o homem, conquista-se e aprimora-se através de erros que se corrigem diariamente, buscando-se um grau de maior perfeição.

João Salvador – 15/03/2013

segunda-feira, 11 de março de 2013

Andorinhas



Esvoaçam despreocupadas
Cortam o ar com suas asas
Acariciam o vento que as beija
Trazem com elas a primavera

Visão sublime que contemplo
Na liberdade que espelham
Tão pequenas e belas aves
Que bailam o azul do céu

Incansáveis obreiras
Fazem seus ninhos nas beiras
Buscam nos lodos a terra

Nos seus bicos trazem vida
Construindo o seu ninho
Onde nascerão seus filhos

João Salvador – 03/03/2013
http://1.bp.blogspot.com/-tn3pcLNlGmY/UHFdi_RPTkI/AAAAAAAAIaA/4r-7LxlzO1g/s1600/008-Andorinha2.jpg

Navegas na vida



Navegas oscilando no casco
Cujo barco ruma errante
Pela vida de suas gentes
Transportando-os ao sentimento
Que muda ao sabor do tempo!

Baixas suas velas
Que se rendem ao capricho do mar
Apagando a dor que te dilacera
Viajando vigorosas com a brisa do vento!

Segues navegando a vida
Com coragem …
Lanças as redes ao mar
Capturando o amor

Um amor ainda que errante
Ainda que não o desejado
Mas ainda assim lutas.
Lutas mulher pelo amor!

Pescas o que lançaste
Naquelas redes que teceste
Alimentadas pelas palavras
Proferidas sem retorno!

O choro soluçado te acompanha
Mas bem sabes que o porto
Se afastou, seguindo distante no horizonte
Alheado do ritmo do tempo presente

Vive agora o novo rumo …
Rende-te à vida presente
Ainda que sonâmbula
Ainda que dormente …
Mas vive mulher … VIVE!

João Salvador – 27/01/2013

sexta-feira, 8 de março de 2013

El rei D. Sebastião



Nas longínquas terras marroquinas
Nasce das trevas a salvação
Surge na batalha perdida, El rei Dom Sebastião
Caminha agora altivo para salvar a nação

Sepultado nas areias da mouraria
Ergueu-se agora do túmulo onde jazia
Vive sempre nas memórias
De um povo que o desejou

Surge das brumas da história
Navega na sua nau, garboso como o era
Esperança da pátria lusa, alimento de poetas
Faz-te ao caminho El Rei. Vem, salva a nação!

João Salvador – 07/03/2013
(Imagem retirada do Google)

domingo, 3 de março de 2013

Pátria ferida



Pátria lusa
Berço de Camões …
Porque choras?
Que te fizeram teus filhos?

Sangras extenuada de dor
Das feridas que te infligiram
Ingratos filhos que te habitam
Guiados por homem sem honra

Corrompidos pela cobiça
Entregam suas almas ao diabo!
Vendem-te a preço de salvo
Fazendo de todos escravos!

Deixa-me limpar-te as lágrimas
Sorver o sangue que te banha a face
Oferecer-te a minha vida
Por ti pátria que tanto amo!

Purga-te dos corruptos
Expele os hospedeiros
Ergue-te altiva como o foste outrora.
Acorda pátria lusa …não te deixes padecer!

João Salvador – 03/03/2013

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Como me sinto?



Como me sinto?
Uma questão que me coloco com frequência
Sou um ser inconstante que sente
Sente e não sente
Pensa que sente e não sente
Quem sabe o que a gente sente?

Como me sinto hoje?
Não sei!
Por vezes sinto que sou tudo
Outras que sou nada!
Por vezes será amor, outras será ódio!
Amor por quem eu amo;
Amor por quem o oferece … amor

Sinto ódio?
Também o sinto por quem nos maltrata.
Sinto ódio, pelos parasitas; 
pelos seres sem coração; 
pelos energúmenos, pelos hipócritas …
Por esses afinal nada sinto. 
Nem ódio … 
nem esse sentimento me merecem, 
apenas respiram o meu desprezo.

Como me sinto?
Por sinto-me vezes um louco, um sonhador …
Umas vezes rio, outras vezes choro!
Não me envergonho que as lágrimas caiam
Banhem minha face,
Lavem minha alma

Afinal sou humano
Procura apenas a simplicidade na existência!

Como me sinto hoje?
Não sei!
Afinal que sentem aqueles que não sentem o amor?
Que sente aquele cuja alma reside num corpo inócuo e que nela nada preenche?
Afinal o que sente o que nunca sentiu?
Digam-me o que sente aquele que sente?

E tu como te sentes afinal?
Questiona-te …
Que sentem hoje os homens espoliados de suas vidas?
Que sente um pai desempregado?
Que sente uma mãe que vê seu filho sem rumo?
Que sentimos todos quando o coração dos homens jazem apagados para a verdadeira essência humana?
Que sentes neste mundo selvático, cujo tempo passa apressado?
Dizei-me: afinal que sentis vós que me ledes?

João Salvador – 27/02/2013

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Campos


Passo pelas lezírias despenteadas
Nuas de suas culturas
Serpenteadas pelas aves
Que se alimentam despreocupadas

Tractores sulcam a terra
O homem lança as sementes
Esperançado em boas culturas

Os cheiros a terra fresca
Entorpecem os sentidos
Num agradável prazer
Ao renascer do dia

O verde veste-se num manto de rei
O agricultor, expressa alegria em pranto
Num contentamento, pela cifra
Da seara que brota fulgente
Que alimentará seus filhos!

É de ti mãe natureza
É de ti mãe dos homens
É de ti mãe de todos
Que brota a vida!


João Salvador – 17/10/2012

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Sonhas acordada



Olhas errante o horizonte
Sonhas acordada o amor
Fazes da ausência presença
E da distância benquerença

Belos sonhos
Que brotam da mente
Apaziguam a alma que sente
Nesse pensar inocente

Percorres a ceara descalça
Gritas aos quatro ventos
Procurando alcança-lo
Abraça-lo e amá-lo

Sonhas com o momento
Com as palavras escolhidas
Insegura dos sentimentos
Afugentando os tormentos

João Salvador – 05/11/2012

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Espelho da vida traída



Espelho da vida traída para onde olhas?
Perdida navegas teus pensamentos
Vagueias errante, as esbatidas memórias
Absorvendo sentimentos contidos

Vislumbras num recanto da mente
O amor que te negaram …
Sentimentos protelados
Jazem agora enterrados!

Apesar da obscuridade
Apesar do que polvilha teu pensar
Foste heroína do amor
Levantaste-te do túmulo
Ao qual te rendeste por momentos
Expelindo tais memórias sepultadas

Olhas com esperança a luz espelhada nos céus
Arremetendo contra as visões da vida traída
Apaziguando a ira que te consome o coração

João Salvador - 04/02/2013