Será que o ignorante pensa que tem conhecimento e o que tem conhecimento se acha ignorante?
A poesia é um bálsamo para a alma. Neste cantinho eu navego por um mundo que construi e que me transmite paz. É para mim um refúgio onde o imaginário e o gosto pelas palavras me inundam e me fazem sonhar. Quem não precisa de sonhar, num mundo cada vez mais cinzento? Sejam bem-vindos! Visite ainda o meu blog: http://joaogomesalvador.blogspot.pt/
terça-feira, 2 de abril de 2013
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Quem és tu?
Seguro ternamente numa caneta
de plumas.
Procuro escrever um poema que
te invente.
Busco inspiração na tua beleza
…
Procuro palavras que não
encontro, porquê?
Será porque simplesmente não
existem?
Como poderei descrever quem és se
não és descritível?
Diria que és a minha realidade,
a minha verdade.
Serás o meu futuro ou até o meu
mundo.
Diria até que para mim és tudo
(ou não serás nada?)
A minha inspiração; um bem-querer.
Aquela que acorrenta o meu coração,
Aquela que o fechou numa
fortaleza,
O amordaçou e o protegeu da
dor.
Escondeste-o onde ninguém o alcança,
Pois o meu amor é só teu (Assim
o desejo!).
És aquela que me tira o sono
És aquela que me inquieta,
Mulher com quem sonho
E de quem me alimento.
Por mais que procure
descrever-te,
As palavras soam a insatisfação
Descrever-te … não consigo!
Não encontro palavras que te
façam jus
Em vez de palavras dar-te-ei,
Tudo aquilo que sinto e não
descrevo,
Carinho,
Um terno beijo,
O meu leito
O meu abraço,
Enfim …
A emoção, um baque no coração
Num eternizar de paixão!
João Salvador – 18/09/2011
quinta-feira, 28 de março de 2013
Hoje sonhei-te
Hoje sonhei-te
Um sonho transpirado
Um sonho que me consumiu
Um sonho inflamado!
Hoje sonhei-te
Vi-te bela apelando que te amasse
Vi-te formosa, apelando que te beija-se
Vi-te sensual, apelando que te tocasse
Hoje sonhei-te
Estavas ali mas não estavas
Estavas presente mas ausente
Estavas onde não estavas
Afinal que sonhei?
Afastaste-te do meu sonho
Resgatada pela sombra da vida
Pelo infortúnio e pela cobiça
Afinal vi-te e não te vi
Uma névoa tragou-te
Privou-me da tua visão
Acordei transpirando de dor!
Aquele vislumbre de ti
Um efémero instante
Nos segundos do meu pensamento
Foram roubados pelo meu acordar
Porquê?
Queria dormir eternamente!
Ver-te …
Ter-te …
Tocar-te …
Sentir-te …
Desfaleço por ti amor!
João Salvador – 12/02/2013
segunda-feira, 18 de março de 2013
Palavras incompreendidas
Belas palavras que dissestes
Reais, verdadeiramente … sentidas
Foram-no puras e verdadeiras …
Infelizmente incompreendidas
Que querias ouvir da sua boca?
Não vives num mundo de fadas
Vives num mundo real …
Neste mundo despido que buscáveis?
Questiona-lo porquê?
Suas palavras feridas!
Trespassaram teu coração …
Nunca o entenderás. Ó vida madrasta …
Os sonhos os desejos eram tantos!
Mas tais ensejos, a vida deixou-os morrer …
João Salvador – 18/03/2013
sexta-feira, 15 de março de 2013
Grandeza do homem (frases)
A grandeza do homem não reside na aparência
ou na postura senhorial que adopta (pois pode tratar-se apenas de aparente petulância),
mas tão só nos actos que pratica!
A aparência vê-se e os actos sentem-se!
João Salvador – 15/03/2013
Profissionalismo (frases)
O profissionalismo não nasce com o homem,
conquista-se e aprimora-se através de erros que se corrigem diariamente,
buscando-se um grau de maior perfeição.
João Salvador – 15/03/2013
segunda-feira, 11 de março de 2013
Andorinhas
Esvoaçam despreocupadas
Cortam o ar com suas asas
Acariciam o vento que as beija
Trazem com elas a primavera
Visão sublime que contemplo
Na liberdade que espelham
Tão pequenas e belas aves
Que bailam o azul do céu
Incansáveis obreiras
Fazem seus ninhos nas beiras
Buscam nos lodos a terra
Nos seus bicos trazem vida
Construindo o seu ninho
Onde nascerão seus filhos
João Salvador – 03/03/2013
http://1.bp.blogspot.com/-tn3pcLNlGmY/UHFdi_RPTkI/AAAAAAAAIaA/4r-7LxlzO1g/s1600/008-Andorinha2.jpg
Navegas na vida
Navegas oscilando no casco
Cujo barco ruma errante
Pela vida de suas gentes
Transportando-os ao sentimento
Que muda ao sabor do tempo!
Baixas suas velas
Que se rendem ao capricho do mar
Apagando a dor que te dilacera
Viajando vigorosas com a brisa do vento!
Segues navegando a vida
Com coragem …
Lanças as redes ao mar
Capturando o amor
Um amor ainda que errante
Ainda que não o desejado
Mas ainda assim lutas.
Lutas mulher pelo amor!
Pescas o que lançaste
Naquelas redes que teceste
Alimentadas pelas palavras
Proferidas sem retorno!
O choro soluçado te acompanha
Mas bem sabes que o porto
Se afastou, seguindo distante no horizonte
Alheado do ritmo do tempo presente
Vive agora o novo rumo …
Rende-te à vida presente
Ainda que sonâmbula
Ainda que dormente …
Mas vive mulher … VIVE!
João Salvador – 27/01/2013
sexta-feira, 8 de março de 2013
El rei D. Sebastião
Nas longínquas terras marroquinas
Nasce das trevas a salvação
Surge na batalha perdida, El rei Dom Sebastião
Caminha agora altivo para salvar a nação
Sepultado nas areias da mouraria
Ergueu-se agora do túmulo onde jazia
Vive sempre nas memórias
De um povo que o desejou
Surge das brumas da história
Navega na sua nau, garboso como o era
Esperança da pátria lusa, alimento de poetas
Faz-te ao caminho El Rei. Vem, salva a nação!
João Salvador – 07/03/2013
(Imagem retirada do Google)
domingo, 3 de março de 2013
Pátria ferida
Pátria lusa
Berço de Camões …
Porque choras?
Que te fizeram teus filhos?
Sangras extenuada de dor
Das feridas que te infligiram
Ingratos filhos que te habitam
Guiados por homem sem honra
Corrompidos pela cobiça
Entregam suas almas ao diabo!
Vendem-te a preço de salvo
Fazendo de todos escravos!
Deixa-me limpar-te as lágrimas
Sorver o sangue que te banha a face
Oferecer-te a minha vida
Por ti pátria que tanto amo!
Purga-te dos corruptos
Expele os hospedeiros
Ergue-te altiva como o foste outrora.
Acorda pátria lusa …não te deixes padecer!
João Salvador – 03/03/2013
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