domingo, 7 de abril de 2013

O olhar da morte



Escolhi viver intensamente!
Temo o fenecimento, desprezo-o.
Fujo, sem norte … da morte!

Pois …
Não sei como morrerei,
Mas sei como viverei!

Vi os teus olhos ó morte,
Personificado num cadáver sem vida.
Definhou com um sorriso,
Convidativo, mas assustador.

Onde morrerei, não sei,
Mas sei como viverei!

Vi-te atrás de uma máscara,
Vi-te tão perto e tão longe.

Não sei quando morrerei,
Mas sei como viverei!

João Salvador – 15/07/2011

terça-feira, 2 de abril de 2013

O conhecimento e a ignorância - Eterno conflito




Será que o ignorante pensa que tem conhecimento e o que tem conhecimento se acha ignorante?


A verdadeira aprendizagem é continua, daí que o bom aluno não se considere sabedor da verdade, aceitando e assimilando o conhecimento adquirido com humildade!

Quem bebe o conhecimento, saboreia-o sem arrogância, petulância ou prepotência. Prefere deixar transparecer ignorância ainda que o não seja deixando que os ignorantes vivam na ignorância dos seus próprios pensamentos.

João Salvador - 02/04/2013



segunda-feira, 1 de abril de 2013

Quem és tu?



Seguro ternamente numa caneta de plumas.
Procuro escrever um poema que te invente.
Busco inspiração na tua beleza …
Procuro palavras que não encontro, porquê?
Será porque simplesmente não existem?

Como poderei descrever quem és se não és descritível?
Diria que és a minha realidade, a minha verdade.
Serás o meu futuro ou até o meu mundo.

Diria até que para mim és tudo (ou não serás nada?)
A minha inspiração; um bem-querer.
Aquela que acorrenta o meu coração,
Aquela que o fechou numa fortaleza,
O amordaçou e o protegeu da dor.

Escondeste-o onde ninguém o alcança,
Pois o meu amor é só teu (Assim o desejo!).

És aquela que me tira o sono
És aquela que me inquieta,
Mulher com quem sonho
E de quem me alimento.

Por mais que procure descrever-te,
As palavras soam a insatisfação
Descrever-te … não consigo!
Não encontro palavras que te façam jus

Em vez de palavras dar-te-ei,
Tudo aquilo que sinto e não descrevo,
Carinho,
Um terno beijo,
O meu leito
O meu abraço,
Enfim …
A emoção, um baque no coração
Num eternizar de paixão!

João Salvador – 18/09/2011

quinta-feira, 28 de março de 2013

Hoje sonhei-te



Hoje sonhei-te
Um sonho transpirado
Um sonho que me consumiu
Um sonho inflamado!

Hoje sonhei-te
Vi-te bela apelando que te amasse
Vi-te formosa, apelando que te beija-se
Vi-te sensual, apelando que te tocasse

Hoje sonhei-te
Estavas ali mas não estavas
Estavas presente mas ausente
Estavas onde não estavas

Afinal que sonhei?
Afastaste-te do meu sonho
Resgatada pela sombra da vida
Pelo infortúnio e pela cobiça

Afinal vi-te e não te vi
Uma névoa tragou-te
Privou-me da tua visão
Acordei transpirando de dor!

Aquele vislumbre de ti
Um efémero instante
Nos segundos do meu pensamento
Foram roubados pelo meu acordar

Porquê?
Queria dormir eternamente!
Ver-te …
Ter-te …
Tocar-te …
Sentir-te …
Desfaleço por ti amor!

João Salvador – 12/02/2013


segunda-feira, 18 de março de 2013

Palavras incompreendidas



Belas palavras que dissestes
Reais, verdadeiramente … sentidas
Foram-no puras e verdadeiras …
Infelizmente incompreendidas

Que querias ouvir da sua boca?
Não vives num mundo de fadas
Vives num mundo real …
Neste mundo despido que buscáveis?

Questiona-lo porquê?
Suas palavras feridas!
Trespassaram teu coração …

Nunca o entenderás. Ó vida madrasta …
Os sonhos os desejos eram tantos!
Mas tais ensejos, a vida deixou-os morrer …

João Salvador – 18/03/2013

sexta-feira, 15 de março de 2013

Grandeza do homem (frases)



A grandeza do homem não reside na aparência ou na postura senhorial que adopta (pois pode tratar-se apenas de aparente petulância), mas tão só nos actos que pratica!
A aparência vê-se e os actos sentem-se!

João Salvador – 15/03/2013


Profissionalismo (frases)



O profissionalismo não nasce com o homem, conquista-se e aprimora-se através de erros que se corrigem diariamente, buscando-se um grau de maior perfeição.

João Salvador – 15/03/2013

segunda-feira, 11 de março de 2013

Andorinhas



Esvoaçam despreocupadas
Cortam o ar com suas asas
Acariciam o vento que as beija
Trazem com elas a primavera

Visão sublime que contemplo
Na liberdade que espelham
Tão pequenas e belas aves
Que bailam o azul do céu

Incansáveis obreiras
Fazem seus ninhos nas beiras
Buscam nos lodos a terra

Nos seus bicos trazem vida
Construindo o seu ninho
Onde nascerão seus filhos

João Salvador – 03/03/2013
http://1.bp.blogspot.com/-tn3pcLNlGmY/UHFdi_RPTkI/AAAAAAAAIaA/4r-7LxlzO1g/s1600/008-Andorinha2.jpg

Navegas na vida



Navegas oscilando no casco
Cujo barco ruma errante
Pela vida de suas gentes
Transportando-os ao sentimento
Que muda ao sabor do tempo!

Baixas suas velas
Que se rendem ao capricho do mar
Apagando a dor que te dilacera
Viajando vigorosas com a brisa do vento!

Segues navegando a vida
Com coragem …
Lanças as redes ao mar
Capturando o amor

Um amor ainda que errante
Ainda que não o desejado
Mas ainda assim lutas.
Lutas mulher pelo amor!

Pescas o que lançaste
Naquelas redes que teceste
Alimentadas pelas palavras
Proferidas sem retorno!

O choro soluçado te acompanha
Mas bem sabes que o porto
Se afastou, seguindo distante no horizonte
Alheado do ritmo do tempo presente

Vive agora o novo rumo …
Rende-te à vida presente
Ainda que sonâmbula
Ainda que dormente …
Mas vive mulher … VIVE!

João Salvador – 27/01/2013

sexta-feira, 8 de março de 2013

El rei D. Sebastião



Nas longínquas terras marroquinas
Nasce das trevas a salvação
Surge na batalha perdida, El rei Dom Sebastião
Caminha agora altivo para salvar a nação

Sepultado nas areias da mouraria
Ergueu-se agora do túmulo onde jazia
Vive sempre nas memórias
De um povo que o desejou

Surge das brumas da história
Navega na sua nau, garboso como o era
Esperança da pátria lusa, alimento de poetas
Faz-te ao caminho El Rei. Vem, salva a nação!

João Salvador – 07/03/2013
(Imagem retirada do Google)