sexta-feira, 19 de abril de 2013

Desabafos de um revoltado!



Nem sempre o mais belo poema, espelha o que nos vai na alma.
Nem sempre um belo sorriso transparece o que é verdadeiramente sentido, surgindo mascarado pelas mágoas que nos tocam no intimo do nosso ser!
Dias de desalento, tristeza visceral, que nos atormentam, buscando refugio num qualquer canto do viver, nas pequenas coisas que nos fazem prosseguir por este tortuoso caminho, ensanguentado pelas maldades humanas.
Prossigo pois este caminho, escravo dos sentimentos que me atingem ferozmente o coração.
Desalento pelo que vejo em redor. Um delapidar do que de verdadeiro e puro tem o amor!
A ganância dos homens, entristece-me, ainda que não verta as lágrimas que acumulo no íntimo do meu chorar.
Desfaleço perante a insensibilidade; a inércia; a incompetência, mas principalmente sofro pelo sofrer alheio, espelhado nos rostos das crianças que caminham descalças, rumo a um destino sem tino, a uma vida que não o é!
Rumam a uma escravidão imposta pelos poderosos da alta finança, que ditam as normas da vida e morte dos seres que sobrevivem a custo!
Agradeça ao ser supremo, quem tem um prato na mesa. Ainda que não faustoso poderá alimentar o seu corpo, mesmo que sua alma padeça!
Olhai vós que tendes a obrigação de dar um rumo à nação, vede onde nos levastes, seres insensíveis … monstruosos, hediondos!
Tirastes o sorrido às crianças; a vontade aos pais; o descanso aos velhos; a inspiração aos poetas … a cor ao mundo!

João Salvador - 14/04/2013

domingo, 14 de abril de 2013

Medos


Acredita em ti próprio e nas tuas capacidades. Abandona os medos que te atormentam a alma!
Com perseverança e fé terás mais possibilidades de alcançar o desejado.

João Salvador - 14/04/2013

sábado, 13 de abril de 2013

Vivo



Vivo num mundo sem sentido
Vivo no mundo iludido
Vivo no limbo perdido!
Vivo neste mundo cativo …

João Salvador – 03/03/2013

Lágrima



Uma lágrima chorada
Uma lágrima vertida
Uma lágrima dorida

Uma amizade verdadeira
Uma amizade pura
Uma amizade roubada

Uma partida inesperada
Uma partida sofrida
Uma partida da vida


João Salvador – 17/07/2012

domingo, 7 de abril de 2013

Pecados da carne



Nas lembranças de outrora
Percorri ternamente teu corpo
Apoderei-me da tua boca sedenta
Senti o desejo em teus lábios
Perdi-me no teu beijar

Enlouquecido …
Fui levado pelo desejo
Tomei teu corpo
E teus mais íntimos recantos
Fui levado pela loucura

A racionalidade perdeu-se
Sucumbimos ao desejo da carne
À fusão do homem e da mulher
Penetrei na tua alma carente
Absorvendo o teu deleite
Rebentando os amantes
Num prazer luxuriante
Que irracionalmente buscavam …

João Salvador – 01/04/2013
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O olhar da morte



Escolhi viver intensamente!
Temo o fenecimento, desprezo-o.
Fujo, sem norte … da morte!

Pois …
Não sei como morrerei,
Mas sei como viverei!

Vi os teus olhos ó morte,
Personificado num cadáver sem vida.
Definhou com um sorriso,
Convidativo, mas assustador.

Onde morrerei, não sei,
Mas sei como viverei!

Vi-te atrás de uma máscara,
Vi-te tão perto e tão longe.

Não sei quando morrerei,
Mas sei como viverei!

João Salvador – 15/07/2011

terça-feira, 2 de abril de 2013

O conhecimento e a ignorância - Eterno conflito




Será que o ignorante pensa que tem conhecimento e o que tem conhecimento se acha ignorante?


A verdadeira aprendizagem é continua, daí que o bom aluno não se considere sabedor da verdade, aceitando e assimilando o conhecimento adquirido com humildade!

Quem bebe o conhecimento, saboreia-o sem arrogância, petulância ou prepotência. Prefere deixar transparecer ignorância ainda que o não seja deixando que os ignorantes vivam na ignorância dos seus próprios pensamentos.

João Salvador - 02/04/2013



segunda-feira, 1 de abril de 2013

Quem és tu?



Seguro ternamente numa caneta de plumas.
Procuro escrever um poema que te invente.
Busco inspiração na tua beleza …
Procuro palavras que não encontro, porquê?
Será porque simplesmente não existem?

Como poderei descrever quem és se não és descritível?
Diria que és a minha realidade, a minha verdade.
Serás o meu futuro ou até o meu mundo.

Diria até que para mim és tudo (ou não serás nada?)
A minha inspiração; um bem-querer.
Aquela que acorrenta o meu coração,
Aquela que o fechou numa fortaleza,
O amordaçou e o protegeu da dor.

Escondeste-o onde ninguém o alcança,
Pois o meu amor é só teu (Assim o desejo!).

És aquela que me tira o sono
És aquela que me inquieta,
Mulher com quem sonho
E de quem me alimento.

Por mais que procure descrever-te,
As palavras soam a insatisfação
Descrever-te … não consigo!
Não encontro palavras que te façam jus

Em vez de palavras dar-te-ei,
Tudo aquilo que sinto e não descrevo,
Carinho,
Um terno beijo,
O meu leito
O meu abraço,
Enfim …
A emoção, um baque no coração
Num eternizar de paixão!

João Salvador – 18/09/2011

quinta-feira, 28 de março de 2013

Hoje sonhei-te



Hoje sonhei-te
Um sonho transpirado
Um sonho que me consumiu
Um sonho inflamado!

Hoje sonhei-te
Vi-te bela apelando que te amasse
Vi-te formosa, apelando que te beija-se
Vi-te sensual, apelando que te tocasse

Hoje sonhei-te
Estavas ali mas não estavas
Estavas presente mas ausente
Estavas onde não estavas

Afinal que sonhei?
Afastaste-te do meu sonho
Resgatada pela sombra da vida
Pelo infortúnio e pela cobiça

Afinal vi-te e não te vi
Uma névoa tragou-te
Privou-me da tua visão
Acordei transpirando de dor!

Aquele vislumbre de ti
Um efémero instante
Nos segundos do meu pensamento
Foram roubados pelo meu acordar

Porquê?
Queria dormir eternamente!
Ver-te …
Ter-te …
Tocar-te …
Sentir-te …
Desfaleço por ti amor!

João Salvador – 12/02/2013


segunda-feira, 18 de março de 2013

Palavras incompreendidas



Belas palavras que dissestes
Reais, verdadeiramente … sentidas
Foram-no puras e verdadeiras …
Infelizmente incompreendidas

Que querias ouvir da sua boca?
Não vives num mundo de fadas
Vives num mundo real …
Neste mundo despido que buscáveis?

Questiona-lo porquê?
Suas palavras feridas!
Trespassaram teu coração …

Nunca o entenderás. Ó vida madrasta …
Os sonhos os desejos eram tantos!
Mas tais ensejos, a vida deixou-os morrer …

João Salvador – 18/03/2013