sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Vagueias perdida


Perscrutas a escuridão
Caminhas em silêncio
Vagueias nos pensamentos
Procurando a razão!

Olhas com olhar felino
Com sentido apurado
Tudo que o amor te tragou
Vigiando quem te amou

Quem te amou não te vê
Mas quem te vê te amou
Vivendo na penúria do pensar!

Sofres amargurada o destino
Tragédia que a vida armou
Vidas que o amor matou!

João Salvador – 28/07/2013

domingo, 28 de julho de 2013

Cobardia



A cobardia impede o amor, mata os sonhos, extermina os desejos …

Querer dizer sim mas dizer não …
Hesitantes palavras renunciadas que te empedram a alma
Palavras lançadas sem retorno que matam o amor!

Maldita cobardia,
Maldito comodismo,
Maldito receio de arriscar,

Cobarde!
Medroso!
Vil mortal sonhador
Viverás o amor apenas no sonho!

Nunca alcançaras o paraíso
Nunca sentirás seu corpo
Nunca a sentirás em ti!


João Salvador – 28/07/2013

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Amor pela terra

 

Corre nas minhas veias
O coração do norte
Corre nas minhas veias
O berço do meu nascimento
Corre nas minhas veias
O aroma do campo

Cultivo em mim o amor pela terra
O amor pelas minhas gentes
A cultura da humildade
Os laços inquebráveis
Dos rostos daqueles
Que me fizeram o que sou hoje

Corre nas minhas veias
o orgulho do meu berço!
Sinto em mim as tradições
Que resgato nas memórias vividas

Ó terra minha
Que te amem suas gentes
Como eu te amo incondicionalmente
Com o sangue que me habita nas veias!
  

João Salvador – 24/07/2013

domingo, 21 de julho de 2013

Desnudada pela chuva


Caminhas desnudada,
pela chuva que te purga
Percorres veredas no tempo,
açoitada pelas águas caprichosas
cuspidas pelos céus
Face que banhas num líquido gélido
De uma vida que te habita
Percorres teus caminhos solitários
Sentindo as gotículas de Zeus
Fundes-te na noite
Perdida nas memórias …
Dançando à chuva
Sorvendo a escuridão …


João Salvador – 28/03/2013

terça-feira, 16 de julho de 2013

Memórias em ruinas

 


Memória que jaz em ruínas - assim foi em dia de memórias recortadas que esvoaçaram no passado. Dias em que mergulhastes na profundidade dos pensamentos, ocultados na alma!

Percorrestes recantos trilhados na inocência vivida numa adolescência docemente perdida – ou talvez não, onde a dureza das vidas talhavam uma personalidade vincada em cada ser que labutava, suando o seu sustento.

As alegrias, os sorrisos os castigos imerecidos prontamente aplicados pela maldade humana daqueles que se julgam deuses das almas errantes!

Tudo isso abraçou as ruínas das vidas passadas, unidas agora em fragmentos que havíeis perdido num qualquer cofre guardado na mente.

Caminhos percorridos, impregnados de silvados obscuros, cujas sombras perseguem os corações ingénuos, puros e ávidos de amor, prontamente cortados pela mão da paixão, ainda que sejam caminhos abandonados e quiçá perdidos no rumo do destino.

Com o olhar sequioso, visionastes o quadro natural, com o qual vos presenteou Lupércio, deus dos bosques dos rebanhos e dos pastores, que conheceis da mitologia grega. Deus que caminha altivo pelas grutas, vagando por florestas, mirando o seu reino, ladeado de ninfas que o veneram.

Os cheiros brotados pela terra; as criaturas que dela se alimentam, tudo em si neste quadro desenhado pela natureza e que ousais agora recordar, são memórias melosamente doces; tocantes … inebriantes, são as vossas memórias de locais que outrora pisastes.

Nenhum bem material é tão rico em sensações; emoções … vida, como as recordações doces – ou não tanto assim, dum passado remoto ainda que recente. Nada comprará o que já vivestes, amealhado agora no cofre da tua mente, que por vezes abres com a chave da melancolia, procurando a resposta para a tua própria vida.

Amais a vossa terra; a vossa pátria a vossa nação, senti o seu cheiro a sangue jorrado por patriotas que sangraram pelas entranhas que largaram em seu nome, em nome de um país que agora os abandona ao esquecimento.

Foi em terras lusas que nascestes, nas montanhas que ficam para lá do Marão. Terra onde a dureza suada das existências conquistadas levou já muitas vidas, outrora que sorriam apesar das adversidades e que cantavam a pátria lusa … agora votada a um rumo de perdição, por filhos que caminham errantes para um abismo de ruína!

Pátria vives agora mutilada, agonizante e doente … que cura pode teu filho oferecer-te?



João Salvador – 10/07/2013

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Fragmentos de vida


Na ruína das memórias estilhaçadas, descobri os fragmentos reconstruidos com os quais busquei o verdadeiro significado para a minha frágil existência.

João Salvador – 10/07/2013

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Deus Sol


Vives brilhando num contagioso esplendor
Deslumbrando graciosidade na vida de quem te observa
Radiosamente cegas teus servos deleitados
Seus pequenos corações que aqueces
Rendidos já que estavam às amarguras da vida
Cujos sentimentos jaziam petrificados

A luz emanada de teu sol, iluminou suas faces
O calor aqueceu suas peles …
Nutriu suas almas sedentas …
Afastando-os do rumo dos tristes
A vida centra-se em ti, no deus que brilha
Vives sorrindo para as gentes que te contemplam
E que amam a divindade que habita em ti!

João Salvador – 03/03/2013

domingo, 16 de junho de 2013

Névoas


Névoas pairam nos bosques
Estrangulando a visão da floresta
Incólume à força do sol que procura dissipá-la
Enraíza-se sem pudor no coração das gentes
Torna-os inanimados … insensíveis
Mata-os para a vida
Suga-lhes o sentimento
Mergulhando o amor nas trevas!

Tentativas vãs (ténues sem convicção)
Lutam contra as medonhas névoas
Sentimentos ousam florir nos campos
Personificados nas flores da paixão,
que desabrocham envergonhadas
Irradiando luz, ofuscando por momentos a escuridão

Mas logo as trevas as tragam, consumindo-as,
lançando-as no abismo da incompreensão
Matando-as, num túmulo frio sem vida

A esperança reside na pureza do sentimento
Apenas a esperança conseguirá vencer tais névoas:
O amor incondicional,
A paixão arrebatadora

Esses sentimentos farão o sol brilhar
As névoas dissipar
Os campos brilhar
A vida brotar
O amor ganhar!
 

João Salvador – 02/01/2013

domingo, 9 de junho de 2013

Vento impiedoso


O vento passa gritante …
Corta o ar com o fio da espada
Trespassa corações incautos
Rasgando-lhes a réstia de amor

Dilacerante sofrimento,
que agoniza teu ser.
Preenche-se de mágoa
Sente-la presente,
dor que não cessa …
Apaga a alma para o amor!

João Salvador – 05/01/2013

sábado, 1 de junho de 2013

Amor sentido


Estejas onde estiveres
Vivas onde viveres
Voes para onde voares
O amor que cinzelas-te
No peito da minha alma,
Gravado a ferro e fogo
Jaz ali adormecido
Acordado pela nostalgia
Guardado no cofre da vida


João Salvador – 7/04/2013