A poesia é um bálsamo para a alma. Neste cantinho eu navego por um mundo que construi e que me transmite paz. É para mim um refúgio onde o imaginário e o gosto pelas palavras me inundam e me fazem sonhar. Quem não precisa de sonhar, num mundo cada vez mais cinzento? Sejam bem-vindos! Visite ainda o meu blog: http://joaogomesalvador.blogspot.pt/
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Tempos de luxúria
Tempos memoráveis
Momentos inesquecíveis
Dias de pura luxúria
Instantes de paixão
Ensejos … tesão
Sensações vividas.
Contactos de corpos,
sedentos pelo toque.
Cheiros trocados.
Fluídos emanados,
pelo prazer …
Delirante dos amantes!
São agora …
deliciosas e doces memórias …
Prazeres idos que guardais,
Mas esperais reviver!
João Salvador – 12/08/2013
(Imagem retirada da Internet)
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
Rosto da inocência perdida
Rosto de criança ferida
Rosto de sonho sumido
Rosto de inocência roubada
Rosto de uma lágrima contida
Rosto de uma menina perdida
Choram os corações
Perdem-se as ilusões
Castiguem-se os homens
Causadores de tanta dor
Crianças sofrem a incúria
Crianças gritam a injustiça
Mundo que não as protege
Mundo cão
Mundo sem salvação!
João Salvador – 12/07/2013
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
Vagueias perdida
Perscrutas a escuridão
Caminhas em silêncio
Vagueias nos pensamentos
Procurando a razão!
Olhas com olhar felino
Com sentido apurado
Tudo que o amor te tragou
Vigiando quem te amou
Quem te amou não te vê
Mas quem te vê te amou
Vivendo na penúria do pensar!
Sofres amargurada o destino
Tragédia que a vida armou
Vidas que o amor matou!
João Salvador – 28/07/2013
domingo, 28 de julho de 2013
Cobardia
A cobardia impede o amor, mata os sonhos,
extermina os desejos …
Querer dizer sim mas dizer não …
Hesitantes palavras renunciadas que te
empedram a alma
Palavras lançadas sem retorno que matam o
amor!
Maldita cobardia,
Maldito comodismo,
Maldito receio de arriscar,
Cobarde!
Medroso!
Vil mortal sonhador
Viverás o amor apenas no sonho!
Nunca alcançaras o paraíso
Nunca sentirás seu corpo
Nunca a sentirás em ti!
João Salvador – 28/07/2013
quarta-feira, 24 de julho de 2013
Amor pela terra
Corre nas minhas veias
O coração do norte
Corre nas minhas veias
O berço do meu nascimento
Corre nas minhas veias
O aroma do campo
Cultivo em mim o amor pela terra
O amor pelas minhas gentes
A cultura da humildade
Os laços inquebráveis
Dos rostos daqueles
Que me fizeram o que sou hoje
Corre nas minhas veias
o orgulho
do meu berço!
Sinto em mim as tradições
Que resgato nas memórias vividas
Ó terra minha
Que te amem suas gentes
Como eu te amo incondicionalmente
Com o sangue que me habita nas veias!
João Salvador – 24/07/2013
domingo, 21 de julho de 2013
Desnudada pela chuva
Caminhas desnudada,
pela chuva que te purga
Percorres veredas no tempo,
açoitada pelas águas caprichosas
cuspidas pelos céus
Face que banhas num líquido gélido
De uma vida que te habita
Percorres teus caminhos solitários
Sentindo as gotículas de Zeus
Fundes-te na noite
Perdida nas memórias …
Dançando à chuva
Sorvendo a escuridão …
João Salvador – 28/03/2013
terça-feira, 16 de julho de 2013
Memórias em ruinas
Memória que jaz em ruínas -
assim foi em dia de memórias recortadas que esvoaçaram no passado. Dias em que
mergulhastes na profundidade dos pensamentos, ocultados na alma!
Percorrestes recantos
trilhados na inocência vivida numa adolescência docemente perdida – ou talvez
não, onde a dureza das vidas talhavam uma personalidade vincada em cada ser que
labutava, suando o seu sustento.
As alegrias, os sorrisos os
castigos imerecidos prontamente aplicados pela maldade humana daqueles que se
julgam deuses das almas errantes!
Tudo isso abraçou as ruínas
das vidas passadas, unidas agora em fragmentos que havíeis perdido num qualquer
cofre guardado na mente.
Caminhos percorridos,
impregnados de silvados obscuros, cujas sombras perseguem os corações ingénuos,
puros e ávidos de amor, prontamente cortados pela mão da paixão, ainda que
sejam caminhos abandonados e quiçá perdidos no rumo do destino.
Com o olhar sequioso, visionastes
o quadro natural, com o qual vos presenteou Lupércio, deus dos bosques dos
rebanhos e dos pastores, que conheceis da mitologia grega. Deus que caminha
altivo pelas grutas, vagando por florestas, mirando o seu reino, ladeado de
ninfas que o veneram.
Os cheiros brotados pela
terra; as criaturas que dela se alimentam, tudo em si neste quadro desenhado
pela natureza e que ousais agora recordar, são memórias melosamente doces;
tocantes … inebriantes, são as vossas memórias de locais que outrora pisastes.
Nenhum bem material é tão
rico em sensações; emoções … vida, como as recordações doces – ou não tanto
assim, dum passado remoto ainda que recente. Nada comprará o que já vivestes,
amealhado agora no cofre da tua mente, que por vezes abres com a chave da
melancolia, procurando a resposta para a tua própria vida.
Amais a vossa terra; a vossa
pátria a vossa nação, senti o seu cheiro a sangue jorrado por patriotas que
sangraram pelas entranhas que largaram em seu nome, em nome de um país que
agora os abandona ao esquecimento.
Foi em terras lusas que
nascestes, nas montanhas que ficam para lá do Marão. Terra onde a dureza suada
das existências conquistadas levou já muitas vidas, outrora que sorriam apesar
das adversidades e que cantavam a pátria lusa … agora votada a um rumo de
perdição, por filhos que caminham errantes para um abismo de ruína!
Pátria vives agora mutilada,
agonizante e doente … que cura pode teu filho oferecer-te?
João Salvador – 10/07/2013
quarta-feira, 10 de julho de 2013
Fragmentos de vida
Na
ruína das memórias estilhaçadas, descobri os fragmentos reconstruidos com os
quais busquei o verdadeiro significado para a minha frágil existência.
João Salvador – 10/07/2013
sexta-feira, 28 de junho de 2013
Deus Sol
Vives brilhando num contagioso esplendor
Deslumbrando graciosidade na vida de quem te
observa
Radiosamente cegas teus servos deleitados
Seus pequenos corações que aqueces
Rendidos já que estavam às amarguras da vida
Cujos sentimentos jaziam petrificados
A luz emanada de teu sol, iluminou suas faces
O calor aqueceu suas peles …
Nutriu suas almas sedentas …
Afastando-os do rumo dos tristes
A vida centra-se em ti, no deus que brilha
Vives sorrindo para as gentes que te
contemplam
E que amam a divindade que habita em ti!
João Salvador – 03/03/2013
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