Quando o desânimo bate à porta, devemos pensar naqueles que estão pior que nos e ainda assim possuem uma força hercúlea para enfrentar os obstáculos da vida. Nessas alturas devemos pensar se os nossos problemas são insolúveis, ou simplesmente baixamos os braços por cobardia?
A poesia é um bálsamo para a alma. Neste cantinho eu navego por um mundo que construi e que me transmite paz. É para mim um refúgio onde o imaginário e o gosto pelas palavras me inundam e me fazem sonhar. Quem não precisa de sonhar, num mundo cada vez mais cinzento? Sejam bem-vindos! Visite ainda o meu blog: http://joaogomesalvador.blogspot.pt/
domingo, 27 de abril de 2014
quinta-feira, 24 de abril de 2014
Poema calado
Não ouso
escrever-te um poema
Que diria
nessas parcas quadras?
Hoje nada
sei e de nada tenho certeza
Já não sei
quem sou, nem quem tu és!
O que fomos
nos dois?
O que somos
agora?
Tantas
questões,
Nenhuma resposta
Busco apenas no silêncio
Estará nele a solução?
Será no
barulho dessa quietude
Que encontrarei
a resposta?
João
Salvador – 24/04/2014
sábado, 19 de abril de 2014
Montanha dos sonhos perdidos
Horizonte perdido, ladeia a montanha de teus sonhos
Não conseguem transpor tão grandioso obstáculo
Galgas caminhos, cortas por encruzilhas
Mas não alcanças o rio que mata a sede da saudade
Água que corre para lá da montanha
Onde saciarias a sede do amor cobiçado
Que buscas sofregamente até a exaustão!
Escorregas em cada pedra mas não desistes
Continuas buscando o amor perdido
Não conheces a palavra não! Levantas-te e segues …
Alcançado o cume, olhas para o lado alcançado!
Absorves os aromas emanados pela paixão
Ouves o som de uma deusa outrora que foi tua
Vê-la ainda longínqua, ocultada pela névoa
Lês seus pensamentos e ela os teus … paralisas
Finalmente choram o amor que não podem ter!
Resta-lhes o consolo das recordações
Desse ultimo olhar fulminante
Que lhes rasga o coração … gritando
Dilacerados pela dor da saudade que lhes mata a paixão!
João Salvador – 19/04/2014
quarta-feira, 16 de abril de 2014
Despido de amor
Nu!
Despido …
Sentimentos caídos
Pedra fria
O que sou?
Um corpo inacabado
Inabitado …
Onde mora o amor?
Vazio …
Inócuo
Memórias perdidas!
No pantanal dos sentidos
Onde reina a dor
E a obscuridade da desilusão!
João Salvador – 21/02/2014
Triste ilusão
Nos pequenos gestos encontras o carinho
Nas palavras o afecto …
Não terás irrealidades
Nem sonhos inatingíveis
Ou momentos efémeros
Ilusórios
Que te preencham um momento
E te abandonem vazia
As pequenas coisas que possuis
São riquezas que não valorizas agora …
Até as perderes
Num remorso mortal
Que te atinja a alma
Que jaz vazia
Num sepulcro sem vida!
De que te valeu a cegueira …
Apenas a morte de uma falsa paixão?
Quem és agora?
Um fantasma de ti próprio?
Tudo tinhas …
Nada tens …
Vagueias perdido no mar da desilusão!
João Salvador – 08/02/2014
quinta-feira, 10 de abril de 2014
Conquita versus desilusão
Não te deixes render a encantos fúteis e
galanteios falseados, onde o verdadeiro sentimento não tem lugar.
Uma conquista fácil destrói a mística e o
prazer, perdendo-se com a meta alcançada, surgindo depois o vazio
da desilusão e o sentimento de rejeição.
João Salvador – 18/03/2014
terça-feira, 8 de abril de 2014
Floresta encantada
Respiro o ar da floresta encantada
Das folhas que adornam seus troncos nus
Envergonhada ao olhar humano
Mas liberta do olhar crítico de Àrtemis
Caminhando pelo ventre dos majestosos guardiões
Medito a sua grandiosidade, beleza e altivez
Que me ensinam a pequenez universal
Da Mequinez egoísta dos humanos
Liberto-me na sua paz que rodeia o ar
respirado
Aliviando-me do fardo do eu que me persegue
Alimentando-me a alma para a beleza da vida!
Sorvo a plenos pulmões a sua pureza
Visto-me da sua inocência, despida de
preconceito
Rumando agora rejuvenescido, nascido para um
novo dia!
João Salvador – 18/01/2014
quarta-feira, 2 de abril de 2014
Espaço exíguo
Exíguo espaço que tenho em mim
Confinando à caixa da decepção
Perdido em movimentos escassos
Libertados pela mente doente!
Fisicamente preso ao mundo real
Dentro de uma mala dourada
Ornada de promessas vãs!
Cheia de sonhos não vividos
Alma algemada às dores carnais
Coração agrilhoado ao amor traído
Pensamentos distantes que sufocam
Liberdade de um amor perdido
Que jaz confinado ao tempo e espaço
Prisão da qual procuras fugir!
João Salvador – 20/03/2014
Insónias
Perco-me na insónia da noite
O sono desperta
Teu corpo
Esbelto …
Curvas delineadas
Apetitosas
Libertam impulsos carnais
Aquecem o sangue
Apagam-me a vontade de dormir
Transpiro …
Movimento-me
Viro-me para a direita
Gesticulo para a esquerda
Não adormeço …
Insónias …
Provocas-me insónias
Mulher!
Ama-me, possui-me!
Não me apoquentes mais
Não me mates de desejo
Ou então deixa-me dormir!
João Salvador – 20/03/2014
Desejo irracional
Caiem as pétalas no céu de um corpo nu
Beijando a pele sensível com sofreguidão
Percorrem os nervos desse corpo carente
Desejoso por sentimentos de paixão!
O desejo aflora abrupto e selvagem
As carnes aquecem descontroladas
Teus seios enrijecem apelando à cópula
Alimentando o erotismo da mente
Num ciclo crescente perdes a razão
Não queres saber de censura
Desprezas agora o pudor
Tudo em ti é loucura
Vives do desejo carnal
Inebriada pela insanidade
Uma doce loucura, eletrizante
Tudo em ti transpira tesão!
João Salvador – 28/02/2014
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