A poesia é um bálsamo para a alma. Neste cantinho eu navego por um mundo que construi e que me transmite paz. É para mim um refúgio onde o imaginário e o gosto pelas palavras me inundam e me fazem sonhar. Quem não precisa de sonhar, num mundo cada vez mais cinzento? Sejam bem-vindos! Visite ainda o meu blog: http://joaogomesalvador.blogspot.pt/
sábado, 24 de maio de 2014
sexta-feira, 16 de maio de 2014
Todos têm um preço?
O mundo actual inclina-se precisamente para a norma cada vez mais aceite pela sociedade de que tudo tem um preço (até a dignidade de cada um), quer o bem material quer o sentimento humano.
O resto são os valores que são cada vez mais como uma névoa, dissipando-se nesta sociedade colectiva, mas individual em que cada um luta nesta selva de bajuladores apenas pelo seu bem-estar, desprezando o sentimento alheio!
João Salvador - 16/05/2014
segunda-feira, 28 de abril de 2014
Mulher ou animal – Mulher Mistério
Mulher mistério
Por mais que busque não te encontro
Não sei quem és
És animal ou mulher?
Olhar penetrante …
Por vezes inquietante
Olhar de loba submissa
Que logo transformas em
fera!
Mergulhando no teu lado
humano
Percorri o labirinto de ti
Caminhei por emoções
Senti os sonhos
As ilusões …
Chorei teu amor perdido
Rendi-me à beleza da tua
alma cristalina
Nessa encruzilhada
encontrei-te
Mas logo te perdi
Tornaste-te loba errante
Feroz de sentimentos
cerrados
Incompreensiva para o amor
humano
Indiferente a tudo o que
senti por ti
Fechada nesse corpo animal
Encerras-te o capítulo
De todas as histórias de
amor!
João Salvador – 28/04/2014
Lábios Carnudos
Outrora senti os lábios
carnudos
O toque das bocas que se
tocaram
O calor libertado pelo
contacto
O desejo, acendia a chama da
vida!
As línguas que se
entrelaçavam
Num redemoinho de prazer
incessante
Percorriam o céu da loucura
Voando pelo abismo da
perdição!
O tempo selou teus lábios
carnudos
Tornou pecado o meu amor e o
teu
Proibiram os beijos molhados
O silêncio emana desses
lábios, que outrora foram meus …
Hoje são espelho de um amor
ceifado!
São … paixões que agora não sentem!
João Salvador – 28/04/2014
domingo, 27 de abril de 2014
Coragem versus cobardia
Quando o desânimo bate à porta, devemos pensar naqueles que estão pior que nos e ainda assim possuem uma força hercúlea para enfrentar os obstáculos da vida. Nessas alturas devemos pensar se os nossos problemas são insolúveis, ou simplesmente baixamos os braços por cobardia?
quinta-feira, 24 de abril de 2014
Poema calado
Não ouso
escrever-te um poema
Que diria
nessas parcas quadras?
Hoje nada
sei e de nada tenho certeza
Já não sei
quem sou, nem quem tu és!
O que fomos
nos dois?
O que somos
agora?
Tantas
questões,
Nenhuma resposta
Busco apenas no silêncio
Estará nele a solução?
Será no
barulho dessa quietude
Que encontrarei
a resposta?
João
Salvador – 24/04/2014
sábado, 19 de abril de 2014
Montanha dos sonhos perdidos
Horizonte perdido, ladeia a montanha de teus sonhos
Não conseguem transpor tão grandioso obstáculo
Galgas caminhos, cortas por encruzilhas
Mas não alcanças o rio que mata a sede da saudade
Água que corre para lá da montanha
Onde saciarias a sede do amor cobiçado
Que buscas sofregamente até a exaustão!
Escorregas em cada pedra mas não desistes
Continuas buscando o amor perdido
Não conheces a palavra não! Levantas-te e segues …
Alcançado o cume, olhas para o lado alcançado!
Absorves os aromas emanados pela paixão
Ouves o som de uma deusa outrora que foi tua
Vê-la ainda longínqua, ocultada pela névoa
Lês seus pensamentos e ela os teus … paralisas
Finalmente choram o amor que não podem ter!
Resta-lhes o consolo das recordações
Desse ultimo olhar fulminante
Que lhes rasga o coração … gritando
Dilacerados pela dor da saudade que lhes mata a paixão!
João Salvador – 19/04/2014
quarta-feira, 16 de abril de 2014
Despido de amor
Nu!
Despido …
Sentimentos caídos
Pedra fria
O que sou?
Um corpo inacabado
Inabitado …
Onde mora o amor?
Vazio …
Inócuo
Memórias perdidas!
No pantanal dos sentidos
Onde reina a dor
E a obscuridade da desilusão!
João Salvador – 21/02/2014
Triste ilusão
Nos pequenos gestos encontras o carinho
Nas palavras o afecto …
Não terás irrealidades
Nem sonhos inatingíveis
Ou momentos efémeros
Ilusórios
Que te preencham um momento
E te abandonem vazia
As pequenas coisas que possuis
São riquezas que não valorizas agora …
Até as perderes
Num remorso mortal
Que te atinja a alma
Que jaz vazia
Num sepulcro sem vida!
De que te valeu a cegueira …
Apenas a morte de uma falsa paixão?
Quem és agora?
Um fantasma de ti próprio?
Tudo tinhas …
Nada tens …
Vagueias perdido no mar da desilusão!
João Salvador – 08/02/2014
quinta-feira, 10 de abril de 2014
Conquita versus desilusão
Não te deixes render a encantos fúteis e
galanteios falseados, onde o verdadeiro sentimento não tem lugar.
Uma conquista fácil destrói a mística e o
prazer, perdendo-se com a meta alcançada, surgindo depois o vazio
da desilusão e o sentimento de rejeição.
João Salvador – 18/03/2014
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