segunda-feira, 2 de junho de 2014

Chave da vida


Caminha numa solidão perfumada pelo tempo
Vagueando pelos mistérios das chaves da vida
Revisitando florestas mitológicas encantadas
Aguardando resolução de conflitos só seus

Torturado por memórias desprezíveis de dor
Presas no limbo, guardadas no labirinto a sete chaves
Coberto por eras que sugam os pensamentos
Absorvendo as belezas de um amor frustrado

Cabisbaixo, desalentado, arrastando pé ante pé
Segues penitente suplicando, orando a salvação
De uma alma que busca o almejado perdão!

Banhas o solo da perdição com lágrimas ácidas
Aumentando a alma nublosa que habita em ti
Procurando liberta-la com a chave da vida!


João Salvador 02/06/2014

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Todos têm um preço?


O mundo actual inclina-se precisamente para a norma cada vez mais aceite pela sociedade de que tudo tem um preço (até a dignidade de cada um), quer o bem material quer o sentimento humano.
O resto são os valores que são cada vez mais como uma névoa, dissipando-se nesta sociedade colectiva, mas individual em que cada um luta nesta selva de bajuladores apenas pelo seu bem-estar, desprezando o sentimento alheio!



João Salvador - 16/05/2014

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Mulher ou animal – Mulher Mistério

Mulher mistério
Por mais que busque não te encontro
Não sei quem és
És animal ou mulher?



Olhar penetrante …
Por vezes inquietante
Olhar de loba submissa
Que logo transformas em fera!

Mergulhando no teu lado humano
Percorri o labirinto de ti
Caminhei por emoções
Senti os sonhos
As ilusões …
Chorei teu amor perdido
Rendi-me à beleza da tua alma cristalina
Nessa encruzilhada encontrei-te
Mas logo te perdi
Tornaste-te loba errante
Feroz de sentimentos cerrados
Incompreensiva para o amor humano
Indiferente a tudo o que senti por ti
Fechada nesse corpo animal
Encerras-te o capítulo
De todas as histórias de amor!


João Salvador – 28/04/2014

Lábios Carnudos



Outrora senti os lábios carnudos
O toque das bocas que se tocaram
O calor libertado pelo contacto
O desejo, acendia a chama da vida!

As línguas que se entrelaçavam
Num redemoinho de prazer incessante
Percorriam o céu da loucura
Voando pelo abismo da perdição!

O tempo selou teus lábios carnudos
Tornou pecado o meu amor e o teu
Proibiram os beijos molhados

O silêncio emana desses lábios, que outrora foram meus …
Hoje são espelho de um amor ceifado!
São … paixões que agora não sentem!


João Salvador – 28/04/2014

domingo, 27 de abril de 2014

Coragem versus cobardia


Quando o desânimo bate à porta, devemos pensar naqueles que estão pior que nos e ainda assim possuem uma força hercúlea para enfrentar os obstáculos da vida. Nessas alturas devemos pensar se os nossos problemas são insolúveis, ou simplesmente baixamos os braços por cobardia?

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Poema calado


Não ouso escrever-te um poema
Que diria nessas parcas quadras?
Hoje nada sei e de nada tenho certeza
Já não sei quem sou, nem quem tu és!

O que fomos nos dois?
O que somos agora?
Tantas questões,
Nenhuma resposta

Busco apenas no silêncio
Estará nele a solução?
Será no barulho dessa quietude
Que encontrarei a resposta?


João Salvador – 24/04/2014

sábado, 19 de abril de 2014

Montanha dos sonhos perdidos


Horizonte perdido, ladeia a montanha de teus sonhos
Não conseguem transpor tão grandioso obstáculo
Galgas caminhos, cortas por encruzilhas
Mas não alcanças o rio que mata a sede da saudade

Água que corre para lá da montanha
Onde saciarias a sede do amor cobiçado
Que buscas sofregamente até a exaustão!
Escorregas em cada pedra mas não desistes

Continuas buscando o amor perdido
Não conheces a palavra não! Levantas-te e segues …
Alcançado o cume, olhas para o lado alcançado!
Absorves os aromas emanados pela paixão

Ouves o som de uma deusa outrora que foi tua
Vê-la ainda longínqua, ocultada pela névoa
Lês seus pensamentos e ela os teus … paralisas
Finalmente choram o amor que não podem ter!

Resta-lhes o consolo das recordações
Desse ultimo olhar fulminante
Que lhes rasga o coração … gritando
Dilacerados pela dor da saudade que lhes mata a paixão!


João Salvador – 19/04/2014

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Despido de amor


Nu!
Despido …
Sentimentos caídos
Pedra fria
O que sou?
Um corpo inacabado
Inabitado …
Onde mora o amor?
Vazio …
Inócuo
Memórias perdidas!
No pantanal dos sentidos
Onde reina a dor
E a obscuridade da desilusão!


João Salvador – 21/02/2014

Triste ilusão


Nos pequenos gestos encontras o carinho
Nas palavras o afecto …
Não terás irrealidades
Nem sonhos inatingíveis
Ou momentos efémeros
Ilusórios
Que te preencham um momento
E te abandonem vazia
As pequenas coisas que possuis
São riquezas que não valorizas agora …
Até as perderes
Num remorso mortal
Que te atinja a alma
Que jaz vazia
Num sepulcro sem vida!
De que te valeu a cegueira …
Apenas a morte de uma falsa paixão?
Quem és agora?
Um fantasma de ti próprio?
Tudo tinhas …
Nada tens …
Vagueias perdido no mar da desilusão!


João Salvador – 08/02/2014