domingo, 15 de novembro de 2015

Passa o tempo e não te tenho


O dia transforma-se em noite
A noite vê nascer o dia
O tempo percorre as dores da minha alma
Dia, após dia
Minuto, após minuto
Tempo cruel,
Porque não trazes o amor!

Passa o tempo e não te tenho
Sinto a falta de ti,
Do teu cheiro,
Dos teus lábios
Do teu carinho
Onde andas amor?

Passa o tempo e não te tenho
A crueldade da vida,
Afasta-me de ti
Quando te verei?
Quando te amarei?
O meu querer transborda,
Temo que o tormento,
Mate a tua presença, no meu coração!


João Salvador - 15/11/2015

sábado, 17 de outubro de 2015

Coração desesperado




Sangro hoje o desespero, 
O coração ferido, jorra, sangra, morre. 
É um chorar que não vês ...
Deixai-me gritar, viver a minha dor ... de amor!

Agonizo, aprisionado no vazio, 
O limbo da apatia, 
o nada, 
rodeia o sentimento, 
ferindo um alma já de si carente, 
sequiosa de ser amada!

Estou cansado, derrotado ... 
Não vês amor que estou a sofrer?


João Salvador - 17/10/2015

domingo, 11 de outubro de 2015

Grito ao amor


Levanta-te hoje,
do tormento,
do habitáculo,
do sepulcro.
Separa-te das mágoas,
das tristezas, de uma morte anunciada,
para um amor que ainda resiste.
Um amor que a morte não irá apagar!
As tempestades,
polvilhadas por rajadas,
de pensamentos racionais,
não lograram derrubar uma paixão avassaladora,
que teima enraizar-se na pele!
Libertas-te dos pensamentos pantanosos,
das negras brumas que apoquentam a alma!
Ergue-te, luta, liberta os sonhos.
Realiza-os sem medo, sem pudor.
Vive sedento de amor!
Aquece o corpo adormecido,
no peito da tua musa!
Hoje, sê feliz, ainda que só hoje.
O amanhã será o amanhã!
Respira paz...
Uma paz transmitida por pequenos sinais de esperança!
Não vã … que o não seja!
Seja amor, reencontro, paixão … explosão!
Precisas, queres, necessitas urgentemente … viver!



João Gomes Salvador – 11/10/2015

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Carácter ... honestidade, coragem ...

Carácter ... honestidade, coragem ... valores à muito perdidos nas personalidades envenenadas pelo bajulismo (acho que se adequa o neologismo) e pelo servilismo hipócrita que grassa numa sociedade decrépita.

Abençoados aqueles que olham para o próximo, como de si próprio se tratasse.

A procura pelo humanismo é uma batalha que julgo perdida, apesar da fé na espécie à qual pertenço.

Que sociedade é esta em que os peões se movimentam qual reis, olhando apenas para a sua satisfação pessoal?

João Salvador 28-09-2015



quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Perdido na mente


A dor, ainda que não doa,
Mortifica a mente,
Inundando-a com pensamentos,
Dementes, pesados,
Cansados …

Arrastado, deambulas,
Perdido no sonhar,
No que poderia ser, mas não foi …
Esgotado, saturado, amordaçado,
Por palavras que temes dizer,
Que fazer. Viver? Morrer?
Deixar a alma padecer?

Amargurado, errante …
Vives no limbo do sofrer,
Será que já morreste,
Deixaste de existir?
És um fantasma, do sentir!

João Salvador - 23/09/2015

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Mente enclausurada

Quando a mente vive enclausurada, quando os pensamentos são amordaçados, a liberdade padece e a mente finda!



segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Lembranças sussurradas pelo vento


O vento transporta o sussurrar das doces lembranças,
traduzidas no beijo consumado,
que hoje persegue sem descanso! 
Transporta o recordar intenso dos pensamentos, 
que vivem cravados no coração. 
A existência da musa que vive distante,
é sentida, desejada, implorada! 

O poeta silencia o sentimento, 
vivendo enclausurado,
rodeado pelas teias de uma vida triste.
Não apaga quem ama, 
ainda que o quisesse.
Guarda carinhosamente o sabor daqueles lábios quentes, 
usando as memórias, como bálsamo para a sua alma doente!
Ainda hoje aguarda o despertar …de ti!


João Salvador – 31/08/2015


terça-feira, 18 de agosto de 2015

Não busco mais o amanhã

Imagem retirada da internet (E.C.S)

Não busco mais o amanhã,
Não vivo mais de tristezas.
Deixo a felicidade envolver a vida.
Deixo o caminho ser trilhado pelo destino.
Vivendo envolto no teu perfume,
Que revivo nas florestas vivas,
Das minhas memórias …
Aguardando expectante,
Esperando que as minhas escolhas,
Me levem ao rumo do amor sofrido.

As lágrimas derramadas não foram perdidas,
Delas brotaram a água que regou a paixão!
As raízes dessa planta, expandiram-se,
São agora uma raiz forte e sólida,
Um amor empírico, platónico.
Não larga o coração,
Ainda que caminhe,
Ainda que grite,
Ou até que chore …
Deixai o destino caminhar, pelas pedras nuas,
Cujo frio sinto nos pés nus
Mesmo assim , vivo …
Não busco mais o amanhã!


João Salvador – 18/08/2015

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Questões da mente


Procuro viver,
O idealizado,
Nos confins da mente perturbada,
Envenenada, cega, por um amor demente!
Mente, não realiza, não consente,
Estrangula, castra, mata o desejo.

Esse desejo é forte, gigante.
As forças da mente gladiam-se,
Entre o querer e o poder,
O ter e o não ter,
O certo e o errado.
Mas no fundo o querer,
Que tem o amor a perder?

João Salvador – 17/08/2015

domingo, 26 de julho de 2015

Sopro de teus lábios



Afasta-me da solidão.
Sou louco, doente, carente!
Deixai-me ser assim, feliz!
Sinto memórias longínquas,
sopradas pelos lábios tocados,
Da musa que habita em mim!

Alivia-me as dores da alma amor.
Vivo num coração desesperado.
Não temo consequências,
temo não viver, por ti … por mim!

A moldura do nosso amor, essa …
Guardo-a, pendurada nas paredes,
Enregeladas desta mente demente.

Vivo numa inexpugnável muralha,
de momentos doces, breves, mas bons.
Habito uma prisão consentida,
Onde reside a sombra do nosso amor!

É ali, nesse cárcere,
nesse púlpito,
onde rezo as orações,
que te dirijo amor!

João Salvador – 26/07/2015



Kizomba Brasil feat. Nelson Freitas & Chelsy Shantel - Amor Perfeito