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domingo, 28 de agosto de 2016

A saudade nunca morre



De que adianta o passar dos dias?
Olhas o relógio, desesperado ...
A saudade não se combate,
quando o amor teima em viver!

Porque te afastas mulher!
Sinto o silêncio ensurdecedor,
o sofrer agridoce, agarrado às angústias dos dias,
as névoas fantasmas da dor!


Não sigas o caminho da desilusão, 

não mais deixes que a paixão vire as costas, 
não deixes que parta, pois não quer partir!

Caminhante da luz, anjo dos teus dias,

amor, paixão de uma alma inquieta,
Ama o penitente, liberta um amor puro, o teu!

João Salvador - 28/08/2016

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Luz da alma


Que a presença dos pensamentos, 
abracem a tua vida, 
e os vejas como uma luz, 
não como uma sombra do passado. 

Uma presença 

Uma paz que nada exige.
Uma serenidade que te abraça

e leva apaziguamento à alma! 

Uma luz cristalina,
que brilhar nos corações apaixonados,
no teu, no meu ... 
em todos os corações, que habitam o universo! 

Uma esperança, 

um caminho de tranquilidade.
Um mar sereno, sem tempestades ...
Seja apenas a tua sombra angélica, 

que permite acompanhar os teus dias,
velar os teus passos, 

rezar pelo teu fado,
alimentando, 
platonicamente ... ou não, 
a paixão que o poeta te reserva!

És o sangue, 

a alma, 
a razão do bater de um pobre, 
mas rico coração ...
Tu vives nele!



João Salvador - 19/09/2016

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Perturbações da mente

A mente divaga pelas veredas da alma. 
Deambula pelos mistérios da vida ... 
Perde-se em labirintos cruzados pelo destino!

Uma mente que vive sossegada, 
por vezes sobressaltada, 
assolada pela paixão!

Navega essa mente perturbada, 

pelos corredores dum coração palpitante, 
suplicante, desassossegado ... errante!

João Salvador - 16/08/2016

O poeta quer mais que isso. 
Não quer ser um pássaro enjaulado, que acaba por acreditar que o corte das suas asas é natural. 
Não poder voar e viver encarcerado. É a morte!

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Sou a paz da tua alma!



Sou o doce perfume do leito,
que habita nas entranhas do teu corpo.

Sou o templário das amarguras,
o paraíso das suplicas,
a cama onde te deitas,
os lençóis onde me amas!

Sou o que quiseres,
O anjo que guarda,
O demónio que devora,
O amigo que ouve,
que compreende.
O amante urgente, guloso, 

cuja ganância usurpa o teu palácio,
bebe do teu cálice,
planta a luxúria no teu templo.

Sou aquele fantasma,
que não vês,
que habita nos doces sonhos,
agitando as noites devassas,
pelas memórias do desejo!

Sou a paz da tua alma,
o motivo da tua paixão!
Ainda que vivas cega,
sabes que o sou ... quem sou,
Sou a extensão de ti ...


João Salvador - 28/07/2016

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Cálice do desejo

O sol tocou a pele,
beijou os lábios,
sedentos de amor.

O tempo,
Oh! Esse parou,
contemplando-te,
olhando as curvas,
do corpo torneado,
suado,
cujas gotas dançam,
acariciando os seios rijos,
enlouquecidos pelo desejo.

Uma vontade férrea,
grita na mente,
geme,
suplica o aplacar da paixão!

Arrepios percorrem as costas. 
Contemplam as nádegas,
firmes e duras,
beijam o cálice da perdição,
bebendo o vinho da redenção!

Sucumbes ao doce desejo,
ao contacto, inconfundível,
daquelas mãos calejadas,
talhadas por uma vida errante!


João Gomes Salvador - 21/07/2016

domingo, 15 de maio de 2016

Porta do destino


 
Como poderia negar a felicidade,
se posso passar a porta do destino.
Homem, segue o teu rumo, vivendo,
abandonando os trapos esfarrapados!

Do outro lado, encontrarás a luz, uma vida negada.
Segue sem medos, passo a passo, pé ante pé.
A coragem reside em ti, na beleza da tua alma!
Segue caminhando ó penitente. Sê crente …

Apoiada à ombreira da porta, a figura escultural,
o sopro de vida, essência de amor, razão de viver!
A clarividência emana do paraíso … do outro lado.

Prostrada sobre o leito, de um olhar penetrante,
mergulhada na graciosidade da imagem translúcida,
ela apela que te rendas ao seu corpo, à paixão, à loucura!


João Gomes Salvador – 15/05/2016

domingo, 8 de maio de 2016

Olhar de silêncio

Conheço bem esse olhar.
Atrás dele,
a dor,
a inglória,
o destino errante,
a distância do amante!


Esse olhar,
mistério do silêncio,
palavras sonegadas,
castradas,
amarradas.


Esse olhar,
esconde a suplica,
a vontade,
de amar!


Escondes amor,
o que sentes,
na profundeza do olhar!
Afinal, diz-me,
o que sentes?


Porque o fazes?
Porque martirizas a paixão,
encarcerada no coração?
Porque matas o nosso viver?


João Salvador - 08/05/2016

quarta-feira, 27 de abril de 2016

O meu corpo clama pelo teu

 
Respiro com sofreguidão,
as memórias do teu corpo nu!
Busco o toque perdido no tempo,
aquele prazer que me davas,
partilhado com urgência,
com vontade!

Lembras-te da união sequiosa,
alimentada pela loucura?
A nossa loucura!
Qualquer lugar era o nosso leito,
o importante eras tu e eu!
Hoje, o meu corpo clama pelo teu,
chorando a ausência da perdição!


Imploro-te mulher. 
Unamos nossos corpos nus.
Vivamos abandonados,
à loucura da nossa paixão! 

João Salvador - 27/04/2016


terça-feira, 1 de março de 2016

O amor gira hoje em torno da ilusão?



O amor gira hoje em torno da ilusão? 
Será o amor ilusão? 
Será perdição? 
Serão apenas momentos, enganos, tempos esquecidos?
Sabeis o que era outrora o amor? 
Eram verdades ditas com sentimento, com vontade, vividas, sentidas, arrancadas às profundezas das nossas almas.

Eram arrepios, intensificados pela troca de olhares, pelos toques subtis que o alimentavam.

Paixões que permaneciam.
Amores que o tempo não apagava!
Amores de perdição; loucura, um doce entorpecimento, um querer que ia além do corpo, um pairar no limbo de duas almas gémeas que partilhavam, se entrelaçavam ... se amavam verdadeiramente!
O amor, o que é hoje o amor?
É apenas uma ilusão dos sentidos daqueles que sentem, mas no fundo nada sentem. 

Acham que sabem o que o amor é, mas não sabem, julgo que não sabem, como eu talvez não saiba.
Vivem enganados, estão enganados, ludibriados pelos venenos de belezas armadilhadas, cujos corações são vazios, desprovidos do verdadeiro sentir. 

Amam a escultura, não o cinzel que a esculpiu, não a mão que o segurou, não o homem que lhe deu forma e beleza!

São indivíduos de espírito vencido, cujas plantas não regaram e cujas flores deixaram murchar.
O amor é algo maravilhoso, atingível apenas para aqueles que têm fé, para os de mente transparente, límpida, translucida, de coração puro, para aqueles que olham e sentem o desabrochar de uma pétala de rosa, perfumada, deixando-se inebriar pelo perfume que emana.
O amor é na sua essência tão simples, basta fechar os olhos e sentir. Deixar a natureza fazer o seu papel, libertar os seus mistérios, cujas mentes humanas não conseguem explorar! 


Sim, sentir quem verdadeiramente nos faz feliz, esteja aqui, ali, perto ou longe!

Divago, assimilando as palavras ditas, afinal sei ou não sei o que é hoje o amar?
Sei, mas não sei. Nem de mim sei ...
Afinal que sei eu do amor?
Talvez o saibamos quando o sentirmos pleno, sem rodeios sem conflitos, quando a nossa mente alcançar o nirvana, a paz, a harmonia, a fluidez pura e que julgo atingível, até ao tocar o verdadeiro sentido do amor ...




João Salvador - 01/02/2016

domingo, 3 de janeiro de 2016

Acalmia de uma mente tumultuosa



Sinto hoje uma estranha calma que me inquieta. 
A chuva cai ritmada, adoçando a preguiça dos meus pensamentos.
Liberto as luzes foscas e dúbias que prejudicam a mente. 
Troco-os pelas palavras doces, que um dia me sussurraste "Amo-te" e que esperançoso desejo ouvir novamente!
Descontraio a caverna desta mente revolta, cujas águas navegaram tumultuosas, nos dias passados.
Pesando as tuas palavras, não mais perderei os momentos de paixão que me bafejam. 
Os contactos dos corpos, o prazer, o desejo, não mais os renunciarei em prol de uma espera que não sei realizável.
Certo que teu corpo é meu templo, uma deusa, Afrodite da minha luxúria, a Vénus da minha perdição. 
Inigualável é o teu cheiro, a textura de uma pele que ousaria tocar, uns lábios que beijaria sofregamente, afundando-me nos tremores do desejo, que enlouquece os amantes. 
Esse templo cujo escravo se rende ... não alcança. 
Iludido, rezo a outros templos que consumo como louco, mas cuja satisfação é de momento, mas logo desvanece. Dá lugar ao vazio e ao verdadeiro querer!
Soubesses o quanto te desejo ...

João Salvador -03/01/2016

domingo, 11 de outubro de 2015

Grito ao amor


Levanta-te hoje,
do tormento,
do habitáculo,
do sepulcro.
Separa-te das mágoas,
das tristezas, de uma morte anunciada,
para um amor que ainda resiste.
Um amor que a morte não irá apagar!
As tempestades,
polvilhadas por rajadas,
de pensamentos racionais,
não lograram derrubar uma paixão avassaladora,
que teima enraizar-se na pele!
Libertas-te dos pensamentos pantanosos,
das negras brumas que apoquentam a alma!
Ergue-te, luta, liberta os sonhos.
Realiza-os sem medo, sem pudor.
Vive sedento de amor!
Aquece o corpo adormecido,
no peito da tua musa!
Hoje, sê feliz, ainda que só hoje.
O amanhã será o amanhã!
Respira paz...
Uma paz transmitida por pequenos sinais de esperança!
Não vã … que o não seja!
Seja amor, reencontro, paixão … explosão!
Precisas, queres, necessitas urgentemente … viver!



João Gomes Salvador – 11/10/2015

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Floresta de versos


Floresta de versos declamados,
Rompem as súplicas do teu silêncio,
Sussurrando ao vento em surdina:
Acorda coração adormecido!

Pelas orlas da floresta encantada
Caminhas tu, princesa de luz
Irradias uma paixão explosiva
Amas loucamente …

Ainda que não conheças o rumo,
O destino implacável cruza a floresta
Cujas folhas multicolores te beijam
Alimentando-te os devaneios da vida

A luz, o vento, a mãe natureza
Conduzem-te a um leito aprazível
Leito onde amarás o poeta
Que te invade os sonhos


João Salvador – 03/04/2015

domingo, 16 de novembro de 2014

Encruzilhada


O pensamento mergulha na encruzilhada
Debatendo-se entre escolhas óbvias
Ou na loucura de caminhos,
Cujas histórias não foram escritas

Lança-se em percursos povoados,
Por sensações que flutuam na alma.
Errante, esquece a realidade, lança-se
Cego pela vontade de amar!

Esbarra na dúvida, na hesitação
Sente nas palavras não ditas
Uma dor no coração …

Estanca na encruzilhada, meditativo
Presente-lhe o medo no rosto indecifrável
Chora a indecisão, sangra de paixão …


João Salvador – 16/11/2014

domingo, 9 de novembro de 2014

Dança da paixão


Olhares cruzam-se
Numa dança de paixão
Bailando ao toque da saudade
Um sentir penetrante
Ignição para o renascer do amor!...


Corpos unidos numa simbiose perfeita
Banhados por beijos aguardados
Percorrem recônditos recantos
Do desejo proibido

No toque nada te é proibido
Tuas mãos exploram exímias
Teus lábios carnudos, humedecidos pelo desejo
São livres, tocam, beijam o corpo do amante
Voam pela imaginação da tua paixão
Usas a plenitude do teu sentir

Cavalgas agora frenética, seu corpo carente
Sacias a tua loucura, numa cadência ritmada
Engolindo o seu falo rijo
Gritas tresloucada de prazer
Transfigurada, saciada …
Repousas agora por momentos
Mas queres voltar a tê-lo em ti!

João Salvador - 09/11/2014 (E.G)

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Doce manjar


Doce manjar é meu corpo perfumado,
Que devoras avidamente
Num eloquente sonhar

Silhueta da perdição …
Corpo onde bebes o pecado
Paraíso onde te moves
Sonhas acordada
Navegas o corpo
Com mãos suadas de desejo
Percorrendo os mares
Do arrebatamento
Até ao auge
Da paixão!

O Paraíso completa-me
Com ventos sôfregos
De um amor
Que bafeja duas almas gémeas...
Almas que buscam a urgência
Da união
Nos corpos
Apaixonados!

João Salvador – 03/11/2014