Choras angustiada o teu sofrer
Que toldam o querer
Jazes, abandonada à repulsa do morrer!
Ditames da honra, traçaram o destino
Mutilam as esperanças do amor
Provocaram um tumulto de vontades
Choras desalmadamente a perdição!
Que esperas agora, após a tempestade?
Tudo te foi roubado pelas ondas
Cujos braços húmidos abraçaram
Esse corpo de sereia, mas logo o abandonaram.
Nada esperes do mar revolto
Esse apenas buscou a saciedade
Não procurou o teu viver, mas
Manchou-te a alma, deixou-te sofrer!
João Salvador – 07/04/2015In “A eterna Essência do meu ser”
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