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terça-feira, 7 de abril de 2015

Traída pelo mar revolto

Choras angustiada o teu sofrer
Banhada num mar de lágrimas
Que toldam o querer
Jazes, abandonada à repulsa do morrer!




Ditames da honra, traçaram o destino
Mutilam as esperanças do amor
Provocaram um tumulto de vontades
Choras desalmadamente a perdição!

Que esperas agora, após a tempestade?
Tudo te foi roubado pelas ondas
Cujos braços húmidos abraçaram
Esse corpo de sereia, mas logo o abandonaram.

Nada esperes do mar revolto

Esse apenas buscou a saciedade
Não procurou o teu viver, mas
Manchou-te a alma, deixou-te sofrer!


João Salvador – 07/04/2015In “A eterna Essência do meu ser”


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Palavra aprisionada


Aquelas palavras que não pronunciei
Guardo-as em mim, expectante!
Mordo os lábios suplicantes
Retendo a palavra amor

Jaz entorpecida … quase morta
Mato-a nas entranhas do meu ser
Mas apenas momentaneamente
O poder da mente, conjuga-se

Abate-se o sofrer, urge viver!
Não consigo reter tão forte sentir
Busco o amor, ele vai surgir!

Nascerá mais fulgente …
Qual fénix … poderosa, arrebatadora
Fundirá o amor
Renascerá nos corações esquecidos.


João Salvador – 12/02/2015

domingo, 28 de outubro de 2012

Sofrer o teu sofrer …


Teu céu
Tão meu
Tão nosso …
Choro tuas lágrimas …
Suplico, fá-las também minhas …
Quero senti-las, como uma ferida de dor …
Sofrer o teu sofrer …
Derrama-las em jorros nas cataratas perdidas
Onde me encontrarás …
Terás em mim o poder da cura …
Afoga tuas lágrimas no meu amor!

Nesse amor que nos une …
Na partilha
Nas memórias …
Nos momentos experimentados
Ali buscamos o nosso viver
Num novo renascer …

João Salvador – 07/10/2012