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quarta-feira, 20 de abril de 2016

Mia Couto, sabe do que falam os homens

Os homens, vivem batalhando pela ganância, matando em nome dela, camuflando a agiotagem, arrogando-se defensores da liberdade, da religião, da política, mas apenas para justificar as suas atrocidades e os atropelos à humanidade.

O rasto que deixam é de destruição, almas irrecuperáveis, vidas ceifadas, pobreza extrema e para uma elite, o avolumar de valores materiais, que lhes cegam a visão e lhes toldam o coração, matando a própria mãe.

Infelizmente isso vê-se desde a plebe, até aos mordomos, aqueles que vivem desafogados, pisando a base da pirâmide. 
Mas nem a base sabe viver em harmonia, trabalhando em equipa para vencer a ganância, o egoísmo. 

Não saibamos viver em harmonia e logo voltaremos ao estado de selvajaria, anarquia, sem rumo e sem lei ...

João Salvador - 20/04/2016


"Encheram a terra de fronteiras, 
carregaram o céu de bandeiras, 
mas só há duas nações – a dos vivos e dos mortos."

Mia Couto, em "Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra".

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Alma decisória

Presas numa jaula suspensa, rodeada por trevas enraizadas num mundo obscuro, esperando a decisão do júri, jazem as almas suspensas, aguardando os ditames da sua própria alma decisória que comanda o coração!
Quando tal ocorrer serão as almas livres para sofrer ou amar?


João Salvador - 21/10/2014


sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Mar de Silêncios


Percorri um mar de silêncios que falam calados, perscrutando a saudade que habita nas almas sedentas de amor, adormecidas no berço do tempo.


João Salvador – 20/08/1973

domingo, 16 de março de 2014

A noite vigia o sonho

(Imagem retirada da Internet)

A noite vigia o sonho, envolvida numa névoa cadente
Um sepulcral silêncio rasga a noite angustiada
Guardando pensamentos silenciados, agora castrados,
Interrompidos pelo sussurro, das águas cristalinas

Torrentes adormecidas seguem caladas,
Beijando o leito das almas perdidas …
Purgando-as de devaneios irracionais
Refrescando paixões, refreando ilusões!

Segue assim a noite abraçada à imponência
Vestida pelo manto da escuridão, insensível …
Senhora dos sonhos, dona dos pesadelos

Dita o desalento do amor humano,
Escreve o sonho e o seu rumo, senhora de si
Sem que a mente lhe faça frente!



João Salvador – 05/02/2014