Nunca almeje a perfeição,
pois se o tentar,
nunca será a essência daquilo que é verdadeiramente,
um ser humano!
Viva despreocupado, erre,
seja imperfeito, mas vá corrigindo as imperfeições,
aprendendo com elas.
As metas do destino,
sempre lhe colocarão novos obstáculos,
cujas soluções serão ou não adequadas,
perfeitas ou imperfeitas!
João Salvador - 29/04/2016
A poesia é um bálsamo para a alma. Neste cantinho eu navego por um mundo que construi e que me transmite paz. É para mim um refúgio onde o imaginário e o gosto pelas palavras me inundam e me fazem sonhar. Quem não precisa de sonhar, num mundo cada vez mais cinzento? Sejam bem-vindos! Visite ainda o meu blog: http://joaogomesalvador.blogspot.pt/
quinta-feira, 5 de maio de 2016
Vírus da ignorância
A ignorância espalha-se hoje como um vírus.
É recorrente ver-se os ignorantes a rirem-se daqueles que erram,
porque estes trabalham, buscam metas, vivem e lutam!
Seguramente que aquele que faz,
que labuta, que se esforça, saberá rir dos próprios erros,
reconhecendo-os e corrigindo-os.
Não necessitará do riso malicioso,
depreciativo daqueles que o pretendem derrubar ou denegrir-lhe a imagem!
João Salvador - 30/04/2016
É recorrente ver-se os ignorantes a rirem-se daqueles que erram,
porque estes trabalham, buscam metas, vivem e lutam!
Seguramente que aquele que faz,
que labuta, que se esforça, saberá rir dos próprios erros,
reconhecendo-os e corrigindo-os.
Não necessitará do riso malicioso,
depreciativo daqueles que o pretendem derrubar ou denegrir-lhe a imagem!
João Salvador - 30/04/2016
Silêncios da alma
Diariamente, na mente gladiam-se pensamentos diversificados,
que apoquentam a nossa alma.
Vivemos com eles,
Vivemos com eles,
no trabalho,
na vida pessoal ...
arrastando-os nos nossos silêncios,
nas nossas mágoas, guardando-os.
Ferem o coração e corrompem a nossa alma.
Ferem o coração e corrompem a nossa alma.
Mas verte-los para o conhecimento alheio é matar a nossa essência,
pois existem pensamentos que devem ser só nossos,
A crítica e o nada fazer
Quer evitar a crítica?
Se tiver estômago, siga à risca as recomendações de Aristóteles: fazer NADA; dizer NADA e ser NADA.
Evita chatices, mas será sempre um NADA.
Será apenas um inútil, um imprestável!
Ser nada é um vazio que envenena a alma, mata a consciência e suga a essência da prestabilidade humana.
Assim, sejamos criticados por fazermos e aprendamos com os erros!
João Salvador 05/05/2016
Se tiver estômago, siga à risca as recomendações de Aristóteles: fazer NADA; dizer NADA e ser NADA.
Evita chatices, mas será sempre um NADA.
Será apenas um inútil, um imprestável!
Ser nada é um vazio que envenena a alma, mata a consciência e suga a essência da prestabilidade humana.
Assim, sejamos criticados por fazermos e aprendamos com os erros!
João Salvador 05/05/2016
terça-feira, 3 de maio de 2016
Barreiras do destino e da vida
As barreiras que o destino atravessa no rumo da vida,
são muitas vezes um fardo doloroso, pesado, intransponível!
O esforço hercúleo, inumano, digno dos deuses,
não está ao alcance do simples mortal.
Os sentimentos que lhe ferem a carne,
esses são só seus, indivisíveis, impartilháveis, secretos, envergonhados!
São tudo aquilo, que rejeita quem ama, quem tem chama, quem compreende,
quem vive.
Mas essa carga, alguém a tem que suportar, alguém forte mas frágil, alguém corajoso mas cobarde, alguém puro mas conspurcado ....
Já não clama por ajuda, pela salvação, vive a resignação, busca o perdão, para uma alma perdida, assombrada pelos fantasmas da indecisão de outrora!
Não invejando a miserável sorte do infortúnio, esse fardo não reclamado, não desejado, é agora daquele que o plantou. É agora seu!
João Salvador - 03/05/2016
Mas essa carga, alguém a tem que suportar, alguém forte mas frágil, alguém corajoso mas cobarde, alguém puro mas conspurcado ....
Já não clama por ajuda, pela salvação, vive a resignação, busca o perdão, para uma alma perdida, assombrada pelos fantasmas da indecisão de outrora!
Não invejando a miserável sorte do infortúnio, esse fardo não reclamado, não desejado, é agora daquele que o plantou. É agora seu!
João Salvador - 03/05/2016
quarta-feira, 27 de abril de 2016
O meu corpo clama pelo teu
Respiro com sofreguidão,
as memórias do teu corpo nu!
Busco o toque perdido no tempo,
aquele prazer que me davas,
partilhado com urgência,
com vontade!
Lembras-te da união sequiosa,
alimentada pela loucura?
A nossa loucura!
Qualquer lugar era o nosso leito,
o importante eras tu e eu!
Hoje, o meu corpo clama pelo teu,
chorando a ausência da perdição!
Imploro-te mulher.
Unamos nossos corpos nus.
Vivamos abandonados,
à loucura da nossa paixão!
João Salvador - 27/04/2016
quarta-feira, 20 de abril de 2016
Mia Couto, sabe do que falam os homens
Os homens, vivem batalhando pela ganância,
matando em nome dela, camuflando a agiotagem, arrogando-se defensores
da liberdade, da religião, da política, mas apenas para justificar as
suas atrocidades e os atropelos à humanidade.
O rasto que deixam é de destruição, almas irrecuperáveis, vidas
ceifadas, pobreza extrema e para uma elite, o avolumar de valores
materiais, que lhes cegam a visão e lhes toldam o coração, matando a
própria mãe.
Infelizmente isso vê-se desde a plebe, até aos
mordomos, aqueles que vivem desafogados, pisando a base da pirâmide.
Mas
nem a base sabe viver em harmonia, trabalhando em equipa para vencer a
ganância, o egoísmo.
Não saibamos viver em harmonia e logo voltaremos ao estado de selvajaria, anarquia, sem rumo e sem lei ...
João Salvador - 20/04/2016
"Encheram a terra de fronteiras,
carregaram o céu de bandeiras,
mas só há duas nações – a dos vivos e dos mortos."
Mia Couto, em "Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra".
terça-feira, 19 de abril de 2016
Barreira de silêncio
Vives extenuado,
cansado,
perdido,
sem rumo!
cansado,
perdido,
sem rumo!
Apetece o nada,
o silêncio,
o olhar que nada diz,
a mímica,
o gesto abafado!
o silêncio,
o olhar que nada diz,
a mímica,
o gesto abafado!
Olhas o silêncio,
o olhar,
mas nada vês.
Esbarras numa barreira,
que não consegues derrubar!
mas nada vês.
Esbarras numa barreira,
que não consegues derrubar!
João Salvador - 19/04/2016
segunda-feira, 4 de abril de 2016
Preciso-te tão urgente, que padeço
Tu, sim tu!
Tens ideia das saudades que tenho de ti?
Quando olho as tuas fotos, sugo a tua beleza,
sorvo os teus lábios, toco a tua pele,
venero as tuas coxas,
expludo de desejo.
Penso nas horas em que rasgamos o leito,
nas horas selvagens em que nos devoramos!
Vivo aquele dia em que te pressionei contra o meu peito,
sentindo o calor dos teus seios rijos!
A vontade, a luxúria, a paixão,
assolam-me novamente,
enlouqueço, sou demente!
Deixa-me possuir o teu templo,
consumir a tua glória.
Beber o elixir desse cálice molhado!
Serei besta, animal, ou serei meigo e carinhoso.
Serei amante, serei tarado!
Serei tudo que desejas,
farei tudo em ti!
Preciso-te tão urgente, que padeço.
Aí, esta vontade louca, descontrolada.
Deixa-me fundir-me em ti ...
Não resistas também o queres!
João Salvador - 04/04/2015
sábado, 2 de abril de 2016
Mundo alternativo
Não entendes! Deixa-o chora, lágrimas que inundam o coração.
Desde os primórdios de uma vida errante,
Deambula sozinho, no meio de multidões disformes,
Percorrendo os caminhos de centenas de fantasmas.
Visualizava um universo alternativo, um mundo de cores,
Um local paradisíaco, onde os passos são subtis e belos.
Ali tudo é mais fácil, a felicidade vive estampada nos rostos,
Os amantes brincam, divertem-se, conversam, amam-se …
A infelicidade não entra naquele mundo secreto!
As trevas, a negatividade, não fazem parte do nirvana.
O simples facto de existir um mundo assim, ainda que não seu,
Alimenta-lhe um sorriso, aligeirando o fado que vive.
João Salvador – 02/04/2016
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