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terça-feira, 28 de abril de 2015

Torrente de sentimentos


De nada adianta forçar o poema.
As palavras fluem como uma torrente de água cristalina,
beijando os sentimentos que povoam as margens do destino.
Os sonhos, esses são versos escritos no tempo,
variáveis às circunstâncias da vida,
Não se julgue que o silêncio é o fim da partilha,
é tão só a clarividência do espírito, a aceitação da realidade!
Essa água cristalina que banha as frases,
que povoam as mentes, são puras, frescas e revigorantes.
É nela que buscam a paz aquelas almas irrequietas e carentes.
É ali que se refugia o poeta,
nas águas enigmáticas do leito,
onde encerra o cofre dos sentimentos!

João Salvador – 28/04/2015


quinta-feira, 24 de abril de 2014

Poema calado


Não ouso escrever-te um poema
Que diria nessas parcas quadras?
Hoje nada sei e de nada tenho certeza
Já não sei quem sou, nem quem tu és!

O que fomos nos dois?
O que somos agora?
Tantas questões,
Nenhuma resposta

Busco apenas no silêncio
Estará nele a solução?
Será no barulho dessa quietude
Que encontrarei a resposta?


João Salvador – 24/04/2014

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Desabafos de um revoltado!



Nem sempre o mais belo poema, espelha o que nos vai na alma.
Nem sempre um belo sorriso transparece o que é verdadeiramente sentido, surgindo mascarado pelas mágoas que nos tocam no intimo do nosso ser!
Dias de desalento, tristeza visceral, que nos atormentam, buscando refugio num qualquer canto do viver, nas pequenas coisas que nos fazem prosseguir por este tortuoso caminho, ensanguentado pelas maldades humanas.
Prossigo pois este caminho, escravo dos sentimentos que me atingem ferozmente o coração.
Desalento pelo que vejo em redor. Um delapidar do que de verdadeiro e puro tem o amor!
A ganância dos homens, entristece-me, ainda que não verta as lágrimas que acumulo no íntimo do meu chorar.
Desfaleço perante a insensibilidade; a inércia; a incompetência, mas principalmente sofro pelo sofrer alheio, espelhado nos rostos das crianças que caminham descalças, rumo a um destino sem tino, a uma vida que não o é!
Rumam a uma escravidão imposta pelos poderosos da alta finança, que ditam as normas da vida e morte dos seres que sobrevivem a custo!
Agradeça ao ser supremo, quem tem um prato na mesa. Ainda que não faustoso poderá alimentar o seu corpo, mesmo que sua alma padeça!
Olhai vós que tendes a obrigação de dar um rumo à nação, vede onde nos levastes, seres insensíveis … monstruosos, hediondos!
Tirastes o sorrido às crianças; a vontade aos pais; o descanso aos velhos; a inspiração aos poetas … a cor ao mundo!

João Salvador - 14/04/2013