A poesia é um bálsamo para a alma. Neste cantinho eu navego por um mundo que construi e que me transmite paz. É para mim um refúgio onde o imaginário e o gosto pelas palavras me inundam e me fazem sonhar. Quem não precisa de sonhar, num mundo cada vez mais cinzento? Sejam bem-vindos! Visite ainda o meu blog: http://joaogomesalvador.blogspot.pt/
domingo, 28 de agosto de 2011
Rosa do Desejo
Rosa pura, beijo-te num ósculo molhado
Nas tuas pétalas vermelhas, que me cegam
Com a infinita beleza do teu cheiro perfumado
Deleitam-me os perfumes de luxúria que emanas
Passo a rosa pelos meus lábios molhados
Deposito-a nos teus seios rijos de anseio
Para que sintas em jeito, o meu beijo que te deixo!
Brinco com a rosa, ondulante no teu corpo
Faço-te crescer a ânsia do pecado carnal
Para que sintas a perdição na satisfação!
Em trejeito de cópula eterna, numa loucura insana
Numa troca de fluídos puros libertados pelo amor
Dois corpos; ardentes … quentes, que se sentem
E cuja fome cedeu ao desejo … urgente
Consumimos os nossos corpos, devoramo-los …
Usamos os corpos, como alimento
Para nos libertar de um tormento.
Saciados enfim … num momento!
João Salvador
O meu pai era Moleiro - II
Meu pai era moleiro
Criava os filhos com paixão
Numa fome de existência
Procurou a redenção.
Meu pai era Moleiro,
Sofria com fervor!
Numa existência de labuta
Tendo por Deus, seu pastor!
Foste ceifado pela morte
Num adormecimento sereno
Premiado pelo amor
Do sorriso dos teus filhos
Pai, vives-te com afecto
Morres-te com devoção
No meu peito tu resides
Dentro do meu coração!
João Salvador
terça-feira, 23 de agosto de 2011
O meu pai era Moleiro - I
O Meu pai era moleiro
Homem humilde e delicado
Fazia o pão, moia o trigo
Lidava com o povo, seu amigo!
Meu pai era moleiro,
um verdadeiro cavalheiro.
Moldava a vida ao trabalho,
Era um homem obreiro.
Meu pai era moleiro,
Fazia a farinha e o pão
Para alimentar o homem,
Desta vida, seu irmão!
João Salvador
sábado, 13 de agosto de 2011
Choro de desilusão!
Hoje estou triste,
Sou homem mas sinto …
Sim! O homem sente … sofre.
O meu pensamento é incerto.
Sofro em lágrimas de silêncio!
Sinto um ardor que me atormenta,
Uma dor que não dói.
Quero afastar as ideias sombrias,
São devaneios doentios!
Divagações que não quero!
Não me revejo nas trevas,
Vejo as almas … vazias,
Salpicadas de rancor!
O ódio atormenta-os,
Não sentem,
Estão sós,
Apenas existem!
Expludo de raiva!
Não aguento
Tanta solidão.
Apesar da multidão.
Eu choro …
De desilusão!
Apesar da multidão.
Eu choro …
De desilusão!
João Salvador
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Vive do meu amor!
Ó mulher!
Sofro por ti.
Ardem-me as entranhas,
De amor.
Por favor,
Liberta-me desta dor
Sou o teu libertador!
Aclama-me com ardor,
Vive do meu amor!
João Salvador
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Aguardo-te
Aguardo-te serenamente
Nas tuas dúvidas
Nos teus medos
Que não entendo!
Mas compreendo.
Espero a cada instante,
Uma resposta,
Ainda que inconstante!
Mas ainda assim uma resposta.
Do teu mundo distante!
Tens medo da desilusão?
Não te prometo o éden,
Apenas um carinho,
Um momento de paixão!
Do saciar de um sonho,
Do desejo apaziguador
Aguardo-te …
João Salvador
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Passa a chuva e o vento
Insana,
Que te banha.
Passa o vento,
num tormento,
que te chama!
Passa um momento,
Mas tu …
Resides no pensamento.
João Salvador
Em mim vejo
Em mim, vejo o sol
Na sua flama, que me chama.
Que me transporta para ti.
Um íman que não controlo!
No teu olhar, vejo a lua
Refletida na tua face de vida!
Uma realidade só tua!
Uma lua que me atrai,
Uma vontade desmedida
Que me tragou!
Que me dominou.
Sou teu!
João Salvador
sábado, 6 de agosto de 2011
Ausência
Não estás aqui
Sinto a tua falta
Uma dor de ausência,
Que me atormenta!
Não ouço a tua voz,
Não respiro o teu perfume
Não alimento a minha visão.
Não vivo sem ti!
Retorna ao meu leito,
Ama-me com veemência
Sente o meu calor,
Ama-me com fervor!
João Salvador
Sinto a tua falta
Uma dor de ausência,
Que me atormenta!
Não ouço a tua voz,
Não respiro o teu perfume
Não alimento a minha visão.
Não vivo sem ti!
Retorna ao meu leito,
Ama-me com veemência
Sente o meu calor,
Ama-me com fervor!
João Salvador
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Fruto de Deus ou do acaso?
Fui ensinado a acreditar num Deus.
Um Deus que nunca conheci,
Um ser omnipresente, alguém que tudo observa.
Alguém que nos deu a existência.
Aprendi que esse Deus,
quer que não viva no pecado.
Que tenha normas de conduta e de amor!
Um amor puro e cristalino,
Uma forma de meditação;
Uma forma de partilha,
de sofrimento ….
Será que me deveria questionar?
Qual a verdadeira necessidade de um Deus?
Afinal, sou fruto do acaso?
Do nada, nascido de um vazio no universo?
Ou serei fruto de um Deus supremo?
Será Deus fruto da mente dos homens?
De mentes que nos primórdios,
domesticaram a humanidade?
Será uma criação da necessidade do homem,
De tentar explicar o inexplicável?
De estabelecer padrões de moral?
No fundo, nada disso importa!
Importa, que no meu íntimo seja quem sou.
Que procure valores que me realizem,
Condutas existenciais de paz; partilha e amor!
O restante, nada mais importa!
João Salvador
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