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sábado, 13 de outubro de 2012

Ousadia



Não ousas falar-lhe
O Receio das mágoas sentidas
O medo das palavras ditas
A dúvida no pensamento

Ficas feliz de a ver
Sentir a sua presença
Ainda que te não sinta
Ainda que te não veja

Uma enormidade presente
Um coração de saudade
Um amor de verdade
Um sentimento puro
Uma paixão que não mente!

João Salvador – 20/05/2012

sábado, 24 de março de 2012

Refugia-te em ti!




Refugia-te dentro de ti.
Busca o verdadeiro significado para as palavras que brotam do teu pensamento. Estas são apenas e tão só reflexo do teu sentimento.

João Salvador 21-03-2012

domingo, 1 de janeiro de 2012

Penso, reflito mas não entendo …



Busco a felicidade … que já tenho, mas nunca estou satisfeito. Caminho em busca de mais felicidade, que afinal não o é. Sou um ser em constante interrogação!
Sou apenas uma forma camuflada e drogada de me sentir realizado, num mundo que não conheço, apesar de o olhar e ver. Na verdade vejo mas não vejo!
Tal visão é na verdade dispensável. Bom! Será mesmo ou apenas o desejo assim?


Esse caminho de dúvida, é um vai e bem como as ondas do mar. Um sentimento cheio mas ao mesmo tempo vazio onde nada se encontra. Dias tenho em que o espirito se encontra em plena paz e sereno, numa perfeita harmonia com o mundo; deus e os homens. Outros dias o espírito grita, exige … mudança. Busca satisfação, em futilidades, em instrumentos mundanos e sentimentos que não alimento, mas no fundo que acho que não desejo, mas que por ínfimos instantes me aprisionam nas suas correntes de aço.


Um remoinho de pensamentos, de sentimentos, onde estou atolado e de onde não é fácil sair. Uma satisfação ainda que insatisfeita, um querer ter algo e não poder ou um puder ter e não querer. Já mergulhei na minha mente à procura de respostas, mas apenas me surgem lembranças nublosas, que se desprendem em pequenos farrapos de felicidade e infelicidade.


Já fui escravo da minha mente … da vida! Serei agora um ser liberto mas preso ao meu próprio entendimento? Não me entendo, na verdade! Mas procuro a compreensão. Na realidade não deveria preocupar-me em entender-me, pois afinal o ser humano entende os seus próprios sentimentos e devaneios?


Afinal sou feliz ou infeliz? Pois, alguém é feliz na plenitude? Que raio de dilema, que o ser humano apresenta, ser sempre insatisfeito e inconstante.
Nunca me vou entender a mim próprio, no meu mais profundo sentir … no meu mais íntimo ser. Almejo deveras descobrir a minha essência?


Mas afinal que quero? Vivesse eu noutra realidade, numa realidade privada de condições exigíveis à minha própria vivência; à condição humana. Porque razão sou tão egoísta?
Alcancei muito do que o comum dos mortais almeja! Deveria então deixar o egoísmo ao ponto de pensar na felicidade plena? Felicidade que será apenas fantasmagórica e utópica, ou talvez não!


Uma constatação da alegria e realização que ninguém alcança na totalidade. A verdade é que não acredito que nenhum ser humano se sinta completamente feliz, por mais felicidade que possa ter. Penso estar certo no meu pensamento. Quem não acreditar que busque dentro de si próprio!


No meu eu, tenho dito, sou o que sou … mas quem sou? Afinal alguém sabe? Quem se conhece completamente? Será sempre uma busca introspetiva e incessante do eu; da felicidade … do ser!
Que me importa isso? Que centelha de pensamento!
Não sei e nunca terei resposta para tal.


João Salvador – 01/01/2010

Imagem: http://www.literal.com.br/_banco/img/1298820592_contemplandoodesfiladeiro_3231_1024x768.jpg

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Escrevo e sinto


Escrevo prosa ou poesia
Faço rimas que purifico
Conteúdo que me toca,
Que mais me importa?

Deslizo pela minha mente
Efervescente de vida
Latejante na procura
De aventura … na loucura!

Escrevo …
Quero expressar
Melodiosas palavras que verto,
Do meu pensamento

Extravaso-as
Lanço-as
Grito-as
Dito-as,

Escrevo ...
os sentimentos!


João Salvador - 20/10/2011

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Dúvida


A dúvida em ti reside
Impregnada na mente
Irrigando o pensamento
No limbo do esquecimento


São insónias, que abalam
São pesadelos que se calam
São sonhos ardentes
São delírios quentes …
Que acompanham o suplício
Numa noite sofrida de dúvida


Mas esta depressa se esfuma
Voando ao sabor da bruma
Sem direito e sem tino
Quão duro é o destino!


João Salvador – 10/10/2011

domingo, 23 de outubro de 2011

Verdadeiro amigo


Amigo não dizes palavra
Nos teus olhos vejo mágoa
Na tua voz inquietação
Uma dor no coração!

Uma apreensão desnudada
Na vida nunca descorada
Nos projectos traídos
Nos teus sonhos sofridos

Por ti sinto dor …
Sofro, num castigo partilhado
No caminho por ti trilhado
Vagueias pelo pensamento
Perdido qual ser demente
Em compromissos da mente
Na palavra dada que não teve volta

Certo é porém,
Que apesar do desdém
Dos amigos do interesse
Me terás como amigo!

Na vida, nos momentos em que tropeças
Na miséria da desonestidade
Nos amigos da falsidade
Na hipocrisia que te ladeia
No abutre que te rodeia

A mais pura amizade prevalece
Nos momentos de quem não esquece!


João Salvador – 10/10/2011

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Estava cego eu sei!


Estava cego eu sei
Estavas aqui ao meu lado
Enxugando as minhas lágrimas
Limpando as minhas feridas

Dilacerado pela autocomiseração
Cheio de pena de mim próprio
Não entendi os sinais
Que agora reconheço

Fui egoísta e distante
Preocupado com futilidades inúteis
Enquanto tu,
num canto choravas …
banhada no sofrimento,
do teu pensamento!

Estavas rodeada de mágoa,
Procuravas apenas um carinho
uma palavra de apreço
um acto de amor
um contentamento
Apenas te dei dor.
Desculpa meu amor!

Sim! Agora reconheço
Todo o teu tormento.
Olhei-me ao espelho
Não me reconheci,
vi … um ser egoísta, egocêntrico …
Até frio e distante
Tive medo do que vislumbrei!
Não me reconheci

Quem vi afinal?
Quando tu precisavas de mim
Apesar de viver no presente
Não estava ali
Mas agora vi
Mulher …
Estou aqui!


João Salvador - 15/09/2011

sábado, 13 de agosto de 2011

Choro de desilusão!




Hoje estou triste,
Sou homem mas sinto …
Sim! O homem sente … sofre.
O meu pensamento é incerto.
Sofro em lágrimas de silêncio!
Sinto um ardor que me atormenta,
Uma dor que não dói.

Quero afastar as ideias sombrias,
São devaneios doentios!
Divagações que não quero!

Não me revejo nas trevas,
Vejo as almas … vazias,
Salpicadas de rancor!
O ódio atormenta-os,
Não sentem,
Estão sós,
Apenas existem!

Expludo de raiva!
Não aguento 
Tanta solidão.


Apesar da multidão.
Eu choro …
De desilusão!


João Salvador

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Passa a chuva e o vento


Passa a chuva,
Insana,
Que te banha.
Passa o vento,
num tormento,
que te chama!

Passa um momento,
Mas tu …
Resides no pensamento.

João Salvador

quinta-feira, 28 de julho de 2011

O teu corpo é um templo


O teu corpo é o meu templo
Deleito-me quando te vejo
Encarno o papel do pecado
Perco-me no teu olhar!

Num momento,
Em que penso em abraçar-te
Petrifico com a tua beleza
Não sou digno de ter-te

Mas no entanto,
avanço …
Hesito!
Vejo um corpo escultural
Toco-te …
que fantasia!
Mas no momento,
Dissipa-se … o pensamento!

João Salvador

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Renúncia


O passado é importante para entender o presente,
Mas não o suficiente para comprometer o futuro!
O passado deve ser isso mesmo, passado.
A renúncia faz parte da vida,
O caminho faz-se caminhando, olhando para o presente e almejando o futuro.

Tira o que de bom tiveste no passado, ainda que tenhas feridas marcadas,
Caminha altivo em direção a um novo rumo e quiçá à felicidade...
Agarra o que tens e aproveita as pequenas coisas da vida,
Uma boa conversa com os amigos; o amor da família; o carinho de um filho ...

Mas, acima de tudo, peca e vive a vida!
Evita a tristeza, e mentaliza-te que a renúncia pode doer,
Mas muitas vezes é essa a maior prova de amor.

Caminha em frente, não olhes para trás,
Caminha em direção a um horizonte de luz e de felicidade,
Passado é passado, e muitas vezes é assim que deve permanecer.
Escondido no limbo do pensamento...


João Salvador - 15/07/2011