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quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Pensamento versus julgamento

A facilidade com que os seres humanos se julgam uns aos outros, é hoje chocante, alarmante!
Será assim tão difícil reflectir, pensar, ponderar, analisar, avaliar e não julgar?
O ser humano é imperfeito, isso é inegável. Daí que devamos limar essas falhas, de forma a não prejudicar quem nos ama, quem nos cerca, quem vive do nosso sorriso, na nossa companhia, quem está na nossa vida!
O homem, debate-se com o bom, o mau, o certo e o errado, o certo e o incerto, o amor o ódio. Cabe a cada um gerir os seus pensamentos, os seus sentimentos, as suas mudanças de humor e estados de espirito, transformando-os em positividade, ajudando-se, aliviando-se, conduzindo-se a si próprio e aqueles que absorvem as suas energias, para a serenidade, a paz, a luz!
Encarcerar os pensamentos negativos, em jaulas obscuras, apenas leva à deterioração; à negatividade ao julgamento precipitado; à destruição da mente. Tudo, apenas e tão só decorrente das energias que proliferam em mentes perturbadas que não buscam a cura para os seus males!
Não é fácil, haverá sempre dias complicados, arrasadores, apressados, loucos, decorrentes de uma sociedade amorfa!
Mas haverá também dias bons, dias de paz, dias de luz, de tranquilidade. Teremos manhãs banhadas pelo sol, energia ancestral, recarga de almas inquietas, impacientes, atormentadas.
Essa luz é vida ... absorvam-na!
Libertem-se do que faz mal e vivam, interajam, sorriam, amem a vida ... não se importem de serem avaliados, julgados, escrutinados por aqueles que não pensam, não reflectem, não vivem, não nada ...existem apenas, numa pobreza espiritual que choca!
Mas acima de tudo, amem-se a vós próprios em primeiro lugar. A felicidade encontra-se nos pequenos prazeres da vida, podendo ser encontrada no mais distante e recôndito recanto da nossa alma!



João Salvador​ - 15/09/2016


sexta-feira, 10 de julho de 2015

Saudade


Bates à porta, ó saudade!
Implacável... 
Sem aviso.
Beijas o coração petrificado.
Deitaste o leito no seu ventre,
Recordando-lhe a felicidade,
Aclarando a presença do amor,
Adormecido, mas presente!
O teu surgir, alimenta as palavras,
Outrora vertidas em versos,
Pela boca, que desejas beijar!

João Salvador - 10/07/2015


segunda-feira, 2 de setembro de 2013

As palavras podem tudo


Palavras são armas poderosas
Elas podem magoar … destruir corações incautos sedentos pelo amor, por uma vida a dois ou pela eterna (inexistente?) felicidade.

Palavras são armas poderosas
Elas podem ser usadas para o arrependimento sincero, para o perdão de uma alma atormentada por palavras lançadas sem pensar!

Palavras são armas poderosas
Elas podem capturar o amor se bem usadas e sentidas. Podem trazer a felicidade eterna dos amantes, quando sussurradas no leito do prazer!

As palavras, elas podem tudo
Por isso assegura-te que quando as lançares as usas para amar e não para matar o amor de alguém!


João Salvador – 06/04/2013

sábado, 1 de setembro de 2012

Trilhos



Velhos trilhos, revelam-nos velhas mágoas que teimosamente se enraízam na alma. 
Devemos então fazer as nossas escolhas: continuar a viver nessas mágoas que nos consomem a vida ou em alternativa trilhar novos rumos, buscando a felicidade no presente!


João Salvador - 31/08/2012

terça-feira, 29 de maio de 2012

O teu maior projeto – a própria vida



Por mais cansado; revoltado ou angustiado que te possas sentir, nunca desistas do teu maior projeto - a tua própria VIDA.

E através dela que te alimentas de sentimentos, que partilhas com as gentes. 
Em consequência, são esses sentimentos regados por momentos de felicidade que irradiam num sorriso, iluminando e aquecendo a tua própria alma.

João Salvador – 29/05/2012

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Escravo dos sonhos - Reflexão


Sentes uma escravidão nos sonhos das palavras ditas, mas não sentidas …
Ficam os escritos das memórias que exalam do pensamento sonhado de um poeta …
Dos momentos que eternizam a vivência do seu ser; de alguém que busca sem cessar a felicidade e o amor, mas que esbarra numa barreira invisível de realidade!

Crueldade? 
O que visualiza nos seres cujos sentimentos aflorados se encontram esquecidos no tempo e mortos para o amor.
Adormecidos, alertados apenas para a autossustentação do eu, para uma busca prazenteira banal, desprovida de conteúdos.

Que pode querer o sonhador senão buscar o paraíso ainda que inexistente, que apenas reside no imaginário profundo da sua mente?
Divagações pontuais de amores eternizados nas idealizações de um ínfimo pensamento que aos olhos de um coração receoso parecem delírios de um qualquer demente, que se sente gente!

Louco? Sim! Sou louco e depois? 
Que graça tem a vida sem um raio de luz. Sem os seus raios o sol morre e o sonho definha.
Quem não busca o sonho tão cobiçado, morre lentamente, provando a pedra fria da sepultura ainda que em vida. 
Quem não sonha não nutre a alma, nem a liberta do limbo de uma qualquer triste realidade.
São os sonhos meras divagações?

São palavras pensadas, libertadas ao sabor de uma ventosa tempestade de sentimentos. 
São alimentadas pelo estado de espírito de todo o ser, que extravasa da boca as palavras proferidas por um mero sonhador que procura sentido para a vida … a sua!


02/03/2012 – João Salvador

domingo, 29 de abril de 2012

Amor puro



Os mais puros amores,
foram demandados numa adolescência doce e vivida,
eram descobertos apenas por um olhar sincero,
de um ser alimentado por uma alma inocente;
uma visão purgada, ainda que cega pelo amor.
Uma quimera arrastada pelo desejo,
Uma ânsia de ter em si o sentimento do amor.

Tais paixões são agora uma utopia do então – ainda sonhadas.
Mas a felicidade esperada, cuja busca é incessante,
rejuvenesce no saber maduro das intempéries do tempo,
Anos que passaram;
em paixões e amores que alimentaram
nos sentimentos que ficaram!


João Salvador – 29/04/2012

domingo, 1 de janeiro de 2012

Penso, reflito mas não entendo …



Busco a felicidade … que já tenho, mas nunca estou satisfeito. Caminho em busca de mais felicidade, que afinal não o é. Sou um ser em constante interrogação!
Sou apenas uma forma camuflada e drogada de me sentir realizado, num mundo que não conheço, apesar de o olhar e ver. Na verdade vejo mas não vejo!
Tal visão é na verdade dispensável. Bom! Será mesmo ou apenas o desejo assim?


Esse caminho de dúvida, é um vai e bem como as ondas do mar. Um sentimento cheio mas ao mesmo tempo vazio onde nada se encontra. Dias tenho em que o espirito se encontra em plena paz e sereno, numa perfeita harmonia com o mundo; deus e os homens. Outros dias o espírito grita, exige … mudança. Busca satisfação, em futilidades, em instrumentos mundanos e sentimentos que não alimento, mas no fundo que acho que não desejo, mas que por ínfimos instantes me aprisionam nas suas correntes de aço.


Um remoinho de pensamentos, de sentimentos, onde estou atolado e de onde não é fácil sair. Uma satisfação ainda que insatisfeita, um querer ter algo e não poder ou um puder ter e não querer. Já mergulhei na minha mente à procura de respostas, mas apenas me surgem lembranças nublosas, que se desprendem em pequenos farrapos de felicidade e infelicidade.


Já fui escravo da minha mente … da vida! Serei agora um ser liberto mas preso ao meu próprio entendimento? Não me entendo, na verdade! Mas procuro a compreensão. Na realidade não deveria preocupar-me em entender-me, pois afinal o ser humano entende os seus próprios sentimentos e devaneios?


Afinal sou feliz ou infeliz? Pois, alguém é feliz na plenitude? Que raio de dilema, que o ser humano apresenta, ser sempre insatisfeito e inconstante.
Nunca me vou entender a mim próprio, no meu mais profundo sentir … no meu mais íntimo ser. Almejo deveras descobrir a minha essência?


Mas afinal que quero? Vivesse eu noutra realidade, numa realidade privada de condições exigíveis à minha própria vivência; à condição humana. Porque razão sou tão egoísta?
Alcancei muito do que o comum dos mortais almeja! Deveria então deixar o egoísmo ao ponto de pensar na felicidade plena? Felicidade que será apenas fantasmagórica e utópica, ou talvez não!


Uma constatação da alegria e realização que ninguém alcança na totalidade. A verdade é que não acredito que nenhum ser humano se sinta completamente feliz, por mais felicidade que possa ter. Penso estar certo no meu pensamento. Quem não acreditar que busque dentro de si próprio!


No meu eu, tenho dito, sou o que sou … mas quem sou? Afinal alguém sabe? Quem se conhece completamente? Será sempre uma busca introspetiva e incessante do eu; da felicidade … do ser!
Que me importa isso? Que centelha de pensamento!
Não sei e nunca terei resposta para tal.


João Salvador – 01/01/2010

Imagem: http://www.literal.com.br/_banco/img/1298820592_contemplandoodesfiladeiro_3231_1024x768.jpg

sábado, 10 de dezembro de 2011

Felicidade? (Acróstico)



F elicidade, terás que ter
E mbalada no teu amanhecer
L ágrimas que derramas
I ndignas e me enganas
C ompreendia o teu querer
I ndecente instrumento que usas
D antes que buscavas?
A mor e felicidade
D or ou realidade?
E nfim … dou-te a verdade!


João Salvador - 06/06/2011








quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Diz o sonhador ...



Diz o sonhador, que o bom da vida é ser feliz.
Como alcançar a felicidade que toda a gente quer?
Não se iluda, pois a felicidade plena pode ser utópica.
Para se ser feliz é preciso saber aproveitar,
As pequenas coisas da vida …
Um sorriso verdadeiro,
O carinho de um (verdadeiro) amigo,
o amor pelo próximo,
as maravilhas da natureza …
o ar puro da floresta!
Essa beleza das criaturas de Deus,
Que foram colocadas no nosso caminho,
Que muitos não alcançam e não sentem!
Belezas que estão logo ali,
Só é preciso olhar e abrir a alma para elas …
Sinta-as!
Mas, se mesmo assim não encontrares a felicidade,
então, não desistas nunca, tenta até à exaustão!
Olha em volta,
abre o teu espírito,
reforça a tua ânsia pela vida.
Sê feliz!


João Salvador

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

O bem e o mal


Entre uma luta titânica,
sob um manto de esperança,
nasceu uma criança.
Vida de um ser inocente e puro,
que o tempo transfigurou.
O ciclo da vida assim o ditou,
e ele se emancipou.
Tornou-se sob o peso da vida,
um ser frio e distante …
um olhar vazio!
Um espectro de felicidade,
que parecia não alcançar.

O bem e o mal,
o afetou …
Experimentou os sentimentos,
o ódio … a repulsa!
A controvérsia entre a felicidade e a infelicidade,
uma tempestade na alma.
Momentos de amor e de dor,
Intercalados em dias que não terminavam.
Dias em que um sorriso e um carinho materno o consolavam,
mas não chegavam!

O bem e o mal,
personificados ao som do chicote que ribombava livremente.
Uma dor carnal, gutural,
cujo sangue latejava querendo sair,
Personificados num diabólico ser,
num carrasco, que havia abraçado o mal.
Nele não havia esperança ou retorno,
apenas ódio e rancor.
Ódio que passava para essa criança,
nascida da esperança!

O bem e o mal!
Quem venceu essa criança afinal?
Batalha épica e eterna,
cujas almas vai moldando à dureza da existência.
A infância desse menino,
foi uma montanha de sentimentos contraditórios.
Uma teia da qual conseguiu soltar-se.
Rejeitou o mal e venceu!


João Salvador

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Procuro a sabedoria nos Deuses



Sou um simples mortal que aspira alcançar a felicidade,
Recorri incansavelmente aos deuses,
Procurei o favor de Atena, deusa da sabedoria, da justiça e das batalhas
Procurei nesta deusa, nascida das têmporas de Zeus a beleza do meu ser;
Procurei a sabedoria,
Abandonas-me Atena, ser tão gracioso mas hipócrita,
Mesmo assim alcanço o Olimpo,
Procuro na penumbra dos tempos, a explicação para a minha existência.
Rendido á minha sorte, deleito-me com as sevícias de Baco ...
Navego no seu harém de vícios pecaminosos,
Perco-me em prazeres carnais, prazeres sem sentimento enfraquecidos de amor,
Embriago-me no vinho celestial,
Procuro enganar a minha alma, enveneno-a …
Sinto-me abandonado pelos Deuses, seres injustos e malévolos,
Deambulo perdido pelo Olimpo,
Tento encontrar a sabedoria que me foi negada que Atena me recusou ...
Procuro no caos da minha mente, e deparo-me com Tifão e revejo-me nele,
Toco com a cabeça perdida o céu, estendo os braços ...
Subjugo o mundo à minha vontade,
Numa demonstração pérfida de poder, para justificar o meu ser; a minha frustração,
Fui gerado por Gaia, para subjugar Zeus e alcançar a sua glória,
Vi-me numa luta titânica e inglória, votada ao fracasso,
Afinal o monstro era eu, entrei num pesadelo do qual quero acordar ...
Era Tifão, um ser abominável e desprezível.
Um ser repugnante, com os meus dedos de dragão; ser alado e cintura coberta de víboras
Apelei a Zeus que me desse sabedoria,
Encontrava-me numa luta que não poderia ganhar,
Fui repudiado e abandonado á minha sorte,
Nem a grandiosidade dos Deuses me salvou, apenas Baco me acudiu,
Não sou um deus, apesar de o ter almejado,
Caminho por uma terra sem sonhos sem futuro,
Onde o verde se tornou cinzento,
Onde a escuridão envolveu as almas dos humanos, que caminham sem ver …
Mas não desisto, hei-de encontrar a sabedoria, hei-de ver a luz … um sinal
Irei encontrar a explicação para a minha própria existência,
Sei que não sou um deus, apesar de ter procurado os seus favores,
Sou apenas um simples humano que vive e sonha …

João Salvador

Renúncia


O passado é importante para entender o presente,
Mas não o suficiente para comprometer o futuro!
O passado deve ser isso mesmo, passado.
A renúncia faz parte da vida,
O caminho faz-se caminhando, olhando para o presente e almejando o futuro.

Tira o que de bom tiveste no passado, ainda que tenhas feridas marcadas,
Caminha altivo em direção a um novo rumo e quiçá à felicidade...
Agarra o que tens e aproveita as pequenas coisas da vida,
Uma boa conversa com os amigos; o amor da família; o carinho de um filho ...

Mas, acima de tudo, peca e vive a vida!
Evita a tristeza, e mentaliza-te que a renúncia pode doer,
Mas muitas vezes é essa a maior prova de amor.

Caminha em frente, não olhes para trás,
Caminha em direção a um horizonte de luz e de felicidade,
Passado é passado, e muitas vezes é assim que deve permanecer.
Escondido no limbo do pensamento...


João Salvador - 15/07/2011

A minha herança, meu filho



Foste gerado com amor.
Germinas-te, num lugar onde reinava a paz, a quietude.
Um período de alegria, tamanha felicidade.
És o fruto do amor, da paixão … do desejo carnal,
Foste a decisão de um Deus, que te deu a vida.
Nasces-te! Pequeno ser iluminado, rasgo da minha alegria.
Dei-te colo e carinho,
Meu filho … minha luz!
Afastas-te as trevas de mim,
És resultado de uma chama irracional … mas maravilhosa!
Deste-me alento; esperança; força; determinação …
Mas, ao mesmo tempo responsabilidade.
Não tenho teorias para te criar,
Olho ao espelho …
Serás uma imagem do eu?
Não, serás sempre tu … o meu filho!
Perco horas a admirar o teu sorriso, inocente …
Nascido para um mundo cruel, que não conheces!
Protegido numa redoma de amor, ladeado de dois seres,
Teus anjos protetores, tua mãe e teu pai …
O teu colo, o teu conforto … amo-te meu filho!


João Salvador