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sábado, 29 de outubro de 2016

Hoje reina a paz num coração calado

      Hoje reina a paz,
      no interior de uma alma inquieta,
      que apenas busca a luz!
      Hoje reina a serenidade,
      num coração que ama calado....
      Hoje reina a pureza,
      numa mente límpida,
      desprovida de negatividade.

      Hoje reinas tu amor.
      Sim reinas tu,
      mesmo que não saibas!
      Ah! Esse amor que transborda deste coração palpitante,
      é tão forte, que nem o tempo consegue apagar!
      Sim, amo-te!
      Como não amar tanta beleza ... tanta humanidade.
      Como não venerar os murmúrios de uma mulher,
      cuja voz de veludo, enfeitiça os meus sentidos?
      Esse amor que liberto deste pobre coração,
      é tão forte, que nem a morte apagará!

      João Salvador - 29/10/2016



quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Paz! Como a anseiam os homens


Paz! Como a anseiam os homens ...
Qual o segredo daqueles que respiram liberdade
Desejam ser eremitas, isolado dos tempos conturbados.
Afastados de uma sociedade gulosa, pela sanidade deteriorada,
dos cidadãos que vivem sem viver!
Gritai! Vivemos hoje enclausurados, numa aparente felicidade,
completamente castrados às exigências doentes!

Os fantasmas passam, olham, seguem sonâmbulos,
vendo homens aparentemente felizes, sorridentes, com uma paz invejada.
Oh! Estão tão enganados ...
O coração chora de tormento!
Paz, como és ansiada ...
Um momento apenas, um minuto
Uma almofada doce, tenra, um céu estrelado,
o ar puro, a contemplação à natureza.
Abrem os braços, absorvem a luz,
sentem o sol a banhar-lhes a alma!
Mas, nem assim alcançam a paz!
O descanso das amarguras, das mágoas, da dor!
O limite ... é o limite, o acumular.
Dai a paz, a quem a suplica!


João Salvador - 01/09/2016

sábado, 28 de maio de 2016

A primavera

 
Momentos de paz,
Lapsos de meditação

Acalmia nas águas turbulentas da vida!
Sons de uma natureza inspiradora, 

Desejos de serenidade realizados,
Emanar de encantos perfumados,
O céu, as flores, os arbustos, as árvores, 

cenário bucólico, analgésico para a alma ...

A primavera permanece, 

mas eu não, e com isso fico contente, 
pois, a primavera floresce mesmo sem mim ...

João Salvador - 28/05/2016


*******

E que bem o define Fernando Pessoa neste poema:

Quando vier a Primavera,
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.
A realidade não precisa de mim.
Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma
Se soubesse que amanhã morria
E a Primavera era depois de amanhã,

Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,

Porque tudo é real e tudo está certo.
Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
O que for, quando for, é que será o que é.

Alberto Caeiro, in “Poemas Inconjuntos”
Fernando Pessoa e seus heterônimos

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Extenuação

Os dias sucedem-se às noites,
as noites aos dias,
a primavera ao verão, 
os anos às décadas.
A infância passa,
segue a adolescência,
a maioridade,
a idade adulta, 
as rugas,
a sabedoria ...
a morte!

O cansaço acumula,
extenua,
desgasta,
marca ...
Não somos feitos de ferro,
não somos autómatos, 
não somos bonecos,
não somos infindáveis, 
eternos ...

A paz. 
Essa não chega.
É utópica.
Vive-se o ruído.
A poluição da mente.
Uma sociedade apressada,
atolada em nada,
deturpada!

Que o cansaço não vença a mente,
Que não impeça de alcançar a meta.
O maior cansaço ... 
esse não é físico, é mental!
João Salvador 13/05/2016

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

A paz, busquemos a paz.



Ainda não consigo entender a razão de tanta negatividade. O cansaço emocional, psicológico, venceu uma sociedade que vive rendida à arrogância, ao insulto fácil, à intolerância …

Os sorrisos foram vencidos, substituídos pelas faces carregadas, ansiosas, derrotadas … mas derrotadas porquê?

Afinal porque não olham o horizonte, não contemplam o nascer do sol, não respiram profundamente as brisas frescas da manhã? 

Qual a razão pela qual não agradecemos o respirar, o viver, o acordar?

Vive-se por viver, cabisbaixos, vencidos pelas doenças que atormentam e sugam a positividade da sociedade. Como combater o mau-humor, a ansiedade, os vampiros que sugam a boa-disposição, que atormentam a nossa paz?

Bom o melhor para combater a negatividade, varrendo-a para debaixo do tapete, será seguramente adoptar atitudes positivas, construtivas, mantendo a mente activa, inundando-a com sorrisos, alegria, empatia …

A paz é hoje algo cada vez mais difícil de obter, pois vivemos rodeados de pessoas insatisfeitas, gulosas de bens materiais, intolerantes, frustradas, envenenadas com opiniões contrárias, imutáveis, que não aceitam fundamentação. No fundo pessoas perdidas delas próprias, pelo que urge que se encontrem, busquem o caminho da serenidade, da paz interior, da cumplicidade.

Todos os problemas que criamos nas nossas mentes são solucionáveis, assim temos que pensar, mas acima de tudo agir!

Não criemos em cada solução um problema. A positividade ajuda a levantar o semblante, a energia, que por sua vez nos dá ânimo e força para a resolução dos problemas e para a transposição de obstáculos, que em muitos casos podemos utilizar para edificar ideias e soluções práticas e duradouras.

O fardo das tarefas torna-se mais leve se distribuído por todos, desde que todos o segurem de forma firme e aguerrida, pois caso contrário, uma parte cede e o fardo cai, arrastando todo o grupo para o chão, tornado a tarefa de superação hercúlea, ainda que não impossível.

Lembrar que o mundo é belo, que somos seres maravilhosos, incríveis, parte de um universo imenso, interminável, fará com que nos sintamos impregnados de felicidade, polvilhados do que faz bem às nossas mentes, ao nosso ser, ainda que tal seja insignificante perante a escala universal, mas tão grande na profundeza da alma de cada um!

A paz, busquemos a paz, algo tão valioso, algo que busco, como vós buscais. Sem paz a vida é cinzenta, dolorosa, triste. Mas levantai a cabeça, removei a cinza as trevas e deixai que o sol da vossa alma ilumine a mente, o espírito a vida … buscai a harmonia!

Não vos deixeis abater, lutai contra tudo que sepulta a paz. Renunciemos ao egocentrismo e vivamos mais de nos para nos, mas também para os outros, pois os nossos actos de solidariedade reflectem-se no nosso bem-estar emocional.

Busquemos pois a paz … a nossa e a dos outros!




João Salvador – 29/02/2016

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Ser feliz?


Ser feliz? 
Não peço muito ... 
Deixai-me mergulhar num mar de paz,
de tranquilidade!
Que a minha mente descanse,
Que os dias sejam leves, 
as noites conselheiras!
Tenha paz,
e terei vida!


João Salvador - 22/01/2016

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Notas Soltas I


No início reinava a paz, numa alma amorfa que nada conhecia, não sentia, não amava.
Era o vazio, divagando num vácuo sem sentido, até que um dia o seu olhar se cruzou com uma deusa, cujos cabelos esvoaçantes, o cegaram com a sua beleza.
Um olhar penetrante, hipnotizador, arrebatador trespassou-lhe como uma flecha de cupido o coração errante.
Conduziu aquela alma outrora vazia para uma loucura de desejo corpóreo, luxuriante que nunca antes havia sentido …
Mirava agora maravilhado aquele corpo torneado, suado, transpirando desejado, era o palácio de vénus pedindo para ser explorado.
A alma encheu-se finalmente de sentimentos nunca outrora conhecidos, abandonando o limbo da apatia, lançando-se na loucura da paixão desenfreada.
Experimenta agora sentimentos antagónicos, uma visão tardia do que já poderia ter possuído.


João Salvador – 29/10/2014

terça-feira, 8 de abril de 2014

Floresta encantada


Respiro o ar da floresta encantada
Das folhas que adornam seus troncos nus
Envergonhada ao olhar humano
Mas liberta do olhar crítico de Àrtemis

Caminhando pelo ventre dos majestosos guardiões
Medito a sua grandiosidade, beleza e altivez
Que me ensinam a pequenez universal
Da Mequinez egoísta dos humanos

Liberto-me na sua paz que rodeia o ar respirado
Aliviando-me do fardo do eu que me persegue
Alimentando-me a alma para a beleza da vida!

Sorvo a plenos pulmões a sua pureza
Visto-me da sua inocência, despida de preconceito
Rumando agora rejuvenescido, nascido para um novo dia!


João Salvador – 18/01/2014

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Pássaro ferido


Sois pássaro ferido,
Voais sem rumo no vasto céu da incerteza,
Oscilais perdido,
procurando um destino!
Cortais com vossas asas esbeltas,
decoradas com cores tropicais,
os ares da terra que abraçais,
e o solo que contemplais.
Visionais os mantos verdes dos prados,
Ofegais pensativo,
rendido ao pensar
absorvido pela paz que vos traz o leito do rio.
Sentis liberdade na vastidão dos céus
que vos envolvem carinhosamente
como uma mãe que aconchega seu filho.
Aqui abraça-vos a mãe natureza
Libertadora de todos os tormentos,
Sois hoje um pássaro livre …
Voai, voai, alcançai a imortalidade
Vivei …
Experimentai o gosto da liberdade!


João Salvador – 26/12/2013

sábado, 7 de dezembro de 2013

A tua sombra

Vivo as ilusões dos sonhos perdidos
Vivencio a sombra do verdadeiro amor
Acompanho caminhos trilhados pela alma gémea
Sinto um amor que a vida em mim matou!

Observo, escuto e sofro em silêncio, por ti e por mim
Hoje resta-me apenas um trapo de retalhos
Um coração estilhaçado por sonhos quebrados
Sangrando a doçura do amor longínquo



Vejo-te contemplativa, sentada nas rochas
Esvoaçando teus cabelos, acarinhados pelo mar!
Numa cumplicidade selada pela compaixão
Libertas ao vento o perfume que outrora senti

Olhas com um olhar vazio, escondido pelas sombras
Um destino que não escolhemos, mas reservado
Pedes a paz para a tua alma agitada, mas …
Vives como vivo, alimentando um amor morto, mas doce!

Uma tumba fria foi-me reservada em vida
Ornada com um relicário onde guardo minhas cinzas
Deposito nele os sentimentos amordaçados
Na esperança de ressuscitar no além o amor que te neguei!


João Salvador – 07/12/2013

Acompanhamento:
Canção do mar - Dulce Pontes

domingo, 5 de maio de 2013

Tempo para partir – Simbiose entre o espírito e a alma



Momentos de reflexão, levam à ponderação!
Momentos na vida que se agita …
Momentos que pedem paz de espírito …
Momentos em que a mudança é balsâmica

Todo o ser humano precisa de tempo …
Tempo para se conhecer
Tempo para auscultar os cantos mais obscuros da alma!
Tempo para estudar os seus devaneios …

Na verdade “Há um tempo para partir, mesmo quando não há um lugar certo para ir”.

Que importa o destino?
Importa tão só, alcançar a paz que tanto se almeja
Procurar-se a fuga ao cinismo; à ironia; à falsa amizade …
Procurar-se uma vida harmoniosa,
Procurar-se a simbiose entre a alma e o espírito
Procurar-se a tranquilidade nesta floresta da vida
Cujos ramos nos sufocam diariamente
 E tu sofredor, que procuras tu?
Não será tempo de te questionares?

João Salvador – 05/05/2013

domingo, 25 de março de 2012

Pensamento - Amas em silêncio


Amas num silêncio cortante; num amar que te acompanha; numa paz surda e tumultuosa que atormenta a tua alma.


João salvador 22-03-2012

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Paz espiritual


Buscas incessantemente a paz
Estás exausto; cansado; saturado
Queres refugiar-te em ti
Foges dum quadro deprimente

Procuras uma fonte de vida
Algo que te traga paz ao espirito
Envelhecido pelo tempo
Apunhalado pela incompreensão

Buscas um mundo só teu
Um paraíso terrestre de vida
Onde alcances o nirvana
Tão almejado pela alma

Pedes apenas um retiro
Não procuras o perdão
Queres um local de quietude
Queres viver em acalmia

Sentir o silêncio da alma
Escutar o teu ser
Viver um novo amanhecer
Renunciar ao sofrer!

Liberta-te dessas correntes,
Que te amordaçam e fustigam,
Que te consomem num fio de vida.

Apenas buscas a pacificação da alma
O descanso de ti próprio
Apenas isso. Procuras … a PAZ!



João Salvador – 01/11/2011

domingo, 18 de setembro de 2011

Sono profundo



Dormia o sono dos justos; profundo, deitado num mundo instável
Sonhava com o amanhecer sereno, numa acalmia plena de vida …
Queria um amanhecer feliz; deslumbrante; soalheiro e belo
Queria um novo dia a nascer … para te ver, lavrada pela luz


No meu sono vi-te. Pensava nas tuas palavras gravadas
Sonhava com os teus desejos, a tua ânsia de vida, os teus ensejos
Afastava com beijos ternos, os teus fantasmas que se esfumavam
No meu peito descansavas Afrodite, por mim venerada e amada


Sentia-te numa paz contagiante, uma respiração tranquila
Dormiam os corpos entrelaçados, aconchegados e quentes
Esperançados no sentimento puro do amor … o nosso amor!


O sonho passou célere, saboreado; apreciado a cada segundo
Sentido pela beleza deslumbrante de luz que nos envolveu
Acordei em paz na esperança de viver um novo dia … feliz!


João Salvador – 14/09/2011

terça-feira, 19 de julho de 2011

Convite da Morte

Aproximei-me perigosamente de ti ...
Cai num vazio de paz, onde a luz se aproximou
O limbo onde me encontrei, foi momentâneo, mas forte
No entanto, não pensei, quase te abracei ...
Ó morte! Suavemente surgiste sorrateira e risonha
Convidas-me a acompanhar-te
Querias-me num mundo que desconheço
Dizes em voz jocosa, que morrer não é acabar é renascer
Vi-te no entanto, ladeada de almas suspensas nos céus
Almas que gritavam, voando rumo ao Inferno
Vinhas ornada de uma gadanha de ferro, frio e arrepiante
Vestias um manto negro a relampejar,
Emanas um odor intenso, cheiras a sofrimento e dor.
O teu olhar, ainda que apelativo é vazio
É desprovido de emoção, um olhar medonho
No entanto, resisti aos teus encantos, tenho medo ...
Resisti a um cruel mas doce destino
Impuseste um pensar que me engana,
Quase me fez esquecer de viver
Uma morte que me envolve,
Rouba-me a serenidade
O repouso alicia, mas não o quero
Preciso de alimentar a alma de vida
Serás tu, ó morte, o fim?
Talvez, mas não a finalidade da vida
Não perdi o entusiasmo de viver, por isso vivo
Afasta-te de mim ó sombra tenebrosa ...
A vida é algo que persigo ... o olhar da mulher amada
O carinho da prol, o sorriso das gentes
Os sonhos, urgem num turbilhão, quero vivê-los
Pois morrerei certamente, mas não a teu convite

João Salvador

sexta-feira, 15 de julho de 2011

A minha herança, meu filho



Foste gerado com amor.
Germinas-te, num lugar onde reinava a paz, a quietude.
Um período de alegria, tamanha felicidade.
És o fruto do amor, da paixão … do desejo carnal,
Foste a decisão de um Deus, que te deu a vida.
Nasces-te! Pequeno ser iluminado, rasgo da minha alegria.
Dei-te colo e carinho,
Meu filho … minha luz!
Afastas-te as trevas de mim,
És resultado de uma chama irracional … mas maravilhosa!
Deste-me alento; esperança; força; determinação …
Mas, ao mesmo tempo responsabilidade.
Não tenho teorias para te criar,
Olho ao espelho …
Serás uma imagem do eu?
Não, serás sempre tu … o meu filho!
Perco horas a admirar o teu sorriso, inocente …
Nascido para um mundo cruel, que não conheces!
Protegido numa redoma de amor, ladeado de dois seres,
Teus anjos protetores, tua mãe e teu pai …
O teu colo, o teu conforto … amo-te meu filho!


João Salvador