sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Rasgo de luz



Rasgos de luz, irrompem pelas trevas, trazendo-me raios de sol que me aquecem a alma ...
Simples palavras, transformadas em calor humano, irradiam e banham o sangue, adormecido do poeta!
Tu que és o meu sol, nunca deixes de brilhar!


João Salvador - 27/01/2016

O meu santuário



Este é o meu santuário,
É aqui que vivo para ti ...
Neste pedaço de paraíso,
Sou tudo que sonho,
Faço o que desejo,
Amo-te, sem te acariciar,
Tenho-te sem te ter,
Beijo-te sem te beijar,
Toco-te sem te tocar!


Vivo a luxúria do teu corpo,
Sem o saborear,
Ainda assim, neste cantinho,
Neste pedaço meu,
Tu és só minha, mulher!
Musa dos sonhos de um navegante,
Musa de um pescador de versos,
Este é o meu santuário,
O mural, das minhas dores ...
Dos meus sentimentos,
Um templo a ti!




João Salvador - 28/01/2016

Sensações


Vivo ainda hoje,
louco,
espectante,
sentindo o gosto da tua pele.
A língua, não me obedece,
deambula livre, pelas tuas coxas.
Tremo a luxúria,
do teu corpo torneado.
Satisfaço o teu corpo e o meu,
um ritmar de caricias,
uma constante dança de posições,
O transpirar,o tocar,o sentir.
Chega de palavras!
Quero-te aqui,
Quero-te agora,
Quero-te real!
Quero finalmente, morder teus lábios,
Percorrer teu corpo quente,
guloso,
com mão deslizantes!
Sentir o calor desse vulcão,
Cujo fogo pede para ser devorado,
Essa cratera, que ouso preencher,
Ritmado,
Sincronizado,
Ambos os corpos eclodem,
Num violento terminar,
Gozado,
Desejado,
Sentido.
Uma explosão a que nem o pudor resistiu...
Finalmente,
saciado ...
por momentos!
João Salvador - 28/01/2016

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Não mais te perseguirei


Não mais te perseguirei com os meus pensamentos
Guardo para mim um amor que o tempo não apaga
No cofre da minha alma, acorrento a dor ...
Desse amor que tanto ousei desejar!

Não me censures se peco
Apenas pequei por te amar
E por tanto de amar ... sofri, sofro!
O amor não é sofrer ...

Se sofro é porque te quero ...
Já assim é desde que te encontrei!
O tempo esse não te apaga
Relembra-me quando quero esquecer

Vivo conformado com a tua ausência
Acalmo o coração, olhando as imagens de ti
Felicito-me pela tua felicidade
Ainda que nos braços de outro

Mas meu amor, este amar, nem o tempo vence.
Iludo-me no prazer carnal, na luxúria
Afundo-me nas mágoas de corpos estranhos
Tudo isso, trocaria por ti amor!


João Salvador – 07/01/2016

domingo, 3 de janeiro de 2016

Acalmia de uma mente tumultuosa



Sinto hoje uma estranha calma que me inquieta. 
A chuva cai ritmada, adoçando a preguiça dos meus pensamentos.
Liberto as luzes foscas e dúbias que prejudicam a mente. 
Troco-os pelas palavras doces, que um dia me sussurraste "Amo-te" e que esperançoso desejo ouvir novamente!
Descontraio a caverna desta mente revolta, cujas águas navegaram tumultuosas, nos dias passados.
Pesando as tuas palavras, não mais perderei os momentos de paixão que me bafejam. 
Os contactos dos corpos, o prazer, o desejo, não mais os renunciarei em prol de uma espera que não sei realizável.
Certo que teu corpo é meu templo, uma deusa, Afrodite da minha luxúria, a Vénus da minha perdição. 
Inigualável é o teu cheiro, a textura de uma pele que ousaria tocar, uns lábios que beijaria sofregamente, afundando-me nos tremores do desejo, que enlouquece os amantes. 
Esse templo cujo escravo se rende ... não alcança. 
Iludido, rezo a outros templos que consumo como louco, mas cuja satisfação é de momento, mas logo desvanece. Dá lugar ao vazio e ao verdadeiro querer!
Soubesses o quanto te desejo ...

João Salvador -03/01/2016

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Lágrimas da minha loucura


Não suporto mais as lágrimas da minha loucura.
Os minutos apagam-me a vida, rumo ao ciclo anunciado …
Não me castrará …
A clausura do amor que encerro no peito, consome e corroí-me a vida, até agora, ao momento em que te escrevo …
Não mais me guardarei para aquele momento mágico de loucura, viverei já esses momentos, bailando ao sabor dos prazeres mundanos!
Não mais me guardarei, nas paredes desta mente presa a uma incerteza, que apenas me leva à perdição da já débil sanidade de um poeta perdido numa floresta de sentimentos controversos, antagónicos.
Perco-me hoje num novo dia, navegando na luxúria de um corpo quente, de uma Vénus, que como eu cansou de morrer uma vida em vida!
O pudor, esse, já não me interessa …
As opiniões, relevo-as, ignoro-as, vivendo gulosamente a perdição dos corpos esbeltos, torneados, suculentos... que me acalmam o libido de uma lava fumegante.
A loucura desta paixão desenfreada, realizo-a ao sabor dos desejos do momento, cuja realização em ti, está pendente apenas da tua vontade!
Esquece tudo, perde-te em mim … faz amor comigo, mata-me esta sede de ti! 

João Salvador - 01/01/2016

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Tão perto de ti


Tão longe, mas tão perto de ti!

Senti o teu perfume purificador, a impregnar o ar, naquela cidade berço, onde a beleza da musa mística e nostálgica, entregou os pensamentos ao vento. 

Queria ser a razão desses pensamentos angelicais, cuja áurea de anjo te transportaram para lá da tua alma!

Senti todas as palavras que sussurraste, tímidas, repletas de paixão. Vesti a personagem de um fantasma cujo corpo usei, deliciando-me com os teus versos. Deambulei ocultado pelo arvoredo do meu espírito, mergulhando nas margens do rio, cujas águas se renderam aos teus encantos!

Fiquei petrificado, maravilhado, saudoso, vendo-te, mirando-te, alimentando-me de um amor que à muito não senti!

Sem que o soubesses, fiquei especado, imóvel, esculpindo cada pormenor de teu corpo, adorando as tuas curvas de deusa, acariciando-te os cabelos, olhando-os, amando-te!

Inocenta a luxúria de um homem, cujo sangue ferve descontrolado nos píncaros da paixão ilusória de uma mente doente, louca por amar!

A neblina rendeu-se a uma beleza bafejada pela mão da mãe-terra, cuja presença majestosa, a fez dissipar-se, esgueirando-se pelas ruas da cidade poética, cujos versos ecoam nos poemas escritos na história das vidas passadas, lambendo as feridas de amores não correspondidos!

Sim, podes chamar-me cobarde, tive medo, um medo irracional, um medo pensado, não sentido. 

Ver-te no teu palácio, mirando a cidade … 

Perdi-me nos temores da mente, receando que não me quisesses, perdendo o momento de te ter! Mas … ainda me quererias?

Sangro, estives-te tão perto, temi, vi-te, senti-te tão minha. 
Maldição, esta dor não se extingue, arrasta-me para uma vida utópica, balançando-me num limbo existencial inexistente … existente apenas em mim e na caverna oca de um coração perdido!

Sim, amo-te! 
Perdoa a cobardia de um ser ilógico.
Mas, não és minha, és uma deliciosa lembrança, uma musa que me aconchega os dias frios da mente. 
Sara em mim as feridas de uma vida estéril!


João Salvador – 29/12/2015

domingo, 20 de dezembro de 2015

Feliz Natal

A todos os meus leitores, familiares, amigos e aqueles que durante todo o ano e não só nesta altura do ano, precisam de uma palavra de conforto, de amizade e solidariedade, desejo um FELIZ NATAL.
Que a vida sorrida a todos por igual, fazendo deste mundo um mundo mais igual ...


sábado, 19 de dezembro de 2015

Ego


O ego, em excesso, prejudica as relações, tornando-as mais difíceis e complexas.O conflito entre o ego e a racionalidade, levam os homens a campos prejudiciais à mente.Transporta-os à irracionalidade, ao conflito gratuito e evitável.O diálogo deve prevalecer, abatendo esse cão raivoso que é a afirmação do ego, em detrimento da serenidade e da racionalidade!


Citando Alejandro Jodorowsky:"O ego é como o teu cão. Este tem que te seguir, não o inverso. Precisas fazer com que o cão te siga.Não o mates, doma-o".

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Vida moribunda


Sentes-te exausto, desfaleces. Estás preso ao casulo de uma vida moribunda, onde o amor não nasce e a vida não floresce.

A flor que outrora se abria ao raiar do sol, recebendo os raios de luz que abençoavam as manhãs generosas e alegres, fecha-se agora chorosa, libertando copiosamente lágrimas amarguradas.

Os sonhos, esses são agora turvos, distantes e difusos. A imagem do amor é hoje menos clara, perdendo cor, nas frases que se apagam, do livro, escrito pelo destino.

Não consegues cheirar aquele perfume, combustível do teu sangue, ou sentir aqueles lábios carnudos, apetecíveis, quentes, que te acomodavam o sono, levando-te aos delírios do amor platónico, imaginado!

A quietude, o vazio, assolam a mente, cujo túnel das recordações se afunda nas longínquas lembranças, cada vez mais difíceis de alcançar!

Ainda assim buscas o sentido de um destino pregado às paredes da nostalgia, cujos pensamentos e memórias não são já suficientes para te alimentar.


João Salvador – 17/12/2015