quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Sondo a alma do amor!



Sondas-te as almas dos homens.
Em todos viste desilusão,
no mero apelo frígido pela luxúria,
um sentimento morto de afetos!

Num momento ínfimo de pausa,
nessa busca interminável,
encontras-te finalmente uma alma
que ilumina quem verdadeiramente ama.

Foi nos seus braços que encontras-te
a essência da pureza no amor.
Descobriste sentimentos límpidos
em alguém que ama sem nada pedir em troca.

Havias-te já resignado, submissa a um mundo de dor.
Vivias rodeada de mágoas que te polvilhavam a mente.
Os sentimentos que guardavas no coração, tão castigado,
viviam amargurados e poluídos pela mágoa.

Finalmente uma fresta de luz inundou o teu mundo,
arrancando-te do túmulo frio em que te havias sepultado.
És agora um rasgo de alegria que ilumina o próprio sol,
Contagiando; espalhando; libertando o amor encarcerado.

Vives despreocupada como uma jovem adolescente.
Lanças teus longos cabelos ao vento, gritando o bem-querer.
Tens em ti os mais belos sentimentos …
Corres agora feliz em direção aos braços do teu amor!

João Salvador – 12/09/2012

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Devolves ao mar a dor



Contemplas em pranto o mar revolto
Sentimentos que te arrancaram,
Arrebatados num naufrágio vivido
Olha-los agora perdida!

Pensas contemplativa …
Findou assim o amor?
Ofereceste-lhe o coração
Uma rosa pura, intocada!  

Seguras hoje uma flor murcha
Triste, desprovida de afetos
Coberta de espinhos e dor!

Voltas ao mar onde o amas-te
Olhas uma última vez … o passado
Devolves ao mar a dor. Adeus meu amor!


João Salvador – 01/09/2012

sábado, 1 de setembro de 2012

Trilhos



Velhos trilhos, revelam-nos velhas mágoas que teimosamente se enraízam na alma. 
Devemos então fazer as nossas escolhas: continuar a viver nessas mágoas que nos consomem a vida ou em alternativa trilhar novos rumos, buscando a felicidade no presente!


João Salvador - 31/08/2012

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Olhar de feiticeira



Mergulhei nas profundezas de ti.
Penetrei silenciosamente o teu olhar
Vasculhando todos os recantos do teu ser
Neles vi uma imensa saudade
Vi algo misterioso que ocultas
Nas profundezas da tua alma!

Será um desejo que omites,
envolto numa paixão enclausurada?
Sinto uma intensidade cósmica,
escondida no limbo das tuas memórias,
Prestes a revelar-se.

O teu olhar paralisante
contagia os homens ávidos de amor.
Seus corpos vibram …
Contemplativos
Venerando-te
Deusa do amor …
És para eles, Afrodite!

És poderosa!
Misteriosa
Bela
Perfeita
Desejada

O teu olhar
De feiticeira
Prende quem te contempla
Nas suas malhas de sedução!

Afinal mulher
Diz-me …
Que escondes no teu olhar?


João Salvador – 23/07/2012

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Conhecer as almas



Quero-te porque te quero
Amo porque te amo
Desejo-te porque te desejo
Tudo em mim é sentimento!

Sou teu!
Explora o meu próprio eu
Expia a minha alma
Aprende a conhecer a tua

Ali encontras as respostas
Que tanto anseias
Teimosamente escondidas 
Nas teias da eternidade


João Salvador – 11/07/2012

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Vazio



Na imensidão do vazio, encontro o eco da minha própria vida, oscultando as vozes adormecidas na alma.

João Salvador – 27/08/2012

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Mais velho um dia




Caminho rumo ao além-mundo,
agora que a luz me banha.
Uma porta abre-se em mim
espreitando-me do passado.

Passam os anos sem perdão
Persegue-me sem contemplação
Vincando-me o corpo com rugas
Absorvo a sabedoria do então!

Rumino a data que passa
Chegado a mais um dia
Cujo ciclo se completa
Não sei de chore ou se ria

Sou hoje melancolia
Penso na vida vivida
No sonho e na coisa perdida
Sinto-me mais velho um dia!

João Salvador – 21/10/2012

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Quem sou para ti?



Tenho tanto de louco,
como de insano.
Sou um eterno apaixonado,
ou serei apenas estouvado?

Serei para ti desejado
ou um homem rejeitado?
Queres-me ou não me queres?
Afinal quem sou para ti?

Diz-me mulher,
Senão ensandeço.
Não me deixes enlouquecer.
Que lugar ocupo no teu coração?

Por favor amor!
Não me deixes morrer
Sem saber …
Se um dia te posso ter!
  

João Salvador – 17/08/2012

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Laboriosa labuta




Caminhas-te sempre firme, observando, indagando.
Procuravas uma confiança que te ofuscava a razão.
Uma intensidade, uma corrente que te cegava.
Seguias o trilho da vida … numa interminável procura!

Laboriosa e orgulhosa canseira, desempenhada no momento …
Do sentimento que havias cumprido a meta … sem tortura.
Labuta que te consumia mas te realizava.
Um sorriso; um agradecimento … uma lágrima vertida.

Uma gratidão de alento que se esfumou no momento.
Naquele dia de hoje, em que o sol não brilhou,
no dia em que o céu relampejou e gritou!

Acordas-te caminhando num pântano, castigado pela chuva.
Voaram palavras de apreço que não esqueces e não desprezas,
mas, num ápice … tudo mudou, o teu ser cobriu-se de nada,
caminhando pesadamente, rumo ao contágio do mundo!


31/08/2011 - João Salvador