sábado, 28 de fevereiro de 2015

Angústia


mores renascidos
o calor de noites escaldantes
anham folego na paixão oculta
rge juntar os corpos suados
entir o prazer da luxúria
irar proveito da vida, matar a angústia!
Í nfimos momentos de êxtase, idealizados!
tingidos pelo limiar do prazer carnal.

João Salvador – 23/08/2014

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Palavra aprisionada


Aquelas palavras que não pronunciei
Guardo-as em mim, expectante!
Mordo os lábios suplicantes
Retendo a palavra amor

Jaz entorpecida … quase morta
Mato-a nas entranhas do meu ser
Mas apenas momentaneamente
O poder da mente, conjuga-se

Abate-se o sofrer, urge viver!
Não consigo reter tão forte sentir
Busco o amor, ele vai surgir!

Nascerá mais fulgente …
Qual fénix … poderosa, arrebatadora
Fundirá o amor
Renascerá nos corações esquecidos.


João Salvador – 12/02/2015

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Pensamentos silenciados


Moves-te no vazio dos silêncio emanados pelos teus pensamentos antagónicos, que não compreendes, ocultando em ti sentimentos atormentados que lutam entre a razão e o coração, entre a hesitação e a concretização.

Habitas as suas noites aquecidas pelas memórias luxuriantes dos desejos de dois amantes que insistem conhecer-se, lambuzar-se nos seus corpos sedentos, privados que o estão … ensandecendo-os!
Querem desabrochar, libertar-se de uma vida encarcerada por mal-entendidos e medos infundados!

Chega-se a um ponto em que os medos se tornam estupidificados, num mundo de liberdade, apenas não se vive se não se quiser. A dor deve ser castrada e não alimentada através da não concretização do desejável, da vontade, da paixão … do querer!

Grita ao vento, que espalhe as palavras silenciadas por anos de clausura. Ela que seja a mensageira da tua felicidade. Liberta-te, realiza-te, vive-te …

O tempo dos silêncios, dos medos, da dor … doce ou amarga, o tempo dessa dor apregoada por Camões já morreu com a odisseia poética do autor, que largou os sonhos no papel branco, onde pousou a caneta, procurando agora a realidade do contacto no regaço de quem ama!

João Salvador - 26/01/2014

domingo, 28 de dezembro de 2014

Racionalidade perdida


Como podes pedir racionalidade?
Não a queres nem a desejas,
Queres a loucura de poder amar.
O coração é cego, sente!
Olha, absorve o seu olhar matador
Que penetra arrebatadoramente, rasgando-te o ventre,
Libertando-te da dor que consentes.
Olhar … enfureces a vontade que explode como lava!
O corpo treme, curvando-se perante tamanha beleza
Ah! E esse lábios carentes então?
Oh meu deus!
Proferissem eles a palavra amor e perder-te-ias nos seus braços, para todo o sempre!
Render-te-ias aos seus exército de sedução, baixando o escudo da realidade, esquivando-te aos medos, mergulhando na loucura do desejo adormecido, que rugiria acordando para a paixão, aprisionada no peito de um ser moribundo.
Um ser que vive só para te amar, ainda que o não vejas, ainda que o não sintas.
Nas sombras dos teus dias, os seus pensamentos perseguem-te, protegem-te, beijam-te, amam-te!
Tu, sim tu … és o desassossego da alma, amor!
És a razão do seu viver
És o seu doce sofrer!


João Gomes Salvador – 28/12/2014

sábado, 13 de dezembro de 2014

Mudança


Não seja adverso à mudança, veja-a como um novo caminho que precisa de percorrer na complexidade das encruzilhadas tecidas pelos fios da vida.

Ainda que a mudança o bafeje com doces saudades, momentos, amizades, siga o rumo que quer destinar à sua alma, agradecendo aqueles que o premiaram com o seu sorriso, a sua bondade e a sua amizade transparente, que nada pediu em troca.


João Salvador – 13/12/2014

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Purga da Alma


Nesse rosto de lágrimas choradas
Lavado pela loucura da saudade
Vislumbra-se o cintilar tímido de um olhar solícito
Orando pelo regresso do amar!

Naquele rosto de face rosada
Habita um sorriso puro e inocente
O sorriso de uma alma acalentada
Pela esperança do reviver o amor!

Naquele rosto de anjo habita uma menina
Resplandece um anjo-mulher
Mulher que sente, que ambiciona
Busca o encantamento adormecido

Sonha o despertar
Sonha o acordar
Sonha consolar o coração ferido
Das desilusões de um amor, outrora proibido!


João Salvador – 23/08/2014

domingo, 16 de novembro de 2014

Encruzilhada


O pensamento mergulha na encruzilhada
Debatendo-se entre escolhas óbvias
Ou na loucura de caminhos,
Cujas histórias não foram escritas

Lança-se em percursos povoados,
Por sensações que flutuam na alma.
Errante, esquece a realidade, lança-se
Cego pela vontade de amar!

Esbarra na dúvida, na hesitação
Sente nas palavras não ditas
Uma dor no coração …

Estanca na encruzilhada, meditativo
Presente-lhe o medo no rosto indecifrável
Chora a indecisão, sangra de paixão …


João Salvador – 16/11/2014

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Momentos de liberdade

A liberdade é algo que se consegue em pequenos prazeres da vida, o sentir na face o vento a acariciar a pele; o ver a paisagem a voar sobre o nosso olhar; o prazer em sentir o barulho do motor de um choper a cumplicidade dos motares com os quais me cruzo. Bem tudo isso é algo que não tem preço.

Complementado pelo quadro com o qual a natureza, premeia aqueles que a observam atentos e a amam! Sou no fundo um privilegiado, vivo rodeado pelo mar, abraçado pela montanha e coberto pelo céu, que respira ainda sem máscaras, apesar dos atropelos do homem!

Estes pequenos passeios de mota, são uma lufada de ar fresco nesta selva urbana que diariamente nos bombardeia com o stress, o negativismo, os atropelos, os quais liberto nestas fugidas nas quais busco refúgio, meditando e buscando a paz interior na beleza do mar e da montanha.

Praia de Maceda - Ovar

Praia de Esmoriz - Ovar

Compenetrado em perfeita simbiose com o mar

domingo, 9 de novembro de 2014

Subjugado ao doce destino



Procurou fugir das recordações que o assolavam em todos os dias da sua vida, perseguindo-o através das névoas do tempo que se enraizaram na pele. 

Mas as memórias eram tão doces, viciantes que o condicionaram num acordo tácito, por seu próprio desejo, para a vida ... até nas suas escolhas.


Não conseguiu arrancar do seu coração o amor que se agarrava aguerridamente à sua alma, possuindo-a!

Toda a sua vida o perseguiu a vontade frenética de abandonar tudo e amá-la, viver com ela. Mas a dúvida, os medos coibiram-no, castraram-no.

Subjugou-se ao meloso destino que ele próprio traçou. 

Inconscientemente, a sua presença era sentida e através dela delineava as suas escolhas, olhando outras mulheres, vendo-a personificadas na sua amada. 

Os feitios, a personalidade as características físicas – aqueles cabelos longos, ondulados, pretos, o olhar intenso, penetrante hipnotizador, quente, dolorosamente cativante. 

Como uma lapa as recordações viviam nele e em tudo aquilo que o rodeava …

No seu íntimo queria abandonar o comodismo, seguir sem rumo, livre, apenas com o pensamento em reconquistar o amor perdido, reviver o sonho, outrora abandonado. 

Não se sentia verdadeiramente feliz, nunca o foi, sempre lhe faltou algo, o desespero abeirou-se dele, lançando-o no precipício … esvaziando-o, levando-o ao suicídio das suas vontades ... 

Podia ter alcançado o amor puro, o sentimento, mas deixou-o esmorecer, acobardou-se, deixou-se vencer pela sua mente doente. 

A tristeza visceral atingiu-o com uma violência tal, que nem os anos lhe apaziguaram a alma, atormentando-o, perseguindo-o como um espectro, espreitando periodicamente através do seu ombro, cujo peso da dor o obrigou a ceder.

Essa alma morreu, perdeu-se nas vontades, apagou-se. É agora um farrapo feito em retalhos, um fantasma de si mesmo …

Terá essa alma salvação? 
Poderá esse homem ter a ilusão remota de sentir o amor?
Será capaz de se tornar audaz?
Talvez sim, ou talvez não ...

O destino escreverá essa nova página de vida, que ditará a vida ou a morte dessa pobre alma que ama loucamente!


João Salvador - 08/11/2014 (E.G)

Dança da paixão


Olhares cruzam-se
Numa dança de paixão
Bailando ao toque da saudade
Um sentir penetrante
Ignição para o renascer do amor!...


Corpos unidos numa simbiose perfeita
Banhados por beijos aguardados
Percorrem recônditos recantos
Do desejo proibido

No toque nada te é proibido
Tuas mãos exploram exímias
Teus lábios carnudos, humedecidos pelo desejo
São livres, tocam, beijam o corpo do amante
Voam pela imaginação da tua paixão
Usas a plenitude do teu sentir

Cavalgas agora frenética, seu corpo carente
Sacias a tua loucura, numa cadência ritmada
Engolindo o seu falo rijo
Gritas tresloucada de prazer
Transfigurada, saciada …
Repousas agora por momentos
Mas queres voltar a tê-lo em ti!

João Salvador - 09/11/2014 (E.G)