quinta-feira, 28 de março de 2013

Hoje sonhei-te



Hoje sonhei-te
Um sonho transpirado
Um sonho que me consumiu
Um sonho inflamado!

Hoje sonhei-te
Vi-te bela apelando que te amasse
Vi-te formosa, apelando que te beija-se
Vi-te sensual, apelando que te tocasse

Hoje sonhei-te
Estavas ali mas não estavas
Estavas presente mas ausente
Estavas onde não estavas

Afinal que sonhei?
Afastaste-te do meu sonho
Resgatada pela sombra da vida
Pelo infortúnio e pela cobiça

Afinal vi-te e não te vi
Uma névoa tragou-te
Privou-me da tua visão
Acordei transpirando de dor!

Aquele vislumbre de ti
Um efémero instante
Nos segundos do meu pensamento
Foram roubados pelo meu acordar

Porquê?
Queria dormir eternamente!
Ver-te …
Ter-te …
Tocar-te …
Sentir-te …
Desfaleço por ti amor!

João Salvador – 12/02/2013


segunda-feira, 18 de março de 2013

Palavras incompreendidas



Belas palavras que dissestes
Reais, verdadeiramente … sentidas
Foram-no puras e verdadeiras …
Infelizmente incompreendidas

Que querias ouvir da sua boca?
Não vives num mundo de fadas
Vives num mundo real …
Neste mundo despido que buscáveis?

Questiona-lo porquê?
Suas palavras feridas!
Trespassaram teu coração …

Nunca o entenderás. Ó vida madrasta …
Os sonhos os desejos eram tantos!
Mas tais ensejos, a vida deixou-os morrer …

João Salvador – 18/03/2013

sexta-feira, 15 de março de 2013

Grandeza do homem (frases)



A grandeza do homem não reside na aparência ou na postura senhorial que adopta (pois pode tratar-se apenas de aparente petulância), mas tão só nos actos que pratica!
A aparência vê-se e os actos sentem-se!

João Salvador – 15/03/2013


Profissionalismo (frases)



O profissionalismo não nasce com o homem, conquista-se e aprimora-se através de erros que se corrigem diariamente, buscando-se um grau de maior perfeição.

João Salvador – 15/03/2013

segunda-feira, 11 de março de 2013

Andorinhas



Esvoaçam despreocupadas
Cortam o ar com suas asas
Acariciam o vento que as beija
Trazem com elas a primavera

Visão sublime que contemplo
Na liberdade que espelham
Tão pequenas e belas aves
Que bailam o azul do céu

Incansáveis obreiras
Fazem seus ninhos nas beiras
Buscam nos lodos a terra

Nos seus bicos trazem vida
Construindo o seu ninho
Onde nascerão seus filhos

João Salvador – 03/03/2013
http://1.bp.blogspot.com/-tn3pcLNlGmY/UHFdi_RPTkI/AAAAAAAAIaA/4r-7LxlzO1g/s1600/008-Andorinha2.jpg

Navegas na vida



Navegas oscilando no casco
Cujo barco ruma errante
Pela vida de suas gentes
Transportando-os ao sentimento
Que muda ao sabor do tempo!

Baixas suas velas
Que se rendem ao capricho do mar
Apagando a dor que te dilacera
Viajando vigorosas com a brisa do vento!

Segues navegando a vida
Com coragem …
Lanças as redes ao mar
Capturando o amor

Um amor ainda que errante
Ainda que não o desejado
Mas ainda assim lutas.
Lutas mulher pelo amor!

Pescas o que lançaste
Naquelas redes que teceste
Alimentadas pelas palavras
Proferidas sem retorno!

O choro soluçado te acompanha
Mas bem sabes que o porto
Se afastou, seguindo distante no horizonte
Alheado do ritmo do tempo presente

Vive agora o novo rumo …
Rende-te à vida presente
Ainda que sonâmbula
Ainda que dormente …
Mas vive mulher … VIVE!

João Salvador – 27/01/2013

sexta-feira, 8 de março de 2013

El rei D. Sebastião



Nas longínquas terras marroquinas
Nasce das trevas a salvação
Surge na batalha perdida, El rei Dom Sebastião
Caminha agora altivo para salvar a nação

Sepultado nas areias da mouraria
Ergueu-se agora do túmulo onde jazia
Vive sempre nas memórias
De um povo que o desejou

Surge das brumas da história
Navega na sua nau, garboso como o era
Esperança da pátria lusa, alimento de poetas
Faz-te ao caminho El Rei. Vem, salva a nação!

João Salvador – 07/03/2013
(Imagem retirada do Google)

domingo, 3 de março de 2013

Pátria ferida



Pátria lusa
Berço de Camões …
Porque choras?
Que te fizeram teus filhos?

Sangras extenuada de dor
Das feridas que te infligiram
Ingratos filhos que te habitam
Guiados por homem sem honra

Corrompidos pela cobiça
Entregam suas almas ao diabo!
Vendem-te a preço de salvo
Fazendo de todos escravos!

Deixa-me limpar-te as lágrimas
Sorver o sangue que te banha a face
Oferecer-te a minha vida
Por ti pátria que tanto amo!

Purga-te dos corruptos
Expele os hospedeiros
Ergue-te altiva como o foste outrora.
Acorda pátria lusa …não te deixes padecer!

João Salvador – 03/03/2013