sábado, 14 de março de 2015

Estátua de pedra



Naqueles dias sombrios, em que as tuas lágrimas me mataram,
O sol perdeu-se no abismo do universo, gritando com ardor,
As trevas apoderar-se do amor, cercando-o, quebrando a sua luz,
Engolindo o feitiço de um sentimento tão belo como místico,
Cujas gerações alimentou de sonhos e de vida,
Aprisionou-o num cofre, onde as almas gritam de dor!

Toda a terra fértil que havia plantado, regada pela paixão,
Desvaneceu-se, tragada pelos ventos impuros da traição!
Tornei-me hoje, uma estátua de pedra,
Um homem sem vida, petrificado num leito de morte,
Uma estatura cujos veios secaram,
Onde outrora havia amor e vida,
Onde o sangue jorrou outrora quente,
Jaz agora um ser cujo amor, morreu!


João Salvador – 14/03/2015

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