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quarta-feira, 10 de junho de 2015

Longos silêncios

(Imagem retirada da Internet)

Ah! Esses longos silêncios …
São tormentos dolorosos
Tempos marcados pelo cruel destino
Caminhos calcorreados, lembrados
Em momentos de nostalgia

Uso a máscara da incerteza,
Escondo a cara
Para que não me vejas chorar
Não saberás quem sou
Escondo-me

Não partilhes as minhas lágrimas
Liberta-te de um fantasma errante
Deixa-me chorar o próprio sangue
Libertando as mágoas de te não ter!

João Salvador – 10/06/2015

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Desejos contidos


Bebo da tua beleza
Transformo-a em desejos contidos
Que controlo desesperado

Percorro tuas curvas transpiradas
Que me enlouquecem
Palpitações …
Calor infernal, a lava aquece meu sangue


Desejo intenso, contido, prestes a rebentar
Uma brisa rouba teu perfume embriagante
Lança-o em mim … enlouquece-me
Um ser felino apodera-se de mim
Quer que sejas minha escrava
Quer-te diabolicamente, pecadora!

Extasiado, questiono-me se quero controlar-me!
Deseja-lo também mulher?
Teu corpo meneia-se, convidando o meu
A uma fusão de corpos deliciosamente suados

Teus olhos irradiam de desejo, chamas-me?
Queres-me?
Anseia-lo?
Vontade em tocar-te
Apertar-te
Lamber-te
Beijar-te
Possuir-te em plenitude
Numa loucura selvagem, partilhada
Numa demência consumida pelos nossos corpos
Até à exaustão …
Um apaziguar do tesão que electriza e possui os corpos!
Deixa tocar teus seios com a língua húmida e quente
Acariciar tuas curvas
Apertar os mamilos levemente,
Suga-los prazerosamente
Morder o pescoço, as orelhas levemente
Almejo passear-me por teu corpo
Deslizar minha língua por teu ventre
Mergulha-la no teu cálice carente

Quero fundir-me em ti!
Anda, apaziguar o desejo
Não o desejas também?


João Salvador – 01/09/2013

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Amor pela terra

 

Corre nas minhas veias
O coração do norte
Corre nas minhas veias
O berço do meu nascimento
Corre nas minhas veias
O aroma do campo

Cultivo em mim o amor pela terra
O amor pelas minhas gentes
A cultura da humildade
Os laços inquebráveis
Dos rostos daqueles
Que me fizeram o que sou hoje

Corre nas minhas veias
o orgulho do meu berço!
Sinto em mim as tradições
Que resgato nas memórias vividas

Ó terra minha
Que te amem suas gentes
Como eu te amo incondicionalmente
Com o sangue que me habita nas veias!
  

João Salvador – 24/07/2013