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domingo, 7 de fevereiro de 2016

Choras o meu céu



Olho incansável os tormentos de um céu que chora, desalmado pela luz que perdeu. 
O mesmo céu que se abriu para as estrelas, e que sobre o seu manto protegeu o nosso amor!
Aquele céu que rejubilou e se emocionou com o beijo de um amor inocente, mas feliz!
Aquele céu que abençoou a luxúria dos doces pecados de dois seres que se amaram incansáveis. 
É agora o mesmo céu que chora a sua descrença. 
Eu que hei-de chorar? 
Choro aqueles momentos protegidos pelo céu. 
Choro agora, perdido ... choro a tua ausência ...

João Salvador - 07/02/2016

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Lembranças sussurradas pelo vento


O vento transporta o sussurrar das doces lembranças,
traduzidas no beijo consumado,
que hoje persegue sem descanso! 
Transporta o recordar intenso dos pensamentos, 
que vivem cravados no coração. 
A existência da musa que vive distante,
é sentida, desejada, implorada! 

O poeta silencia o sentimento, 
vivendo enclausurado,
rodeado pelas teias de uma vida triste.
Não apaga quem ama, 
ainda que o quisesse.
Guarda carinhosamente o sabor daqueles lábios quentes, 
usando as memórias, como bálsamo para a sua alma doente!
Ainda hoje aguarda o despertar …de ti!


João Salvador – 31/08/2015


segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Memórias de um beijo


Num manto de lágrimas
Jaz a saudade
De uma alma purificada
Pelo chorar
De um homem apaixonado

O mesmo homem que outrora gritou
É agora o espelho da esperança!
Todo ele sorri …
Aguarda o beijo …

Já não tem pudor
Em expressar a vontade
De sentir, revivendo
O beijo nunca esquecido!

Quer perder-se
Num amar louco
Onde apenas têm lugar
Duas almas gémeas
Cujos segredos se perdem
Nas suas próprias memórias


João Salvador – 27/10/2014

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Promessa



Da tua boca saiu a promessa, um sinal
No teu olhar senti o desejo a palpitar!
Um comprometimento que aguardo
Um momento por ambos esperado

Busca-se o mágico instante, só nosso!
Em que duas almas se encontram
Em que tuas mãos percorram meu corpo
E libertem uma explosão de energia

A tensão aumenta
Proporcional ao desejo
Sonho em tocar-te
Sentir as mãos na tua pele quente …

Oh! Tanto te desejo
Beijar-te num beijo demorado
Sentir a tua boca sedenta
Expectante pela união …

Língua que dança pelas subtis curvas de teu corpo
Acariciando teus seios, enrijecidos pela loucura!
Explorando teu ventre, venerando-o
Desavergonhado, avanço desalmado!

Cego pela fome que tenho de ti
Sussurro-te palavras quentes
Seguro tuas ancas firmes, e
Consumo teu corpo que torno num só!


João Salvador – 10/12/2012

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Memórias que tendes




Vagueáveis, flutuando pelas memórias que tendes na mente,
inquieta, impetuosa, inundada de vida,
como se faz quando se procura a solidão.
Rebuscáveis o passado … recordando.
É algo prazenteiro que faz parte do ser.

Nessa busca incessante, encontrastes um episódio.
Um episódio de amor puro, ternurento e belo.
Recordas-te o beijo fugido que roubas-te … cigana,
Naquela escada de pedra que fazia parte de vós.
Foi numa inocência perdida, que não tendes agora.

Tempos em que os jovens sonhadores,
com ensejos de Dom Quixote …
Sonhavam com projetos tresloucados,
Sonhos doces como mel que vos deleitavam.

Enchiam de prazer só de pensar o amor.
Ó o amor! Era tão deslumbrante, atraente e puro!
Quando contempláveis os adolescentes olhos vibrantes,
Cintilantes de luz. Ali se viam e logo se perdiam!

Os olhos brilhavam de paixão!
O corpo tremia, só por ver o amor.
A mera presença, um mero toque … um tremor!
O cheiro a flor virgem que emanáveis!

Sim! Sentis saudades desse tempo.
Uma época de glória e de conquistas,
em que se lutava pela pureza do amor.
Eram sublimes esses momentos de inocência!

Foram tempos harmoniosos, recordados com ardor.
Lembrados com melancolia, num misto de carinho e saudade.
As meras trocas de olhares, dos quais se vivia, ou
de um mero beijo furtivo que vos nutria!

Sim, eram belos esses tempos, inesquecíveis …
E dos quais vos recordareis nesta vida …de saudade!

João Salvador - 16/08/2010

domingo, 28 de agosto de 2011

Rosa do Desejo


Rosa pura, beijo-te num ósculo molhado
Nas tuas pétalas vermelhas, que me cegam
Com a infinita beleza do teu cheiro perfumado
Deleitam-me os perfumes de luxúria que emanas

Passo a rosa pelos meus lábios molhados
Deposito-a nos teus seios rijos de anseio
Para que sintas em jeito, o meu beijo que te deixo!

Brinco com a rosa, ondulante no teu corpo
Faço-te crescer a ânsia do pecado carnal
Para que sintas a perdição na satisfação!

Em trejeito de cópula eterna, numa loucura insana
Numa troca de fluídos puros libertados pelo amor
Dois corpos; ardentes … quentes, que se sentem
E cuja fome cedeu ao desejo … urgente

Consumimos os nossos corpos, devoramo-los …
Usamos os corpos, como alimento
Para nos libertar de um tormento.
Saciados enfim … num momento!


João Salvador

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Encontros


Abeirei-me de ti, expectante mas maravilhado com a tua luz.
Senti um baque, uma enorme atração, que quase não controlei.
O meu corpo tremeu de desejo, esperando um sinal teu.

Esse sinal não chegou, ou tendo chegado, temi ter sonhado ou ser repudiado!
Perdi-me nos teus olhos, em pensamentos de pecado.
Naveguei por um mundo e por um turbilhão de paixão.

O tempo passou descontrolado, descompassado e belo!
O Chilrear dos pássaros, passaram em surdina, não apreciados.
As árvores belas, eram apenas meros espectadores, do momento.
Nada ofuscava a minha atenção, centrada em ti.

Senti a tua pele perfumada, cujo aroma absorvi sofregamente.
Sensações de prazer, rebuscaram-me e eletrizaram-me.
Pequenos gestos, pequenos contactos que se tornaram grandiosos.
Momentos de sonho, que terminaram num semi-beijo roubado, que guardo.


João Salvador