sábado, 15 de outubro de 2011

Página em branco


És uma página em branco
Sem vida, triste e sem cor
Buscas uma razão
Algo que justifique o viver
 

Alimento-te com palavras
Escrevo-as com devoção
Liberto-as com paixão
Preencho o teu rosto de cor
 

Acabo por escrever sobre amor
Já tens razão de existir
Lê-te agora a ti próprio
Já não és um rosto inexpressivo

Agora tornaste-te num soneto
No qual sussurrei belas palavras
Verti para ti os sentimentos
Libertei a minha alma
O meu amor … o meu desejo
Deixei em ti um pouco de mim!


João Salvador – 15/10/2011

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