domingo, 23 de outubro de 2011

Verdadeiro amigo



Amigo não dizes palavra
Nos teus olhos vejo mágoa
Na tua voz inquietação
Uma dor no coração!

Uma apreensão desnudada
Na vida nunca descorada
Nos projetos traídos
Nos teus sonhos sofridos

Por ti sinto dor …
Sofro, num castigo partilhado
No caminho por ti trilhado
Vagueias pelo pensamento
Perdido qual ser demente
Em compromissos da mente
Na palavra dada que não teve volta

Certo é porém,
Que apesar do desdém
Dos amigos do interesse
Me terás como amigo!

Na vida, nos momentos em que tropeças
Na miséria da desonestidade
Nos amigos da falsidade
Na hipocrisia que te ladeia
No abutre que te rodeia

A mais pura amizade prevalece
Nos momentos de quem não esquece!


João Salvador – 10/10/2011

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