sexta-feira, 15 de julho de 2011

Afinal, quem sou eu?


Existem dias que me questiono, dias eternos que não cessam.
Busco nas minhas memórias rebuscadas a solução,
Uma resposta que não chega, apenas a incerteza e a solidão!
Passo dias em busca de acalentar o encontro, de mim próprio. 

Não sei quem sou, mas será importante?
Porquê, perder tempo a buscar a resposta para algo que não surge …
Quando urge, viver estes míseros minutos da nossa existência, sem prudência
Para quê, buscar respostas onde elas não existem … ou existindo, desprezo-as!

No fundo, sei o que procuro e … acho que vejo a resposta, a qual temo.
Mas procuro confundir a minha própria mente … dormente e sonhadora,
Adormecida, para não acordar, para uma resposta que afinal, prevejo,
Revejo-me noutra realidade … sou de um mundo por nascer … inexistênte!

Quero esquecer quem sou, apenas sonhar e amar ...
Quero ser o vento, voar sem rumo ou direcção, sentir-me livre.
Polinizar as flores perfumadas que me cercam e procuro cativar,
Enfim … quero alimentar os momentos que passam altivos e viver …VIVER!!!

2 comentários:

  1. QUEREMOS! Lindo poeta!! ...incrível como os intrínsecos momentos de ser ou ser podem, na palavra de um bom poeta, tornarem-se bálsamo e prazer... PARABÉNS... Abraço... Muryel & Sheila

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  2. Obrigado pelas suas palavras de incentivo. O poeta no seu ser quer viver e sentir-se livre!

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